— Pelo amor de Deus! Todo mundo para o que tá fazendo. Cairo sai da sala na mesma hora. — O que aconteceu? Ela tenta falar, mas o choro não deixa. Respira fundo duas vezes antes de conseguir. — Meu filho... A voz falha. — Meu filho sumiu. O silêncio toma conta do lugar, meu coração aperta na mesma hora. Cairo se aproxima dela. — Calma. Ele fala baixo. — Quantos anos ele tem? — Seis. — Quanto tempo ele tá desaparecido? — Eu achei que ele tava brincando na rua... Ela leva a mão ao rosto. — Quando fui chamar pra almoçar... ele não tava mais. Cairo olha rapidamente para mim e para o Grego. Não precisa dizer mais nada, a gente entende na hora. O clima muda completamente. Não existe carga, não existe dinheiro, não existe trabalho. Só existe um menino de seis anos desaparecido

