Faith pegou o sabonete, muito assustada para não fazer o que ele
mandou. Tentou ignorar a n***z, concentrada na conversa do homem.
—... Sim, faz um longo tempo. Estive muito ocupado. Escuta,
tenho algo aqui que poderia interessá-lo, pense que é um presente de
Natal adiantado. Recorda o que me disse da última vez que esteve aqui?
Aquela coisa que teria se não fosse por seu código moral? ... Não estou
sugerindo que... Pára e escuta por um maldito minuto, Leo. Tive que
despedir um da minha equipe esta noite. Não fui tão cuidadoso como
deveria ter sido, mas tenho alguém fazendo a limpeza agora. Houve uma
testemunha. Ela é do seu tipo. Ruiva. Magra. Grandes olhos verdes.
Não sei o que vê nessas cadelas irlandesas, mas ela é perfeita para você.
Pode ter o que você tanto queria. Tudo o que tem a fazer é vir e pegá-la.
Houve uma longa pausa onde Faith ouviu gritos indecifráveis do
outro lado do telefone.
— Calma c*****o. Olha o que fazer com ela, uma vez que a tenha
depende de você. Mas se não a pegar, ela está morta. Se a deixar sair,
você sabe que a encontrarei outra vez e estará morta. Sua vida está em
suas mãos, e uma vez que a vir, sei que irá querê-la. Estou fazendo um
favor, dando o que você quer e salvando a vida dela. Sou um santo
normal. Poderia ter disparado na puta... Sim, estou em casa... Sim,
bom, não quer ter as mãos sujas. Não quer estar no negócio da família,
mas já sabe de onde vem o dinheiro. Não esqueça isso... Negócio
honesto minha bunda... Não poderia ter começado esse negócio sem a
sua família. Venha agora mesmo.
Imagens horríveis passaram por sua mente, piores até do que a
cena do crime que presenciou ou a recente ameaça de morte. Ele iria
prostituí-la. O que então? Poderia passar por tudo, ser usada e logo
depois deixada morta em um beco? Faith se abraçou com mais força ao
redor do seu corpo. Apesar da falta de interesse dele, nunca se sentiu
tão exposta sexualmente