A paz da casa

1729 Palavras

Tinha coisas muito ruins na vida, uma parte delas eu já tinha conhecido, e naquele momento, ao entrar em minha casa, não duvidei que tinha sido o melhor a ter feito. Gravação apagada, crime esquecido. O Grego jamais perdoaria uma traição; nenhum homem perdoaria, e no mundo dele, perdão é uma coisa que não se pede e não se tem. Eu sabia bem onde estava pisando, ou pelo menos achava que sabia. — Mãe, a senhora veio lá da tia? — Beto, meu filho mais velho, perguntou sem nem desviar os olhos da TV. Eu olhei em volta, sentindo o peso do meu corpo. Olhar para aquela sala me dava a absoluta certeza de que, se tinha algo que me cansava na vida, era essa rotina de mãe e dona de casa. — É, eu vim — respondi, observando o rastro de destruição: chão cheio de pipoca, vasilhas largadas em cima dos mó

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