Diogo Vitório Os dias passavam devagar naquela delegacia, arrastando-se entre soluções de casos comuns relacionados ao tráfico de drogas e crimes cruéis, muitos deles insolúveis.A gaveta do Iml daquelas redondezas eram um inventário de horrores, corpos desconhecidos mutilados, marcados pela violência, sem qualquer possibilidade de identificação, somando-se ao índice crescente de desaparecidos. Em anos de carreira sempre se destacou como o crime é c***l e deixa rastros inesquecíveis, seja em homens, mulheres, idosos ou crianças. Dando voz a pervesidade da mente humana, era o encaixe perfeito e mais ardil, como um combo, a bebida, a droga, a necessidade de fuga, o vício e a violência. E não era nada diferente naquela manhã, eu buscava fôlego em mais um caso envolvendo uma criança. A mãe

