Tia

1100 Palavras

Diogo Vitório Eu estava com os nervos em carne viva. Passei a sexta-feira inteira mergulhado na papelada da delegacia, e quando o sábado amanheceu, saí de lá ignorando sistematicamente as ligações de Valéria. Não era medo de enfrentá-la; era o pavor de escancarar uma verdade que eu m*l conseguia admitir para mim mesmo. Ao dobrar a rua do prédio da minha filha, senti o peso dos novos dilemas. Teria que encarar Cássia. Depois do que houve no hotel, eu não sabia o que esperar, o gelo do desprezo ou a máscara da indiferença. Mas desta vez seria diferente. Ela estava ferida. Eu a havia rejeitado, não abri a porta para aquela recaída nostálgica, e o silêncio dela nos últimos dias era a prova de que a mágoa tinha criado raízes. Meus pensamentos foram interrompidos por um SUV branco cruzando o

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