O Rio não para

1394 Palavras

Diogo Oliveira Saí do shopping com a mão instintivamente próxima ao coldre, os olhos escaneando cada ponto cego do estacionamento. Por um segundo, a paranoia de delegado gritou que Isabel poderia ter armado para mim, me entregado de bandeja para Grego como prova de lealdade. Mas não. Cheguei ao carro e tudo estava em ordem. Enquanto girava a chave, a imagem dela me olhando na escada rolante me veio à mente. Aquele olhar... o que tinha dado nela? Não era o deboche de sempre, nem a luxúria que sempre exalava. Era algo mais denso, algo que parecia uma tristeza. Bufei, tentando afastar aquela preocupação. Por que diabos eu estava gastando neurônios com ela? Eu estava satisfeito, o corpo leve depois do que aconteceu no depósito, e era só isso que deveria importar, aquela boca, aquela carn

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