10 - Sehun

1318 Palavras
MESES DEPOIS — Onde você estava? — perguntei bravo assim que ele entrou em casa. — Na casa do Baek, ajudando ele com o Hide. — falou com aquela voz de “o que isso te importa?” e foi em direção ao banheiro, já tirando algumas das peças de roupa que vestia. — Já é tarde, deveria ter chegado mais cedo. — Pra que, Sehun? Pra você brigar comigo e dizer que não sou importante? Huh? — Não é assim, Luhan. — tentei puxá-lo para um beijo, mas ele desviou e entrou no box. — Sai daqui, Sehun. — N-não eu... Tenho uma coisa pra falar... Hmm... A gente vai... Na casa do meu pai nesse fim de semana. — Seus pais são divorciados? Neguei com a cabeça. Luhan pareceu meio perdido, sem saber como esquecer o assunto “como eu nunca contei que minha mãe estava morta”. — Vem lavar minhas costas. – ele virou de costas pra mim. Tirei minha roupa rapidamente e entrei no box, pegando o sabonete em suas mãos e passando com delicadeza por todo o corpo, começando por seus ombros, curva do pescoço e então descendo pelo meio de suas costas e costelas, para chegar em sua cintura e o abraçar com a desculpa de que queria lavar sua barriga. Mas Luhan não é i****a, eu sou muito mais i****a por não conseguir pedir um abraço a ele, ter medo até mesmo disso. Ele virou entre meus braços e me abraçou, puxando minha cabeça para que ficasse deitada em seu ombro, eu fiquei um tempo ali, logo depois tomei banho também e nós saímos, eu sequei seu corpo e depois o meu. Na hora de voltar para o quarto, impedi que ele vestisse qualquer tipo de roupa antes de dormir. Nos deitamos em baixo das cobertas e eu procurei por seu peito, sentindo seu cheiro e sua pele quente. Luhan me acolheu entre seus braços acariciando meus cabelos. E eu fiquei ali por não sei quanto tempo até pegar no sono. (...) Acordeiei com Luhan agarrado a mim, sua cabeça apoiada em meu peito, onde ele beijava. — Bom dia, amor. — Bom dia. — respondi com a voz rouca e sonolenta. — Eu prometi que ia ajudar o Baek com o Hide depois, então acho melhor a gente tomar café. Assenti e fomos para a cozinha. Luhan, como sempre, preparou o café para que comecemos enquanto assistíamos TV, com ele deitado entre minhas pernas, mas dessa vez não foi só isso, ele também me alimentava, como se eu fosse um bebê que ele tinha que cuidar, ele me dava carinho, comida e beijinhos como “parabéns você aprendeu a comer”, apesar de me sentir um i****a, eu gostava daquilo, gostava do carinho e dedicação que Luhan depositava em mim. (...) Infelizmente o fim de semana não demorou a chegar. Era oito horas da manhã de sábado e nós já estávamos na metade do caminho para a casa do meu pai. Quero só ver a cara que ele vai me olhar, certo que ele já me deserdou e deve ter outros filhos que ele considera mais capaz de sustentar o sobrenome Oh. Assim que passamos pelos portões da mansão Oh, meus músculos enrijeceram. Luhan pareceu notar o aparente pânico que eu sentia daquele lugar. Descemos do carro e Luhan pegou minha mão, fazendo um carinho sutil. Apertei a campainha e fui atendido pelo velho Seung, que trabalhava com meu pai desde que eu tinha uns oito anos. — Oh Sehun, pensei que nunca o veria novamente. — Eu também. — ri de nervoso — Eu vou apresentar Luhan ao meu pai. — Ele é seu companheiro? Pensei que quisesse fugir disso. — ele riu. — Eu queria, fiz de tudo pra não encontrar ele, mas parece que não deu certo. Luhan ficava variando o olhar de mim para o mordomo, sem saber exatamente como agir. — Vamos, entrem, eu vou mandar preparar seu velho quarto. — Meu pai não destruiu quando eu fui embora? - Não, ele sempre disse que você ia voltar com o r**o entre as pernas pra pedir dinheiro. — Hum, ele não me conhece mesmo. — rimos e Seung se retirou da sala para chamar meu pai — Agora você entender porque eu nunca te trouxe aqui... — beijei a testa de Luhan, que ainda parecia perdido. — A que devo a honra da visita, Sehun? — falou meu pai, com um olhar prepotente e superior. — Pai, esse é o Luhan, meu companheiro. Luhan, esse Oh ChungHo, meu pai. — Prazer em conhecê-lo. – Luhan fez um breve reverência e se escondeu atrás de mim como que com medo. — Pensei que isso nunca aconteceria. O que quer aqui? — Vim apresentar meu companheiro. — Só isso? — O que mais quer? Acha que eu preciso de você pra alguma coisa? Faz mais de seis anos, acho que se eu precisasse de você, eu teria vindo antes. — KWANGDAE! – chamou. — Sim, appa. — Conheça seu irmão, Sehun, o exemplo de como não ser. — Ah, papai, já está destruindo a vida de outra criança, tsc. — balancei a cabeça para os lados e senti Luhan apertar meus braços. — Quanto tempo vai ficar, traste? — Só até amanhã, eu quero tanto ficar perto do senhor, quanto você de mim. — Ele está grávido? É por isso esse teatro todo? — Não pai, ele não está grávido, uma coisa não mudou, eu ainda não quero filhos e detesto só pensar nisso. — Hmm... Eu voltarei ao meu escritório, tenho mais o que fazer. — Normal. — me joguei no sofá e peguei o controle da televisão. — Seu quarto já está pronto senhor Oh. — Obrigado, Jinri. — Seu nome é Kwangdae? — perguntou Luhan e o menor apenas assentiu — Quer assistir televisão conosco? — O appa diz que isso não é bom, ele sempre diz que o Sehun assistia muito por isso queimou os neurônios. — Bobagem, garoto, ele só quer ver os outros sendo infelizes. — Vem senta aqui do meu lado, se seu appa perguntar a gente diz que estava treinando a tabuada. — como Luhan poderia ser tão fofo? Não importava quem fosse, isso me surpreende e me encanta. (...) Depois de um longo dia fazendo muitos “nadas”, a gente finalmente foi para cama. Luhan ficou encolhido entre meus braços e fazendo desenhos invisíveis no meu peito, até ter coragem de levantar o rosto e me encarar. — Não era mais fácil ter me contado ao invés de me trazer aqui? — Não, eu dizia que não podia e você, por anos, insistiu, então achei melhor que visse com os próprios olhos pra não achar que era desculpa. — Me desculpe. — ele falou num sussurro e abaixou a cabeça. Eu levante seu queixo para que ele me encarasse novamente, selei nossos lábios calmamente, e, por mim, teria parado aí, mas ele colocou uma das mãos em minha nuca e puxou meus cabelos me trazendo para mais perto. Era um beijo calmo e suave, demorado, naquele enroscar de línguas que era muito bom. A coxa de Luhan veio para cima do meu quadril e a minha mão que estava em sua cintura foi para sua b***a. — Quer fazer isso aqui? Na casa do meu pai? Com o quarto dele ali pertinho? — comecei a beijar seu pescoço e adentrar sua camisa. — Como se alguém fosse ligar, ele finge que você nem existe. — Então quer mostrar pra ele que eu existo? — Não, só quero você dentro de mim, não complica. Ele me puxou para mais um beijo, esfregando seu corpo no meu e me deixando com ainda mais vontade de fodê-lo a noite inteira. Luhan sempre me faz chegar naqueles momentos mágicos que eu lembro o porquê o amo tanto.
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