A noite caía densa sobre a Itália, tingindo o céu com tons de chumbo, carregado por nuvens pesadas que anunciavam tempestade. O vento gélido varria as ruas desertas, deslizando pelas vielas como um mensageiro silencioso de segredos e ameaças. No interior de um armazém abandonado, nos arredores de Milão, Santiago respirava com dificuldade. Cada movimento era um lembrete doloroso dos ferimentos sofridos no último confronto com Dante. A raiva ardia dentro dele como um incêndio incontrolável, queimando qualquer vestígio de prudência. — Ele… me pegou desprevenido — murmurou, socando a parede de tijolos com a força que ainda lhe restava. — Dante Rivas… nunca mais vou cometer o mesmo erro. As mãos sujas de sangue seco eram a marca da derrota, mas também o combustível da vingança. Dante podia a

