O portão da mansão rangeu sob o peso da noite e da chuva fina que começava a cair, molhando o carro preto e deixando o ar pesado com cheiro de terra e concreto úmido. Dante estacionou em silêncio, respirando fundo, os músculos tensos e a adrenalina ainda pulsando nas veias. Cada passo em direção à entrada da mansão carregava expectativa, desejo e um pensamento fixo: Isadora. Ao abrir a porta, o calor familiar da mansão envolveu os dois, mas a distância entre eles, mesmo que pequena, parecia interminável. Isadora estava parada no hall, encostada no batente da porta da cozinha, os cabelos soltos, os olhos verdes fixos nele. Ela parecia frágil, vulnerável, e ao mesmo tempo, irresistivelmente atraente. — Dante… — murmurou, a voz trêmula, carregada de alívio e medo. Ele atravessou o espaço e

