Seda branca

1269 Palavras

Isabel Oliveira As meninas saíram correndo como covardes, o som dos passos delas ecoando pelo corredor até sumir. Deixaram-me ali, sozinha com o perigo, provando que não importa o quanto eu pague, um homem parece que sempre vai mandar mais com uma arma na cintura, todo mundo lembra quem é que manda de verdade. — Fiz uma pergunta, Isabel. Você vai casar? — a voz de Vitório subiu um tom, carregada de uma raiva que parecia possessiva. Engoli em seco. A vontade era gritar que sim, só para ver o mundo dele desabar, mas a mentira não queria sair. Eu estava fervendo por dentro, sentindo o peso daquela renda sobre a minha pele. — E se eu for? — perguntei, soltando uma risada curta, mas que por dentro queimava como ácido. — Você não vai. Senti o desafio vibrar no ar, uma corda esticada preste

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