Seus comparsas

1343 Palavras

Diogo Vitório Eu me afastei e me empertiguei, tentando recuperar qualquer vestígio de discernimento que me restasse. Sob o olhar de Isabel, eu me sentia despido de toda a minha autoridade dezoito anos mais velha que aquela situação. Eu precisava de lógica, de uma noção de mundo que não fosse nublada pelo desejo. — Tá... eu só vim te avisar. Depois que você saiu, Grego chegou no carro dele. Não dá para ver se estava acompanhado, mas certamente sim; ele não é o tipo de gente que suja as mãos com esse tipo de trabalho — tentei argumentar, a voz tentando manter o tom profissional, hora a olhando, outra atento ao redor. — Ah, Vitório, para! — Ela levou as mãos à cabeça, negando com um gesto brusco. — Para! Grego jamais faria isso. Ele é meu marido! E quer saber? Os brinquedos dos meus filho

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