Ludmilla — Achou alguma coisa? — pergunto para o Fernando, que já retomou sua busca incessante no notebook. — Nada ainda. Estou começando a pensar que essas crianças possam ter vindo de outro país... Não queria sair antes de você acordar, mas preciso buscar algumas coisas para comermos. Imagino que esteja com fome, depois da nossa noite... agitada — ele sorri, lançando-me um olhar provocativo que faz meu rosto arder. — Enquanto você compra o café da manhã, continuo pesquisando — tento disfarçar, desviando o olhar para a tela, determinada a não me deixar levar novamente pelos encantos de um ruivo que sabe exatamente como me provocar. Fernando sai, e eu me concentro nas fotografias das crianças, buscando algum padrão, algo que conecte as peças desse quebra-cabeça macabro. O tempo passa

