Treze

1534 Palavras
Romana O dia passou devagar, depois do almoço na casa da Gaby inventei pra minha amiga que minha mãe estava precisando de mim e fui direto pra casa, ela sabe que quando eu digo que a minha mãe está precisando de mim não deve comentar nada a respeito, pois já sabe que pode ser algo relacionado ao meu pai e também sabe que não é assunto pra se comentar, então simplesmente fui pra casa. E ao chegar na mesma percebi que não era de todo mentira pois realmente a minha mãe estava muito apreensiva, ela disse que o pai havia sumido desde manhã. Fiquei um pouco com ela, lavamos a louça e depois fui pra o meu quarto, tomei banho e quando a minha mãe saiu pra procurar o meu pai eu mandei mensagem para o Dorian, não deu dez minutos a limusine dele parou em frente a minha casa. Ele havia mandado o motorista me buscar, com certeza por que deve estar dando um perdido na noiva dele. Assim que cheguei no apartamento ele já estava me esperando. — Rom! Olha! Me deixa explicar... - não o deixei terminar, tapei a boca dele com um beijo e o empurrei no sofá, tirei o zíper e coloquei seu m****o teso pra fora e logo já comecei a chupar. — Não faz isso Romana! A gente precisa conversar. - ele foi dizendo, porém, já estava mole. — Rom! Não faz isso, você sabe que eu não tenho forças para resistir. E a gente precisa se entender primeiro bebê. - ele falou mais e eu parei o que estava fazendo, olhei nos seus olhos; vi que tinha uma mistura de tesao, preocupação e prazer; se é que isso é possível. — Me diz se ela te chupa dessa maneira? - perguntei e passei a língua de baixo pra cima depois fiz um giro com a mesma na sua glande, deixando o m****o dele e as bolas pulsando em resposta. — Me diz! — Não! Nunca! Jamais! - ele falou ofegante e revirou os olhos quando eu engulo novamente. — Ah c*****o! Eu não vou aguentar. As palavras dele foram como um incentivo para mim, engulo tudo e apertei meus lábios contraindo ele com força e aumentando meus movimentos, me engasgando várias vezes no processo, porém, eu não parei. — PORRAAA! CARALHOOOO! - sinto os jatos dele encherem a minha boca. Quando eu levantei a minha cabeça presenciei uma cena fantástica; Dorian estava com os olhos fechados, o peito subia e descia numa velocidade descomunal, sua respiração altamente pesada. Então eu me levantei e peguei a minha bolsa e olhei no fundo dos seus olhos. — Nunca mais me procure Dorian Tukov! - falei e dei meia volta, ia sumir daquele lugar para sempre. Porém ele me puxou forte pela cintura, senti seu peitoral duro nas minhas costas. — Você achou mesmo que ia me provocar dessa maneira e ia sair daqui como se nada tivesse acontecido? - falou e me jogou no sofá, levantou a minha saia e abaixou a minha calcinha e começou a me chupar sem parar. Naquele momento eu já sabia, eu não conseguiria nem hesitar, ele me tem na mão, assim como eu tenho ele. Dorian introduziu dois dedos, o que me fez ver estrelinhas e logo depois o senti me preenchendo com o seu p*u gigante. — Você. É. Minha. Minha! - ele disse entre dentes, as palmadas na minha b***a, denunciava o quanto ele estava louco. — Aaahh! Minha nossa! Ahhhh! - eu também sei enlouquecer. - suas investidas malucas aumentaram de ritmo, e logo gozamos juntos. Caí quase desmaiada no sofá; e fiquei olhando pra ele, e lembrei também do motivo que eu tinha ido até ali, para terminar tudo isso. — Romana me deixa explicar. — Não! Está tudo acabado! — Romana... — ele começou, a voz mais baixa do que o normal. — Eu devia ter te contado isso antes. Foi aí que eu soube. Não o quê, exatamente, mas soube que vinha algo grande. Algo antigo. — Contado o quê? Que me enganou? — perguntei, tentando soar firme, embora meu coração já estivesse acelerado. Ele respirou fundo, como se estivesse prestes a mergulhar. — A Clara. Meu estômago revirou. Clara. A mulher que todos chamavam de noiva dele com uma naturalidade c***l. — O que tem ela? — insisti. Dorian finalmente virou o rosto para mim. Havia cansaço nos olhos dele. Culpa. — O nosso noivado não começou por amor. Nunca foi. — Ele fez uma pausa curta. — É um acordo. Um arranjo entre nossas famílias. Senti como se o chão tivesse cedido um pouco sob meus pés. — Um arranjo... como assim? — Desde que éramos crianças. — Ele passou a mão pelos cabelos, nervoso. — Meus pais e os pais da Clara decidiram isso há anos. Um casamento que une negócios, terras, influência. Lucro. Muito lucro. A palavra ecoou na minha mente. Lucro. — E agora? — perguntei, quase num sussurro. — Agora meu pai está exigindo que o acordo seja cumprido. — A voz dele falhou por um segundo. — Ele deixou claro que não é apenas uma questão familiar. Se eu recusar, perco tudo. Meu nome, minha herança... minha liberdade. Fiquei em silêncio. Não porque não tivesse o que dizer, mas porque havia coisas demais. Pensei na Clara, aquela mulher linda. Pensei em Dorian, sentado ali, dividido entre o dever e o sentimento. E pensei em mim mesma, ocupando um lugar que nunca deveria ter sido meu. — Então eu sou... — parei, engolindo em seco. — Eu sou só o erro no meio disso tudo? Ele se virou de uma vez, indignado. — Não. Nunca. — Dorian segurou meu braço com cuidado, como se tivesse medo de me quebrar. — Você é a única coisa que foi escolha minha. Essas palavras doeram mais do que consolaram. — Mas ainda assim você vai se casar com ela — respondi, sentindo os olhos arderem. Ele não negou. — Eu estou preso, Romana. — disse. — Mas eu não queria que você ouvisse isso de outra pessoa. Nem que pensasse que eu te enganei por completo. — Rom! Não é como se esse casamento fosse acontecer amanhã, na verdade eu venho empurrando isso há anos, e não pretendo fazer isso. Eu só preciso de mais tempo; por favor; não me deixe. Soltei um riso sem humor. — Engraçado... — murmurei. — A vida inteira eu achei que os segredos mais perigosos eram os que a gente escondia dos inimigos. Mas os piores são sempre os que ficam entre amigos. Levantei antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa. Eu precisava de ar. Precisava pensar. Precisava, talvez, aprender a conviver com o fato de que algumas histórias começam já destinadas a não ter um final feliz. E, mesmo assim, a gente insiste em vivê-las. — Me esqueça pra sempre Dorian. — Rom! Não faz isso com a gente. - ele pediu desesperado. Não pude evitar as lágrimas, mas peguei a minha bolsa e fui embora. (.....) Eu já estava contando os passos até o portão de casa quando senti o arrepio. Não foi pensamento, foi instinto. O tipo de aviso que o corpo dá antes da mente entender. O carro preto surgiu devagar demais para aquela rua quase vazia. Vidros escuros, motor baixo, como um animal à espreita. Parei por um segundo, a chave ainda na mão. Talvez fosse paranoia. Talvez não. As portas se abriram. Três homens desceram. Velhos. Não no sentido frágil — no sentido gasto, azedo, como algo que já deveria ter apodrecido e, por algum erro do mundo, ainda andava. Os olhos deles me varreram sem pressa, e eu senti nojo antes mesmo de sentir medo. — É ela — disse um, com um sorriso torto. — Igualzinha — respondeu outro, rindo. — Teu pai joga m*l quando bebe — completou o terceiro. Meu coração bateu tão forte que doeu. — Do que vocês estão falando? — perguntei, recuando. Eles riram. Não foi alto. Foi pior. — De aposta — disse o primeiro, dando um passo à frente. — E de prêmio. Tentei correr. Não cheguei a dar dois passos. Mãos ásperas me agarraram pelos braços, pelo cabelo, pela jaqueta. Gritei, mas o som morreu rápido, engolido pela rua e pelo motor que voltou a roncar. — Solta! — eu berrava, chutando, arranhando, mas eles eram muitos e eu era só uma. — Calma, menina — disse alguém perto do meu ouvido. — Já é nossa agora. O mundo virou um borrão de metal e cheiro de gasolina. Fui empurrada para dentro do carro, o banco duro contra minhas costas, a porta batendo com força demais. Tentei abrir. Travado. O carro arrancou. — Teu pai devia ter pensado melhor antes de apostar o que não era dele — disse um deles, na frente. — Agora vai pagar — respondeu outro. A rua desapareceu. As luzes viraram riscos. Meu peito apertou tanto que achei que fosse desmaiar ali mesmo. Antes de tudo ficar escuro, ouvi a última frase, dita com uma tranquilidade que me fez gelar por dentro: — A gente vai se divertir muito com você. Depois, só o vazio.
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