Pré-visualização gratuita 1 - Luhan
Eu vivo em um lugar onde ômegas são muito menosprezados. Já é assim nas grandes cidades, imagine em um lugar do interior onde os Alfas são ainda mais rudes.
Eu sempre fui acostumado a abaixar a minha cabeça e aceitar que as coisas eram assim.
Mas meu melhor amigo, Byun Baekhyun, não, ele sempre me disse que assim que fizesse seus dezoito anos ia sair daqui e ia encher seu corpo de tatuagens e mostrar que não era preciso ser um Alfa para agir de certa forma.
Eu nunca acreditei que ele fosse realmente fazer isso, eu já tinha meus dezoito anos, sabia que não era assim, eu já era escória da sociedade, com o tempo parei de me importar.
Ele me disse isso à primeira vez quando estava fazendo seus quinze anos e viu eu me tornar um ômega. E eu não acreditei nele.
Mas a história surgiu novamente quando ele foi espancado pelo pai, isso era algo comum de se acontecer, JungHo sempre foi o tipo de Alfa que não aceita ômegas, ele sempre odiou os ômegas, nunca entendi o porquê de tal fato. Mas meu melhor amigo chegou à minha casa assim... Com um braço torcido, muitos roxos e os olhos inchados pelos socos que havia recebido.
Quando eu perguntei o motivo, ele disse que seu pai havia descoberto seus planos para ir embora, ele teria que ir antes.
Eu disse que era loucura e ele disse que eu deveria me juntar a ele, mas eu não sabia o que fazer naquele momento.
Então eu disse que não poderia ir.
E naquela mesma semana, com apenas dezessete anos, Baekhyun fugiu para cidade, ele não levou nada mais que algumas roupas, tudo caberia em uma mochila. E se BaekBeom, seu irmão, não tivesse vindo me comunicar, eu nunca saberia. Baekhyun não foi capaz nem de se despedir de mim.
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Anos mais tarde, eu já estava com meus dezenove anos, um cara bonito – extremamente lindo – passou na loja dos meus pais, uma loja de conveniência onde eu era o atendente. Ele queria comprar um lanche e perguntar o endereço de algum lugar que eu nem lembro mais. Ele tinha apenas vinte e um e alguns desenhos negros já enfeitavam a sua pele.
Fiz o sanduíche que ele pediu e busquei um refrigerante para ele, mas no momento que fui entregar, eu senti seu cheiro.
Não era o que muitos pensavam.
Era algo mais forte até mesmo que o cheiro do cio, sim. Mas era um cheiro doce e viciante, que me hipnotizou e entorpeceu.
Eu fiquei por vários minutos com o prato na mão, olhando para seus olhos e ele olhando nos meus, até que ele se levantou e em um rompante tomou meus lábios.
Foi o melhor beijo da minha vida. Eu deixei as coisas caírem no chão e me agarrei mais a ele, eu queria sentir seu gosto, sentir sua pele, a sensação de tudo. Eu sabia que ele seria meu companheiro, não precisava de mais do que isso.
Ele foi comigo para trás do balcão e pôs sentado nesse, sem parar de me beijar um segundo, passando suas mãos ágeis por todo o meu corpo e apertando as minhas coxas com vontade.
Eu lembro até hoje das palavras que ele disse assim que parou de me beijar.
“— Você vai embora comigo, agora!”
Tomou meus lábios novamente e mandou que eu chamasse meus pais.
Foi assim que eu conheci Oh Sehun.
Naquele momento, eu, com minha mente ainda adolescente, vi algo romântico naquelas palavras, não a ordem de um Alfa. Mas eu deveria ter notado o tipo que Sehun era.
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Naquela mesma noite eu estava partindo para Seul com ele, e não posso dizer que estava me sentindo m*l, porque eu não estava. Eu odiava aquela cidade. Odiava ainda ser vizinho de JungHo e não ter mais o meu melhor amigo por perto.
Mas eu nunca deixei de manter contato com Beom, sempre fomos amigos, afinal ele era apenas um ano mais velho que eu, era normal que eu me desse muito bem com ele, mesmo ele sendo um chato e inconveniente vinte e três horas por dia.
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Naquela noite eu cheguei à casa de Sehun e só então ele perguntou meu nome – eu sabia o dele porque ele se apresentou aos meus pais – depois disso, ele me mostrou o quarto e a cama... Que ele fez questão de me mostrar na prática como seria usada por nós dois.