eu te conto tudo

1012 Palavras
Helena estava deitada com ele, os pés nos colo dele, e Klaus fazia uma massagem suave, delicada. Ela suspirou e quebrou o silêncio: — Amor… você se incomodaria me contar como foi que conheceu a Caroline? Ele continuou a massagem, com atenção, e respondeu: — Não, meu amor… nem um pouco. Respirou fundo e começou: — Bom… conheci ela três anos atrás. Fui numa padaria. Eu estava comprando umas coisas, e encontrei ela la,e depois de alguns dias eu a vi de novo. A gente começou a se aproximar… — Ela passava por muita dificuldade, né? — Helena perguntou. — Sim… o pai dela era muito rígido, muito duro. Ela fugiu de casa. Tinha 28 anos, adulta, mas sem dinheiro, sem nada. Morava na rua… Eu a encontrei e tirei dela aquela vida, trouxe para um apartamento simples, pra conhecer quem ela realmente era. Eu precisava disso antes de trazer alguém para a minha vida… para o meu mundo. Ela sorriu, tocando a mão dele: — Só aí eu já percebi a diferença, né? Ele assentiu: — Sim. Quando nos conhecemos, você estava correndo na chuva, chorando… Eu te trouxe direto pra cá. Nunca levei você pra outro lugar, nunca escondi nada do meu mundo de você. Eu sabia que você era diferente, por isso nunca tive receio de te trazer pro meu mundo. Ele continuou, com um tom mais pesado, lembrando de tudo: — Com a Caroline foi diferente… Eu morei com ela, finjinha que trabalhava numa padaria, saía todo dia para a empresa, voltava sujo, cansado… e no começo, ela era carinhosa. Mas depois… começou a mudar. Eu tentei enxergar como fase, mas não era. Ela parava de fazer tudo, exigia dinheiro, reclamava do cartão… Eu dava, mas nada bastava. A reação dela sempre era a pior possível. Ele respirou fundo, e Helena o olhou, segurando a mão dele: — E então? — Então, um dia percebi que ela me traía — disse ele, firme. — Dormia fora, voltava sorridente… comecei a investigar. Tirei fotos, fiz a segurança acompanhar. Quando ela voltou da viagem, desmascarei tudo. Ela pediu perdão, ligava o tempo todo… mas eu não tinha mais raiva. Só amargura. Não porque ainda a queria… mas porque eu tinha dado tudo e não fui valorizado. Eu era perfeito pra ela… mas ela nunca soube amar. Ele olhou nos olhos dela, apertando levemente a mão: — Amor… você nunca precisou me provar nada. Desde o início, eu só olhei pra você e vi… eu podia te trazer pro meu mundo sem medo, sem receio. Você sempre confiou, sempre foi você mesma. E é por isso que eu te trouxe pra cá. Porque você merecia, porque você é diferente… você me entende, me completa. Nunca vai precisar fingir, nunca vai precisar provar amor. Eu já sei que é verdadeiro. Helena se enroscou mais perto dele, sentindo a segurança e o calor das palavras dele. Ele continuou a massagem, agora com um sorriso leve: — É por isso que nada do que aconteceu antes importa mais… só importa você, e a nossa vida juntos. Eu vou proteger você de tudo, meu amor. Sempre. Helena se enroscou mais perto dele, o corpo ainda tremendo levemente de emoção. Klaus continuava a massagear os pés dela, mas agora cada toque tinha uma força quase silenciosa de promessa: ele estava ali para protegê-la de todo mundo e de tudo. — Amor… — ela murmurou, a voz ainda trêmula — eu fico com medo… de tudo. Da sua ex, da sua família… do que ainda pode acontecer. Ele inclinou o corpo sobre ela, encostando a testa na dela, os olhos escuros ardendo de intensidade: — Helena… eu te prometo… ninguém vai te machucar. Eu não vou deixar. Não a ex, não minha mãe, não ninguém. Essa casa, essa vida… tudo é nosso, e eu vou proteger você de qualquer ameaça, sempre. Ela respirou fundo, sentindo a segurança que só ele conseguia transmitir, mas ainda havia aquela sombra de medo que ela não conseguia afastar. — E se… se eles tentarem de novo? — perguntou ela baixinho, quase sussurrando. — —Eles vão se arrepender — disse Klaus, firme, os punhos cerrados, a voz carregada de raiva contida. — Qualquer um que tente se aproximar de você vai se arrepender. Eu já mostrei antes, e não importa quantas vezes tentem, eu vou estar lá. Sempre. Ela sentiu uma onda de calor percorrer o corpo, misturando alívio e emoção. Encostou a cabeça no peito dele, sentindo os batimentos fortes e firmes. Klaus passou uma das mãos pelos cabelos dela, acariciando suavemente. — Eu amo você, Helena — disse ele, baixo, mas carregado de intensidade — mais do que eu jamais amei alguém na vida. E cada vez que penso no que você passou, me dói… mas também me faz prometer que nada, nunca, vai te atingir de novo. Ela respirou fundo, quase chorando, e ele continuou: — Você não precisa fingir nada, meu amor. Não precisa se proteger de ninguém, não precisa fugir. Aqui, comigo, você está segura. Eu te vejo, te conheço, te amo por inteira. E isso ninguém vai tirar. Helena levantou o rosto, encarando os olhos dele, e viu a sinceridade, a fúria contida contra qualquer um que a machucasse, e aquela ternura intensa que só Klaus conseguia mostrar: — Eu… eu confio em você, Klaus — murmurou, quase sem voz. — Eu nunca me senti tão protegida assim… tão… completa. Ele sorriu levemente, a mão acariciando a bochecha dela: — Então não tenha medo, meu amor. Hoje, amanhã, sempre… eu vou estar do seu lado. E tudo que eu fiz, tudo que eu faço, é pra garantir que você possa ser feliz, em paz… comigo. Eles se enroscaram ainda mais, como se o mundo lá fora não existisse, como se nada pudesse tocar aquela segurança, aquele amor, aquela promessa silenciosa que só os dois entendiam. O silêncio entre eles era confortável, quente, intenso… uma certeza de que, finalmente, Helena estava verdadeiramente protegida, e Klaus tinha encontrado a mulher que merecia cada batida do seu coração.
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