Loiras metidas

1211 Palavras

Diogo Vitório O shopping estava mergulhado naquele burburinho de horário de almoço, um som que normalmente me irritaria, mas eu tinha um foco. Eu me recusava a aceitar que Isabel tinha se entregado àquela loucura de morar no morro. Casada? Aquela palavra ainda travava na minha garganta como um osso atravessado. — Boa tarde. A senhora Oliveira... — comecei, mas meus olhos já faziam uma varredura pelo pequeno atêlie ou loja. Nada. A funcionária do outro dia veio ao meu encontro, o som do salto de solado grosso batendo no chão, os óculos de aro amarronzado ajustados no rosto. — Ela foi ao restaurante da irmã. É o horário de almoço, vai demorar. No que posso ajudar? Assenti, sentindo um gosto de satisfação. Ao menos desta vez ela tinha dito um rastro. Se tivessem me dito que ela estava "c

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