Diogo Vitório — Não me importa o que tenha visto, ou deixado de ver. Marcos analisava os lados do bar, esfregando as mãos uma na outra. Para minha estranheza, elas exibiam calos. — Isabel parece uma mulher experiente, forte... — Ele maneou a cabeça, franzindo a testa. — Forte até pode ser, mas é ingênua; apenas uma menina no corpo de uma mulher. Ergui ambas as sobrancelhas com as colocações. — Me chamou aqui para isto? Tinha certeza que o convite seria para algo mais interessante — disse, afastando-me da mesa. No instante em que fiz menção de sair, ele me tocou no braço. Sim, as mãos tinham calos. Perguntei-me que tipo de herdeiro os Zamut haviam deixado. Eu sabia perfeitamente que, na revisão do seu caso, Marcos ficara com quinze imóveis de alto padrão que pertenceram aos pais adoti

