Ludmilla Com um jeans escuro colado ao corpo, uma jaqueta de couro preta e ankle boots, eu sentia que estava canalizando a verdadeira essência de Camilla. Talvez faltasse um pouco de lápis nos olhos, mas, da última vez que tentei, fiquei parecendo um panda, então preferi evitar. Prendi o cabelo com um lenço, improvisando um coque no alto da cabeça. Já passava da meia-noite quando saí furtivamente da mansão Ricci. Um carro discreto me aguardava próximo dali. Com o coração acelerado, abri a porta e entrei no banco de trás, sentindo o ar frio da madrugada cortar meu rosto. — Camilla... — minha voz saiu trêmula ao ver minha irmã, um espelho distorcido de mim mesma. — Oi, irmãzinha. Vejo que você se esforçou, mas na próxima vez, não esqueça do batom vermelho. É o melhor amigo de uma mulher

