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1063 Palavras

Filipe continuava parado, como uma estátua cravada no meio da clareira, o peito subindo e descendo em um ritmo acelerado, enquanto a figura de Lua surgia ali, diante dele, tão real, tão próxima, que era quase impossível acreditar. O coração batia descompassado, como se quisesse saltar para fora do peito, enquanto sua mente, num sussurro desesperado, repetia a mesma frase: “Ela não devia estar aqui.” E ele disse, com a voz rouca, trêmula: “Você não devia estar aqui, Lua… Isso vai ser considerado um ato de guerra.” Mas Lua não se moveu, não hesitou, não deu sequer um passo para trás. Pelo contrário. Ela respirou fundo, e então seus olhos encontraram os dele, brilhando com uma determinação tão intensa quanto a luz da lua que banhava seus corpos. “Eu não me importo,” sussurrou ela, e seus

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