Uma desculpa

1279 Palavras

Diogo Vitório Entramos no restaurante e o aroma de tempero caseiro dominava o ambiente, uma mistura de alho frito e feijão fresco que, confesso, abriu meu apetite. Alexia escolheu a refeição e me lançou um olhar vitorioso. — Hum, diga que não lhe surpreendi — ela disse, vendo meu prato. Suspirei, tentando esconder o prazer, mas não consegui segurar um meio sorriso. Almoçávamos entre conversas triviais; ela reclamando do afastamento de um colega da escola, e eu, internamente, vibrando por saber que o moleque conhecia o seu lugar. Eu tentava convencê-la de que na escola nova os amigos seriam melhores, mas Alexia deixou os ombros caírem, desanimada. — Ai, pai... o senhor só diz isso porque não conhece o Dai. Ele é tão bom para mim. Aspirei o ar, desviando o olho. Eu tinha que reconhecer:

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