Calíope Narrando Assim que ele saiu do quarto, fiquei alguns segundos parada, como se meu corpo tivesse esquecido como respirar. Quando finalmente puxei o ar, parecia que o peito ardia, como se tivesse um peso esmagando minhas costelas. Me ajeitei na cama, mas cada movimento denunciava o quanto ainda doía, tanto no corpo quanto na alma. Tentei mexer no tablet, no telefone… mas minhas mãos tremiam tanto que era como se não fossem minhas, como se não me obedecessem. A dor ainda latejava, me lembrando de cada machucado, de cada parte de mim que parecia quebrada. Abri os comentários dos capítulos do livro, e depois o grupo das minhas leitoras. mensagens que eu sempre amei ler, risadas, jogadas na madrugada, conversas sem sentido. Mas agora… agora eram como um fio que me segurava de não desp

