Hugo respirou fundo, o corpo ainda quente da piscina, os músculos tensos de desejo e expectativa. Ele olhou para Vanessa, os olhos verdes dela fixos nos dele, e falou, hesitante mas direto:
— Vanessa… eu queria saber… como é que vai ser isso? A senhora disse que isso não era um teste… é evidente que eu queria muito… não vou mentir. Mas eu quero saber… como é que fica isso entre nós?
Ela riu baixinho, o som suave e provocativo, que fazia o corpo dele reagir novamente.
— Primeiro, Hugo… não me chame de “senhora”, tá? — disse ela, inclinando-se para encará-lo. — Senhora me desvaloriza? Uma deusa dessa pra se chamar de senhora? Não combina né.
Hugo sorriu, ainda um pouco nervoso.
— Só quando a gente estiver perto de alguém… — continuou Vanessa, mordendo levemente o lábio — dos meus pais, de qualquer outra pessoa. Fora isso, é Vanessa. Ou qualquer outro apelido que você queira usar quando estivermos sozinhos.
Ele engoliu em seco, o coração acelerado. Cada palavra dela era carregada de poder e sedução, deixando-o mais entregue.
— Então, Hugo… — ela continuou, agora com o tom sério, mas ainda dominador — primeiro, preciso saber se você consegue lidar com isso. Ser meu segurança, meu motorista… e ainda ser meu homem, no oculto. Você acha que consegue lidar com isso?
Hugo respirou fundo, sentindo o peso e a responsabilidade misturados à excitação que ainda queimava dentro dele.
— Vanessa… eu… — começou ele, a voz rouca — eu posso lidar com qualquer coisa por você. Qualquer coisa que você quiser… desde que eu esteja ao seu lado.
Ela sorriu, satisfeita, o olhar verde fixo nos dele. Um sorriso que era ao mesmo tempo provocador e dominante.
— É isso que eu queria ouvir, Hugo — disse, deslizando a mão pelo braço dele. — Mas lembre-se: estar ao meu lado não significa que será fácil. Vai exigir controle, atenção… e muito, muito desejo contido.
Hugo sentiu o corpo inteiro reagir à proximidade dela, ao toque leve, à voz firme e provocante. Ele sabia que estava entrando em um jogo perigoso… mas que, secretamente, ele não queria que tivesse fim.
— Eu estou pronto, Vanessa — disse ele, firme, mas com o coração acelerado. — Para tudo que vier… contanto que seja com você.
Ela se inclinou, aproximando os lábios do ouvido dele:
— Então, Hugo… seja bem-vindo ao meu mundo. E que você saiba… uma vez dentro, não há volta.
Hugo engoliu em seco, sentindo que cada palavra dela era como fogo que consumia o pouco de resistência que ainda lhe restava. E, naquele instante, ele percebeu que estava completamente perdido — e maravilhosamente entregue — àquela mulher dominante e irresistível.