O passado condena

1334 Palavras

Diogo Vitório — E quem falou em negociar, Isabel? — Gritei, a voz saindo mais alta do que eu pretendia, perdendo-se no coro de buzinas e xingamentos do trânsito. Ela me ignorou com uma sutileza insultante. Subiu no SUV desfilando naqueles saltos e naquela calça preta justa, deixando-me para trás com uma excitação fora do comum, daquelas que cegam o raciocínio. Naquele instante, eu não era o delegado; era apenas um homem cujo único pensamento era calar aquela boca atrevida, buscando saciar um desejo que parecia não ter fim. Isabel arrancou sem me dar espaço para réplica, e só me restou entrar no meu carro e segui-la pelo retrovisor até que as vias nos separassem. Fui traído pelos meus instintos. Sexo não era um problema, eu o tinha sempre que procurava, mas aquela mulher era um fato inco

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR