Paloma Narrando O dia não passou, não voou. Olhei no relógio, conferindo a hora. Ainda estava sentada em frente ao computador, os olhos grudados nas telas, tentando organizar umas paradas, checar os dados e, ao mesmo tempo, ficar ligada no que tava rolando com a Carol. A Erika mandou mensagem dizendo que a Carol já tava com o telefone dela. Deixei o meu em cima da mesa, ao lado do notebook, porque se ela precisasse, era na hora — eu ia bater lá. Ainda estava meio cabreira, sem saber se tinha algo por trás da vida da Carol ligado ao Morro do Turano. Não conseguia acreditar que alguém ia pegar no pé dela do nada; se tivesse algo maior por trás disso tudo, eu ainda não via. O silêncio do meu canto foi quebrado quando o Curupira levantou, dando aquele sorriso maroto e me deu um selinho rápid

