Centro do furacão.

1390 Palavras

Diogo Vitório Fiquei ali, enfiado naquele depósito escuro, sentindo o cheiro do sexo misturado ao dos rolos de tecido. O som da voz de Zaya e a conversa de irmãs lá fora pareciam ruídos distantes, idiotas, vindo de um mundo que eu já não reconhecia mais. Foi nesse silêncio forçado, enquanto eu esperava a costa ficar limpa, que o pior dos sentimentos me invadiu. Uma onda de náusea que não vinha do estômago, mas da consciência. Que p***a eu estou fazendo da minha vida? A imagem do tablet com as fotos de Alexia na clínica voltou para me assombrar. Eu estava ali, agachado no escuro como um criminoso, gozado e trêmulo, enquanto a minha filha estava em algum lugar lidando com um segredo que eu deveria estar investigando. Que tipo de pai esquece o perigo que ronda um filho por causa de uma f*

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