03. Quem é ela?

1038 Palavras
Lando - Oi...estou ligando para saber como você está...eu não estou tão bem desde que te vi da última vez...me perdoa pelas palavras que eu te disse, sei que exagerei...eu te amo - deixo a mensagem na caixa postal de Bradley. Olho para as paredes do meu antigo quarto da casa dos meus pais, enquanto caminho de um lado para o outro com o celular na mão. Eu prometi que não iria mais correr atrás dela, mas é mais forte do quê eu. Ligo novamente, e mais uma vez vai para a caixa postal. - Ei, sou eu de novo...agora eu estou na casa dos meus pais...lembra quando você veio os conhecer? Ou de quando quase quebramos a minha cama? - eu rio - Foi tão divertido...Porfavor Bradley, se você ainda sentir alguma falta minha, me retorna, eu prometo esquecer tudo o que aconteceu. Porfavor. - Desligo. - Está ligando pra quem? - minha irmã Ruth, pergunta entrando no meu quarto. - Bradley - respondo me sentando na cama. - Mas vocês não terminaram? - ergue uma sobrancelha, me deixando confuso. - Como você sabe? Ruth pega o celular dela do seu bolso da calça e me estende. Pego - o dando de cara com uma foto em que Bradley está beijando o loiro traidor. Mas o que me quebra, não é a foto, mas sim a legenda dela: "Eu te amo". Meu estômago cai, e sinto como se estivesse sido sufocado pelos pulmões. Ela está namorando com ele agora? Como assim o ama? Claro que ela não o ama! Ela ama à mim, não esse i*****l. Ruth me olha com pena, após reconhecer o meu ex melhor amigo na foto, e por pouco não pego seu celular e o jogo contra a parede. - Sinto muito Lando.... - ela entorta a boca. - Sai daqui - digo rudemente para ela, mesmo sabendo que não tem culpa de nada. Ruth em silêncio deixa o quarto, me deixando grato por não tentar me consolar, como eu sei que mamãe faria. Eu não deveria ter ligado para Bradley de qualquer maneira. Onde eu estava com a cabeça para deixar essas mensagens na caixa postal dela? Eu sou muito t**o mesmo! Aposto que agora ela deve estar com aquele i****a, e eu aqui, sofrendo por quem não merece. Bradley me fez odiar o amor, eu nunca senti uma dor tão forte quanto estou sentindo por ela. 1 ano juntos, e ela simplesmente joga tudo no lixo, como se não significasse nada. O pior de tudo foi ter me traido logo com o Noah, que éramos amigos a mais de 5 anos. Como eles puderam? Ele se dizia está sempre comigo, nos melhores e piores momentos, sendo que ele foi o motivo da minha destruição. Me jogo na cama, e tudo o que desejo é ficar ali o dia inteiro. (...) Depois de um almoço tediante com meus pais e Ruth, volto para minha casa. Consegui pegar mais dinheiro com meu pai, o que eu espero que dê para me sustentar em relação as festas nesse final de semana. Ele sempre me dar dinheiro quando o peço, além de pagar a minha gasolina, minha comida, e meu aluguel. Por isso eu não me preocupo em encontrar um trabalho ou algo assim. Após finalizar o ensino médio, eu simplesmente quis curtir, e meu pai me apoiou. Diferente da minha mãe, que toda vez reclama desse meu jeito totalmente dependente à eles. Minhas irmãs Nicola e Ruth, não recebem dinheiro do meu pai assim como eu, mas apenas porque elas não querem. Cada uma trabalha e são casadas, o que nem preciso dizer que minha mãe adora. Sábado 12/05/2017 17:43 Eu sei que estou esquecendo de algo, mas não consigo lembrar o quê. Sei que não é em relação aos meus pais, nem mesmo sobre Bradley, e isso tira todas minhas opções de algum compromisso, mas porque essa sensação de que falta algo? Vou até a cozinha, e abro a dispensa na intenção de verificar se isso se dar pela falta de alguma coisa que não comprei. E assim que vejo a garrafa de vodka meio vazia, me lembro rapidamente. A América! Olho o relógio, e percebo que estou absurdamente atrasado. Corro para o meu quarto e procuro por uma calça qualquer, já que estou apenas vestido uma cueca e camiseta. Visto uma jeans preta, e calço meus sapatos me embolando enquanto amarro o cardarço. Saio voando da minha casa, sem me preocupar em passar o perfume, ou arrumar o meu cabelo, se bem que visual não importa para a América de qualquer maneira. Entro no carro, e saio em disparada para a casa dela. Ela deve está querendo me matar agora, e não vou me surpreender se assim que eu chegar, ela me mandar ir embora. Estou praticamente 1 hora atrasado, ninguém ficaria feliz com isso. Mas também que idéia essa dela, de marcar um encontro assim do nada? Nós não nos conhecemos direito, eu não me interesso por ela, não tem nenhum sentido esse encontro. Chego em frente a sua casa depois de 15 minutos. América está sentada no banco que têm ali em frente, enquanto segura seu guia. Seu vestido azul vibrante com girassóis amarelos, me faz perguntar quem a veste assim. Não é certo vestir uma cega com tamanha breguice, só porque ela não pode se ver. Desço do carro, e nesse instante América parece perceber minha presença, pois se levanta do banco. - Me desculpa - começo a dizer assim que fico de frente ao seu corpo. - Eu me perdi nas horas. - Minto. Obviamente não iria dizer que me esqueci do nosso compromisso. - Lando! - Ela exclama com um sorriso lindo de se ver no rosto. - Vamos? - pergunta calma, ignorando totalmente minhas desculpas. Sua felicidade me deixa confuso e aliviado. Confuso por ela não está com raiva do meu atraso, e aliviado pelo mesmo motivo. É curioso como ela parece nada com nenhuma garota que eu já sai. Elas teriam surtado, e me xingariam de todos os palavrões possiveis, mas ela não. Sua serenidade é se como tudo ocorresse normal. Essa garota é muito diferente, e não sei se isso é bom ou r**m.
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