Eu sentia uma raiva de Sehun.
Eu queria que ele demostrasse com muito mais do que atos o quanto ele me amava.
Não queria só que ele me fizesse carinho todas as manhãs quando ele acha que eu estou dormindo.
Não queria só que ele me beijasse e me chupasse carinhosamente.
Não queria só que nosso sexo de reconciliação fosse bruto pela raiva misturada com amor.
Queria que ele dissesse que me ama.
Eu sinto muito ódio disso. Tenho vontade de pegar minhas coisas e ir embora.
Mas o desejo por seus lábios é muito maior.
É por isso que eu pulei em seu colo e o beijei com aquele desejo, sentido ele apoiar minhas costas na parede e me segurar pelas coxas.
(...)
— Ah, a-ah... — gemi alto ao finalmente gozar.
— Nossa... Isso... — sua respiração estava tão ofegante quanto a minha.
— N-não pense que... Continuar me fodendo assim vai... Fazer eu te perdoar, ainda estou bravo.
— Mas, Luhan, faz três dias.
— Não me importo.
— Ahn... — antes que ele pudesse retrucar o telefone tocou – Oi? Ahn... Tá né… Vou esperar então. — encerrou a ligação.
— Quem era?
— Chanyeol está vindo pra cá.
— Mas eu estou cansado.
— Não me importo. — falou afinando a voz.
Lhe atirei um travesseiro enquanto ele se levantava da cama e ia para o banheiro.
(...)
Sehun já estava na sala esperando eles – Chanyeol ia trazer o companheiro também – e eu ainda estava tomando um banho relaxante, eu merecia depois de tudo que fizemos.
Quando eu estava pronto para ir para sala, eles já estavam lá.
— Yeollie, quanto tempo. – disse o abraçando.
— Pouco, já que vim aqui há uns dois dias.
— Verdade. — sorri, eu não tinha como me lembrar disso, Sehun ocupou minha mente com gemidos... E você de-... Você mudou tanto, EU NÃO ACREDITO QUE FEZ AS TATUAGENS! SEU PAI VAI TE MATAR QUANDO VER ISSO BAEKHYUN!
— Eu sei Okay, mas ele não vai ver.
A primeira coisa que eu fiz foi pegar uma parte do seu braço para saber se ele tinha feito aquela tatuagem que seria a representação de sua vida.
— Você fez mesmo, mas os espinhos não estavam no plano, o que aconteceu?
— Muita coisa, Luge. Mas tô muito feliz de te ver de novo. — nos abraçamos.
— Nem imagina eu, não acredito que você está namorando o Yeollie, você quis matar ele quando sentiu a marca né?! Te conheço.
— Quis. Quis muito, mas essa coisa não deixa. – tocou o pescoço.
Eu queria saber qual era a sensação.
Eu ri e inspirei forte, sentindo um cheiro estranho. Não que fosse estranho, mas não esperava que ele tivesse um cheiro assim, era mais doce e forte do que o normal, principalmente porque ele já era marcado e deveria ter o cheiro do seu alfa no seu corpo.
— Baekkie, você nunca teve muita informação sobre isso... Foi seu primeiro alfa, certo? — sussurrei em seu ouvido para ninguém mais ouvir — Baek, me diz uma coisa... Ahn... Vocês usaram camisinha, né?
— Ahn?
— Byun Baekhyun... Não me diz que fez isso...
— Isso o quê?
— É por isso que o cheiro dele está diferente mesmo sendo marcado, Luhan. Eu suspeitei, mas não achei que fosse. — comentou Sehun.
— Fosse o quê? — Baekhyun e Chanyeol perguntaram juntos, confusos.
— Baek, meu amor, sabe... Eu tenho quase certeza que você está... Grávido.
— O QUÊ?
— É, o cheiro de Chanyeol deveria estar forte em você, mas eu só sinto o seu, o que indica gravidez.
— M-mas não, isso... QUE MERDA, CHANYEOL!
— Desculpe Hyung, eu não sabia.
— Tá, mas agora mudando de assunto... — disse Sehun — eu acho que a senhora aí da frente está alugando um apartamento, o que acham de alugarem ali na frente?
(...)
Depois de acertar tudo com a síndica do prédio e se despedir de nós, Baekhyun e Chanyeol foram embora, só voltariam na sexta com a mudança para o novo apartamento.
(...)
— Agora que estamos sozinhos... Eu tava pensando em... — deu alguns beijos no meu pescoço.
— Eu não quero t*****r, Sehun.
— Eu ia dizer assistir um filme. – riu.
— Está falando sério?
— Estou sim! — sorriu de um jeito fofo mostrando as pressinhas.
Viu, é isso que eu odeio nele.
Ele demonstra amor e não é capaz de me dizer um simples “Eu te amo!”.
Acabou que passei todo o resto da tarde entre suas pernas, sentindo seus carinhos.
Ele sabia como fazer para que eu o perdoasse.