Isabel Oliveira Eu tinha ficado na responsabilidade de levar e trazer o Dadai naqueles dias. O coitado estava voltando para a escola depois de todo aquele sufoco, e o que não faltava para ele era trabalho. Se tinha uma coisa que ninguém podia abrir a boca para reclamar, era do Dadai; moleque novo, mas com uma cabeça e uma responsabilidade que dava gosto de ver. E com a nossa luta para voltar ao normal sem Zaya, a carga dele só tinha aumentado. Eu cá com meus botões até desconfiava que ele ia ser que nem o Mário, ia gostar de homem igual ao tio, bem diferente de Dalton, que com quatorze anos já tinha mostrado que era macho, torou logo uma loirinha num fim de semana, mas não valia um tostão. Mas isso nem importava agora. Eu ainda estava na loja, imersa no corte pra o vestido de uma famos

