eu resolvo so descansa

869 Palavras
Já em casa, Klaus tirou o paletó, afrouxou a gravata e olhou para Helena com cuidado. — Amor, vou esquentar a comida pra gente jantar. Virou-se para a avó: — Vovó, a senhora quer jantar ou prefere subir pra dormir? — Não, meu filho… quero jantar também. — Então senta ali com a Helena — disse ele, apontando para a mesa. — Eu já venho. Helena e a avó se sentaram, conversando baixinho, trocando sorrisos tranquilos. Pouco depois, Klaus chamou: — Vem, amor. Vem, vovó. Tá na mesa. Ele serviu o prato das duas, depois o dele. Jantaram em silêncio, calmos, como se finalmente estivessem longe de tudo o que doeu naquela noite. Mais tarde, os seguranças chegaram com as malas. Klaus pediu às funcionárias que organizassem tudo no guarda‑roupa da suíte reservada para a avó. Depois de um tempo, a avó sorriu cansada. — Meus filhos… eu vou me deitar. — Nós também vamos, vovó — Klaus respondeu. Eles subiram juntos. Klaus ajudou a avó a se acomodar no quarto dela, ajeitou o travesseiro, beijou a testa dela. Em seguida, ele e Helena saíram em silêncio. No quarto de Helena, Klaus falou com voz baixa: — Amor, vou deixar você tomar banho primeiro. Depois eu vou tomar o meu e volto pra dormir aqui, tá? Helena respirou fundo. — Não, amor… hoje eu vou pra lá. Ele sorriu de leve, entendendo. — Então tá bom. Helena foi tomar banho. A água quente caiu sobre o corpo ainda tenso, mas não levou embora o medo. Quando terminou, vestiu uma camisola simples e foi para o quarto dele. Klaus estava saindo do banheiro, já de pijama. — Vem, senta aqui — disse ele, com carinho. — Deixa eu passar o remédio de novo no corte, tá? Ela se sentou na cama. — Tá muito feio, amor? Ele passou o remédio com cuidado. — Não… tá vermelho, mas vai ficar bem. Helena respirou fundo. — Amor… eu tenho medo da sua ex. Ele levantou o olhar na mesma hora. — Helena, você não precisa ter medo dela. Ela balançou a cabeça, os olhos marejados. — Amor, me escuta… você não viu o olhar dela quando soube que você era bilionário. Ela ficou com ódio porque você nunca deu a vida que ela queria. E agora eu tô com você… Ela engoliu em seco. — Ela pode tentar alguma coisa. Sem contar sua mãe… a Verônica… tudo isso me assusta. Klaus segurou o rosto dela com as duas mãos. — Ei… eu vou resolver tudo isso. Eu prometo. — Amor… e se eu me afastar um pouco? A gente fingir um término por um tempo? O olhar dele ficou sério na mesma hora. — Nem pensar, Helena. Ninguém vai interferir na nossa vida, tá? Nossa casa é segura. Ele respirou fundo. — E toda vez que você sair, vai ser com seguranças. Nada de dirigir sozinha. Motorista particular e segurança o tempo todo. Ela encostou a testa na dele. — Eu te amo, Klaus… mas eu tenho medo de tudo isso. Ele a puxou para um abraço forte, protetor. — Eu sei. Você é boa demais pra esse mundo… — sussurrou. — Mas enquanto eu estiver vivo, ninguém vai te tocar. Eu vou te proteger, tá? Ela fechou os olhos, sentindo o coração dele bater forte. Ali, naquele quarto, nos braços dele, Helena sabia: o medo ainda existia… mas também existia algo muito maior. Amor. Proteção. E um homem disposto a enfrentar qualquer coisa por ela. Na manhã seguinte, Klaus acordou primeiro. Com cuidado, pegou uma bandeja com café da manhã e foi até o quarto da avó. Ela já estava acordada, sentada na cama. — Bom dia, vovó — disse ele, sorrindo. — Trouxe seu café da manhã. — Ah, obrigada, meu filho… e obrigada por me deixar morar com vocês — respondeu a avó, com um sorriso caloroso. — Vovó, eu nunca tinha trazido antes porque quase não parava aqui… mas agora é diferente. A avó sorriu, os olhos brilhando. — Ela é uma joia… como ela está bem. — Tá bem, vovó… mas estava muito assustada com tudo isso. Queria fingir uma separação e ficar longe de mim um pouco mais… mas eu não vou deixar, vovó. Eu amo ela. — Tá certo, filho… não deixa mesmo. Luta por esse amor, tá? — disse a avó, acariciando o rosto dele. Klaus sorriu e se voltou para a bandeja. — Comer bem, vovó. Vou levar o café pra ela também. Ele foi até o quarto de Helena. Ela ainda dormia, o rosto tranquilo. Ele se aproximou, tocou de leve seu ombro e depois a beijou nos lábios. Ela sorriu e despertou lentamente. — Bom dia, meu amor — disse Klaus, com voz suave. — Bom dia, amor — respondeu Helena, ainda com a voz sonolenta. Ela sentou na cama, e ele colocou a bandeja no colo dela, com cuidado. Helena sorriu, olhando para ele com carinho. Eles começaram a comer, em silêncio ao mesmo tempo em que compartilhavam olhares e pequenos sorrisos. O mundo lá fora podia ser c***l, mas naquele instante, entre o café, o cuidado e o toque suave das mãos, havia paz, proteção e amor.
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