Isabel Oliveira Eu me sentia m*l, culpada. Olhava para Luiza dormindo e pensava que ela poderia ter acordado a qualquer momento. Grego dormia ao meu lado, apagado. A boca entreaberta, a arma descansando na cabeceira... Só de olhar para o metal frio, o medo crescia. Sempre tivemos nosso espaço, mas meus filhos ficavam em segundo plano quando eu estava com ele, ou eu antes nem me importava. E agora Isabel? Perguntei-me, sentada na cama no breu da madrugada. Eu conhecia a vida do Grego, mas a conhecia como namorada. Para mim, era rotina ver trilhas de pó, homens armados e meninas sentando no colo deles. Era o lado que eu tentava ignorar, mas que agora me perturbava. Bruna já tinha nove anos, corpo de mocinha; eu não duvidava que meninas da idade dela já estivessem perdidas naquele mun

