O silêncio continuava pesado como chumbo na sala, quando, de repente, a expressão de Melinda mudou. Foi como se, em um segundo, toda a fúria acumulada evaporasse e, em seu lugar, surgisse um brilho intenso nos olhos, algo entre êxtase e loucura. Sem aviso, ela se atirou sobre Lua, agarrando-a pelos braços com força, mas agora sem agressividade, e sim com uma animação quase infantil. “Vamos usar isso a nosso favor!” — exclamou, com um sorriso largo e assustador. Lua ficou paralisada, encarando a mãe sem entender uma palavra do que ela estava dizendo. O coração ainda pulsava acelerado pelo medo, mas, agora, havia uma camada de confusão. “Do… do que você está falando?” — perguntou, a voz falhando. Melinda não respondeu de imediato. Seu olhar faiscava de entusiasmo, como se tivesse acabad

