Keep your friends close, your enemies, closer

3459 Palavras
O final de semana de Louis estava tão calmo e ao mesmo tempo tão cheio que ele m*l conseguia entender exatamente as proporções que tudo aquilo estava tomando em sua vida. Era como se o medo da segunda-feira se tornasse cada vez mais real por justamente tornar as coisas reais de fato. Aquela realidade que ele estava vivendo com Styles entre quatro paredes, pra ele, era bom demais para ser verdade, era como um sonho e ele não estava pronto — e nem muito menos queria — acordar. Aquele domingo de almoço com Eleanor, por outro lado, transformava sua mente de maneira a fazer com que ele, ao cruzar a porta daquele apartamento, soubesse que estava partindo para outra realidade, onde não existia sua nova vida com Harry, tudo se resumia ao agente Louis Tomlinson, o Comandante, o Chefe do departamento de Crimes Cibernéticos da Scotland Yard, e esse tinha pouco ou nada em comum com o Louis, que passou o sábado transando com um prisioneiro condenado e assistindo filmes clássicos na sala de seu apartamento. Sua vida demorava a fazer sentido, a encaixar, especialmente para um homem como Louis, onde tudo relacionado a emoção era sempre muito mais complicado. Ele tomou café da manhã com Harry que, apesar de não ter gostado da ideia de Louis ir encontrar sua ex-noiva, não o impediu, não achou mesmo que estaria em suas mãos e também não trataria — mesmo que pudesse — Louis como criança. Harry tinha A Revolução dos Bichos em mãos, livro famoso de George Orwell, estava sentado no sofá concentrado, realmente prestando atenção nas palavras que lia. Lembrava-se que precisava ter lido aquele livro na escola, mas nunca o fez. Sempre leu resenhas na internet apenas para poder discutir a respeito na aula, quando raramente dava uma opinião. Estava gostando tanto que pensava até que se arrependia de ter demorado tanto para ler. O cheiro de perfume Kouros na versão masculina de Yves Saint Laurent, surgiu tirando Harry de sua total concentração. Louis parecia mais alto visto de onde estava, mas Harry não estava pensando muito naquilo. Esparramado no sofá, pôs o livro entre as pernas e apenas observou Tomlinson despreocupado no meio da sala, colocando o relógio de pulso e falando coisas que Styles não estava prestando a menor atenção. O agente vestia jeans preto, mais apertado do que geralmente usaria, um suéter cinza, cachecol do mesmo tom e, por cima de tudo isso, um sobretudo preto de couro, para protegê-lo do frio vento londrino, que certamente estava soprando aquela hora. — É sério isso? — Harry perguntou dando uma bela olhada no agente. Apesar de ter adorado a visão, não estava gostando que aquilo tudo era para Eleanor. Louis franziu o cenho e checou o cabelo novamente pelo vidro da mesa de centro que tinha na sala. Não entendeu bem a colocação, apenas imaginou que talvez estivesse exagerado. Seu sapatos pretos impecáveis eram da Moschino. O agente estendeu os braços olhando para si mesmo, como se procurasse algo errado. — O que foi? — Ele perguntou sem entender a surpresa do outro. — Você não acha que está bonito demais não? — Harry disse mantendo o olhar e o cenho franzido. — Pra quê esse sapato? E esse perfume? E esse relógio? É um encontro por acaso? — Não. — Louis quase riu do quão absurdo aquilo lhe soava. — Você sabe que não. — Ele reforçou sentando-se ao lado de Harry, tirando os pés dele de cima do sofá e colocando sobre seu colo. — Só não vou sair de casa de qualquer jeito. Você sabe o que eu faço da vida, sabe que só tenho roupas assim. — Tomlinson concluiu soando óbvio até demais e, por mais que Harry soubesse de tudo aquilo, nada o faria sentir menos ciúmes. — Tudo bem, desculpe. — Styles disse num tom de voz quase inaudível, olhando para as mãos de Louis sobre seus pés com meias brancas. — Acho que entende porque me sinto assim. — Na verdade não entendo não. — O agente rebateu. — Sabe como eu sou Harry, não sou homem de ter casos por aí... Eu nem sei como as pessoas conseguem manter relacionamentos superficiais, isso dá muito trabalho. — Tomlinson fazia uma análise puramente racional, como de costume, e Harry realmente pensou que aquilo era bem verdade. Louis já era difícil no quesito entregar-se num relacionamento, quando mais em mais de um. E ao mesmo tempo. — É só um almoço. Não estou negando que pode ser mesmo que ela pense em reatar, mas isso pra mim está fora de cogitação. — Você me disse várias vezes, há cinco anos atrás, que estava com ela porque era conveniente. — Harry respondeu lembrando-se das noites em claro de conversa com Tomlinson. — E, sinceramente, não posso competir com isso, Louis. Você é um cara que sempre vai escolher o que é mais fácil na sua vida pessoal, simplesmente porque já tem desafios o suficiente no seu trabalho. — As coisas não são tão simplórias como está descrevendo. — Louis contra argumentou. — E como elas são então? — E Harry desafiou. — Por que existiria alguma possibilidade de eu me envolver com Eleanor se eu claramente sou apaixonado por você? — Apesar de Louis não ter tido o tom mais romântico para dizer aquilo, Harry gostou tanto de ouvir, que até seus ombros relaxaram. — Lou, eu não estou duvidando de seus sentimentos. — O moreno alto de cabelos encaracolados inclinou-se na direção de Louis e parecia tentar explicar como se falasse com uma criança. — O que estou dizendo é que você raramente se deixa guiar por eles, quase sempre obedece sua razão. — Eleanor não está presente em nenhum aspecto de meus julgamentos, nem racionais e nem emocionais. — Tomlinson tinha uma certeza infalível na voz e deixou Harry pensando. Estava basicamente sem palavras. Louis suspirou aliviado com o sorriso de canto de um Harry Styles que, mesmo sem usar palavras, demostrava que tinha gostado de ouvir aquilo tudo e certamente o ajudou a ficar mais tranquilo. Gostava dessa certeza, dessa firmeza de voz e ideias que Louis tinha quando falava com propriedade dos pensamentos imutáveis que tinha em mente. Styles o beijou rapidamente, aproveitando os últimos segundos que podia sentir aquele cheiro de perfume misturado com o cheiro do próprio Louis. — Vou voltar logo, mas ligue quando quiser. — Tomlinson concluiu passando uma das mãos pelos cabelos de Harry apenas desejando não ter marcado compromisso algum, queria apenas ficar com ele. .x.1D.x. Zayn disse a Liam várias vezes que não iria pensar em trabalho naquele final de semana, que iria ser apenas os dois, tranquilos, aproveitando o tempo juntos. Mas enquanto Payne falava com a mãe ao telefone, Zayn aproveitava para checar seus e-mails mais uma vez. Por mais que ele estivesse bem naquele domingo, ele não conseguia tirar Niall da cabeça. O incomodava profundamente tudo aquilo, ele sabia que Liam havia percebido pelas vezes em que ele falava algo e Malik claramente não estava prestando atenção. Malik deixou o celular de lado e passou as mãos pelo rosto. Era nítida sua preocupação com o caso e, especialmente, de não poder simplesmente sentar com Niall e abrir o jogo sobre o que haviam descoberto, a verdade era que poderia continuar aparecendo qualquer prova que fosse, ele só iria acreditar quando ouvisse de Horan pessoalmente que ele realmente tinha feito aquilo. Pensou em ligar para Louis, discutir aquele assunto com ele e dizer que deviam aquilo a Niall, que era prudente perguntar a ele, deviam isso a ele. Por mais que estivesse querendo acreditar que era tudo uma confusão, julgava que seu bom senso estava nublado por se tratar de uma pessoa que ele conhecia e amava quase como um irmão. Ele olhava Londres pela janela de seu apartamento, distraído, quando sentiu Liam o abraçar pela cintura, colocando o queixo em seu ombro. — Se quiser, podemos trabalhar nisso. — Liam disse como se adivinhasse onde a cabeça do namorado estava. — Sempre fomos muito bom juntos e sei o que Niall significa pra você — Payne concluiu e ouviu o suspiro de Malik em resposta. O moreno bonito virou-se para encarar Liam e era como se não encontrasse palavras para descrever o quanto sentia-se o homem mais sortudo do mundo pelo destino ter feito seus caminhos se cruzarem. — Já disse que eu te amo hoje? — Não era apenas uma frase montada, palavras bonitas. Zayn tinha mesmo esse pensamento do quanto era importante dizer às pessoas o quanto as amava e o valor que elas tinham pra ele, pois ele nunca sabia quando seria a última vez que as veria. Não que ele pensasse muito naquilo em relação a Liam, mas gostava de dizer a ele o tempo todo pra lhe dar segurança e o fazer sentir amado. — Não, mas conheço esse olhar. — Payne respondeu olhando os olhos bonitos de Malik. Os cílios longos e a íris marrom sempre o faziam perceber o quanto os olhares de Zayn eram misteriosos e, ao mesmo tempo, expressivos. — Te amo, Liam. Falo sério. — Zayn disse realmente com a expressão séria, olhando nos olhos do outro, sabendo bem da importância que aquela frase tinha. — Acho que desde o nosso primeiro beijo, eu sabia que você era o cara que eu queria passar o resto da minha vida junto. — Bem, eu poderia dizer o mesmo, mas você sabe que passei por uma fase de negação que nem gosto de lembrar. — Liam ria agora, mas não foram tempos fáceis para Zayn de fato, muito menos para o próprio Payne. — Eu gostaria sim de rever o caso. — Zayn disse afastando-se um pouco do namorado. — Não consigo pensar em outra coisa. — Tudo bem. — Payne suspirou resignado, mas tinha que admitir que aquilo tudo de fato o incomodava. — Vamos dar mais uma olhada em tudo, de repente deixamos passar algo. — Certo. — No momento em que Zayn pensou em andar até a pequena sala de estudos que tinha em seu apartamento, em busca de seu laptop e anotações, Payne segurou seu braço por um momento, fazendo-o olhar pra ele de volta. — Ei... — Ele começou sorrindo, vendo a expressão confusa de Zayn. — Eu também te amo, Zain Javadd Malik... — Ele fez uma pausa apenas para ouvir a risada abafada de Zayn, que sempre achava graça quando Liam fazia aquelas coisas. — E quem sabe num futuro próximo, podemos acrescentar um "Payne" nesse nome aí. — Liam tinha aquele tom típico de quem escondia uma verdade por trás de uma brincadeira. — Não brinque com isso, Liam. — Zayn advertiu rindo ainda mais, mas admitiu para si mesmo que tinha simplesmente adorado ouvir aquilo. Os dois andaram até a sala de estudos e, por mais que fosse domingo, sabiam que era melhor mesmo trabalhar num ambiente em que estavam mais a vontade, do que passar o dia tentando distrair-se de algo que não iria desaparecer. Zayn pensava no quanto Liam havia mudado nos últimos meses, estava cedendo mais, tinha deixado um pouco de seu egoísmo de lado — ele tinha mania de querer tudo a seu modo — e estava feliz por descobrir que era mais fácil do que ele pensava arrancar sorrisos apaixonados de Zayn. .x.1D.x. O restaurante de Jamie Oliver, o Fifteen, em Londres, era um dos mais caros da cidade; mas tudo isso era sempre sinônimo de qualidade em comida e, principalmente, exclusividade. O ambiente era intimista, não permitia multidões, e a iluminação do bar era baixa, quase romântica, tudo era muito sofisticado. Bossa-nova tocava ao fundo, dando um ar refinado ao local e às pessoas presentes naquela tarde. Eleanor Calder, no alto dos seus trinta anos, jamais deixara de ser uma mulher bonita, elegante e, acima de tudo, extremamente inteligente. Bebia seu Martini com uma cereja dentro da taça de cristal, enquanto Louis acabava de entrar no lugar, ajeitando de leve os cabelos pela ventania que previu que enfrentaria. Ele reconheceu a ex-noiva de imediato, as ondas dos cabelos bem cuidados não haviam mudado ao longo dos anos. — Desculpe se a fiz esperar. — Ele disse assim que ela virou-se sorrindo para cumprimentá-lo. — Imagine, você está perfeitamente no horário. — Ela o abraçou quase que de uma maneira robótica, como se houvesse esquecido como fazer aquilo. O que ela disse era bem verdade, Louis era um dos homens mais pontuais que ela já havia conhecido. — Como está? — Ele perguntou educadamente sentando-se no bar do restaurante ao lado dela. — Estou ótima, feliz em te rever. — Ela respondeu com o sorriso bonito, os lábios pintados de batom num tom de laranja . — E você? — Estou bem. — Sim, ele havia respondido sem retribuir o restante do comentário dela. Louis era honesto, mas acima de tudo naquele almoço, queria deixar claro que não estava pensando em reatar o que quer que fosse ou dar impressões sobre um futuro relacionamento que não iria acontecer ali. — O que te traz a Londres? — O que ele queria saber na verdade era o que ela queria com ele. — Vim rever Lucille. — Ela disse e Louis disfarçou bem o desgosto ao ouvir o nome da garota que costumava ser colega de quarto de Eleanor. Louis tinha pouquíssimo apreço por ela.. — Aproveitei que estou em um pequeno recesso da universidade e sinto falta dela e da cidade. É uma combinação boa de motivos para vir. — Concordo. — Tomlinson respondeu diplomático com um sorriso pouco confortável. Virou-se na direção do garçom e discretamente pediu duas doses de uísque. — Sei que está se perguntando porque liguei. — Eleanor, que sabia bem que Tomlinson não gostava de rodeios, disse indo direto ao ponto. — Estou. Sei que não foi porque estava com saudades. — Louis não quis ser grosseiro, na verdade saiu mais como tom de brincadeira. Ele sorriu de canto, ela riu discretamente. — Acha que não sinto sua falta? — Ela perguntou sem tirar o sorriso dos lábios. — Não. — Tomlinson não precisou pensar para responder. — Tenho certeza que está ocupada demais pra isso. — Ele bebeu um gole grande assim que sua bebida chegou. — De fato, tenho estado sim. — Ela respondeu pensativa, mas sem tirar os olhos dele. — Mas não estou aqui para falar de trabalho, pelo menos não do meu trabalho. — De que se trata? — Agora Louis de fato estava interessado. Franziu o cenho e passou a ouvir com atenção. — Lucille se formou em Jornalismo em Oxford há dois anos, estava trabalhando para o Daily Mail, mas acabou de aceitar uma oferta para o The Guardian. — Ela dizia cuidadosa, mas Louis tinha acabado de perceber onde aquilo iria dar. — Ela precisa de uma matéria importante, algo assim de capa... — Eleanor percebeu o desconforto de Louis no momento em que ele bebeu todo o restante de seu uísque. — Olha, Eleanor, eu não posso dar entrevistas assim, exclusivas. Se eu for fazer isso, preciso chamar uma coletiva, somos órgão do governo e não celebridade. — Louis explicou o que achava que ela já sabia, mas ela apenas riu em resposta. — Lou, tenho certeza que você é um sujeito interessantíssimo até para um talk show de quinta categoria. — Não foi exatamente um elogio, mas Louis preferiu acreditar que sim. — Mas não me referia a você ser o entrevistado. Ela gostaria de falar com Harry Styles. Um breve silêncio se formou entre os dois. Extremamente constrangedor. Eleanor não era do tipo de pessoa que fazia aquilo e Louis não sabia exatamente como negar. Ele sorriu, nervoso, extraviou a conversa pedindo mais duas doses ao garçom e, em seguida, perguntando se a mesa dos dois estava pronta para almoçarem. Não que isso tivesse lhe dado muito tempo para pensar, mas talvez ele tentasse fingir que realmente estava sendo entrevistado e procurasse dar respostas vagas. — Desculpe, Eleanor, isso vale para o Harry também. Não posso dar exclusividade. — Ele respondeu e ela notou o tratamento pelo primeiro nome, mas resolveu não comentar. — Não posso tratar isso como uma jornalista querendo promoção. — Vejo apresentadores de TV conseguirem exclusivas com detentos famosos o tempo todo, por que não pode fazer isso por ela? — Apesar do atrevimento da pergunta, ela não soou ofensiva ou afrontadora, apenas perguntou como se de fato não entendesse como alguém conseguia aquelas coisas com facilidade. Sentia que Louis na verdade estava negando apenas porque era um favor à ela. — Isso envolve muito dinheiro e, especialmente, gente influente. No meu departamento ninguém tem acesso ao Harry, apenas eu e minha equipe. — Louis respondeu de maneira direta e franca. Sentia quase uma necessidade de proteger Harry e, naquele momento, estava até com um pouco de ciúmes de dividi-lo com o mundo. Calder percebeu quase que notoriamente. — Tudo bem, ao menos eu tentei. — Ela sorriu e pareceu fingir um contentamento que não tinha. Louis relaxou os ombros, certamente estava aliviado que a moça não insistiu mais e não fez questão de entender os procedimentos pra aquilo porque aí sim Tomlinson não teria uma boa resposta. Por instinto, Louis checou seu celular apenas para ver onde Harry estava. O aplicativo mostrava que ele não estava em casa, mas sim no bloco que Louis reconheceu como o de um restaurante chinês que Styles gostava muito. Pediu licença educadamente à ex-noiva e se afastou, chamou Harry pela discagem automática. Não levou mais do que três ou quatro toques para o moreno alto atender. — Pelo amor de Deus, Louis, faz vinte minutos que você saiu de casa. — O riso de Styles do outro lado da linha fez Louis sorrir discretamente. — Onde está? — Também preciso almoçar, ué. — Harry respondeu mas Tomlinson já sabia, claro. — E não sei porque está ligando sendo que sabe muito bem onde estou o tempo todo. — Não demore muito, vá pra casa, Harry. — Louis tinha agora um tom autoritário, mas não de policial, mas de alguém preocupado. — Peça comida pra levar, coma lá em casa. — Louis, está tudo bem? — Harry sentiu uma certa preocupação excessiva na voz do agente. — Está, só não quero que fique na rua. — Tudo bem, mas está meio cheio, talvez demore. — Styles foi sincero. — Certo... Cuide-se. — Louis disse num tom de voz mais baixo, como se realmente alguém pudesse escutar. — Você também. Te vejo logo, eu te amo, Lou. Mas Styles não esperou uma resposta, era como se já soubesse que não viria. Louis não diria, mas pensou. Pensou em inclusive ligar de novo só pra dizer aquilo, mas Eleanor apareceu por trás dele, quase o assustando. — Nossa mesa está pronta. — Ela disse sorrindo, ajeitando a bolsa Chanel no ombro. — Claro, claro. — O agente apressou-se em responder, educadamente fazendo um gesto discreto com o braço para que ela andasse na frente. — Depois de você. Ele a seguiu até a mesa que ficava num canto de iluminação baixa, era intimista e contava até mesmo com a presença de algumas velas. O garçom que mostrou o caminho, se afastava agora deixando os dois sozinhos. Como o perfeito cavalheiro que era, Louis se ofereceu para ajudá-la com o casaco, tirando-o dela e pendurando na cadeira. Em seguida, fez o mesmo com seu sobretudo e cachecol. Puxou a cadeira dela para que ela se sentasse e, em seguida, pediu licença para ir até o bar, pedir que lhe trouxessem outra dose de uísque na mesa. Nesse meio tempo em que o agente se afastou, Eleanor esqueceu-se de toda boa etiqueta e elegância que tinha. Não fez cerimônias ao alcançar o celular de Louis de dentro do bolso de seu sobretudo e, se ainda bem lembrava, Tomlinson usava o dia do aniversário de seu avô como senha do aparelho. Não levou mais que dois segundos para ela reconhecer o aplicativo de rastreamento e ver, no pequeno mapa que se abriu, o ponto vermelho piscando, indicando onde Harry Styles estava. Com a mesma rapidez que pegou o aparelho, ela pôs de volta, tempo suficiente para que Louis voltasse e sentasse confortavelmente de frente pra ela. Enquanto ele pensava em como puxar assunto para um almoço que tinha acabado de se tornar extremamente constrangedor, ela mandava uma mensagem de texto para sua amiga Lucille, avisando onde Harry poderia estar e que, se ela quisesse entrevistá-lo, era o momento certo, pois Louis não estava com ele. A partir daí, ela sentiu que poderia ir embora mais cedo do que imaginava. Já tinha conseguido o que queria.
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