2 - Amor doentio

1294 Palavras
Ludmilla Chega de chorar, enxuguei o meu rosto com raiva, Sebastian irá pagar caro pelo que me fez. — Bastardo! Mesmo tão perto de mim, ele não conseguiu perceber que eu não sou a sua adorada Camilla, devo ficar aliviada, pelo menos continuarei viva por mais alguns dias, um riso torto escapou pelos meus lábios, sem dúvida ele me mataria. Filipe, um dos seus capangas foi o único que notou que eu não era ela, provavelmente essa coitada deve estar realmente morta. Ele me instruiu a me passar por Camilla, já que o seu patrão não costuma agir com compaixão. O Filipe me falou o necessário para conseguir enganar o Sebastian, até que ele pensasse em uma forma de me tirar da mansão. A minha b***a dói absurdamente, maldita força desse homem. Ah, você me paga, Sebastian Ricci! O sono me abraça, e eu me sinto acolhida pela cama confortável e as várias camadas de cobertores ao meu redor, horas depois eu acordo com o barulho da porta sendo aberta. Sebastian estava com uma expressão de derrota no seu belo rosto, vestido impecavelmente com uma calça social cinza, e camisa branca com dois botões abertos, expondo uma fina camada de pelos no seu peitoral grande, os seus cabelos castanhos estão mais escuros, talvez pela pouca iluminação do ambiente. Ele acende apenas uma luz indireta que sai do fundo do quarto. — Se sente melhor? Precisa de algo? Me encho de coragem e coloco o meu plano em ação. Desço o meu olhar pelos seus ombros largos, e sigo com a minha avaliação, como quem deseja gravar cada parte dele na memória, e apesar de racionalmente o desprezar, o meu corpo traidor o deseja de forma doentia, noto o volume na sua calça. Maldição! Eu desejo esse homem! As suas coxas torneadas, embaladas pelo tecido fino, parece um convite a um mundo de pura luxúria, eu posso sentir o meu rosto em chamas, assim como a parte interna das minhas coxas. O que está acontecendo comigo? Um gemido escapou por meus lábios dando permissão para que Sebastian se aproximasse. A sua mão grande logo me alcança, e ele desliza os seus dedos pelo meu rosto, me acariciando delicadamente. — Sou todo seu... Ele abre o restante da camisa, expondo o seu abdômen perfeito. Eu fico de joelhos na beira da cama e não resisto a tentação de tocar a pele exposta, as minhas mãos trilham um caminho pelos seus bíceps enormes, voltando para o seu peitoral, descendo pelo abdômen, deslizo as minhas mãos para as costas e sinto ele me envolver com os seus braços em um abraço apertado, o seu cheiro é como uma droga feita sob medida para mim, uma mistura de perfume amadeirado, com menta e whisky. Sebastian busca o meu rosto, as nossas bocas implorando para se tocar, mais uma vez o meu corpo traidor está reagindo a ele de forma equivocada. Lembro do plano de provocá-lo, e agora sinto-me uma tola por acreditar que eu conseguiria parar ou até mesmo que eu fosse capaz de detê-lo. — Sebastian, por favor… — peço, me entregando as sensações que dominam o meu corpo. As palavras não se completam, pois sou invadida pelos seus lábios e língua em um beijo desesperado, as minhas mãos ávidas por conhecê-lo mais, percorrem pelo seu corpo. Sou colocada facilmente deitada, e ele se deita sobre mim, distribuindo o peso do próprio corpo sobre os cotovelos, a sua boca volta a encontrar a minha, dando leves mordidinhas no meu lábio inferior, a sua mão escorrega por dentro da minha calcinha me tocando com ousadia, o meu corpo arqueia ao encontro do seu, todos os meus sentidos são tomados, e toda a racionalidade que havia em mim se foi. A minha mente briga para lidar com as ondas de prazer que dominam o meu corpo, mas os meus protestos nada mais são que gemidos e pedidos desesperados para que esse fogo que há em mim seja aplacado, mas tudo o que o Sebastian faz é incendiar-me com os dedos e com a boca, a sua língua esperta me convencendo a entregar-me a esse sentimento louco. — Eu vou te f***r para sempre, Camilla! — as suas palavras vêm acompanhadas com a tentativa de introduzir um dedo dentro de mim. O incômodo me tira do transe, eu tento sair debaixo dele o empurrando e me desvencilhando. — Milla , eu te quero, você me quer. Qual o problema? Dou um pulo da cama me afastando ainda mais. Ele fica confuso e tenta se aproximar. Virgem! p***a, eu sou virgem! Não posso continuar com isso, se eu quiser continuar viva. — Eu fiz algo errado? Me fala... — NÃO OUSE... ME TOCAR... não depois de... tudo — falei, ainda atordoada. — Meu amor, eu preciso de você. Milla... — ele acaricia o seu p*u descaradamente sob a calça. — Precisa de mim? — Soltei uma gargalhada nervosa. — Após me bater, acha mesmo que eu faria amor com você? De repente, vejo um Filipe furioso entrar de uma vez no quarto que estava com a porta entreaberta. — VOCÊ A AGREDIU? SEU MERDA! BATEU NELA? O Filipe acerta um soco em cheio em Sebastian que revidou, os dois homens atracam-se, e eu apenas fecho os olhos e os ouvidos esperando que aquilo acabe logo. Poucos minutos se passaram, mas me pareceram uma eternidade. — p***a FILIPE, O QUE VOCÊ FEZ? Filipe estava caído no chão, muito machucado. Ainda assim, me perguntou se eu estava bem. Dou um passo para ajudá-lo, mas sou contida por Sebastian. — Saia daqui! E nunca mais volte nessa casa! Filipe se levanta imediatamente, e sai do quarto. — E você — Sebastian se vira para mim — nós não acabamos! Sebastian  Ela estava tão entregue, mas novamente a vida nunca facilitou pra mim. Nem parecia a Camilla, ela estava tão doce, tão submissa. Era apenas mais uma cena, me provocando e abandonando-me na borda, mas nem o Filipe e nem ninguém vai me impedir de ter o que eu quero. Certifico-me de trancar a porta do quarto dessa vez, e a agarro com mais força, ela precisa entender de uma vez por todas que ela me pertence, chega de gentilezas, preliminares e romance. Tiro o meu p*u pra fora, ela piscou os olhos surpresa, como se fosse a primeira vez que notasse o tamanho e espessura. — Vou te f***r! — Sebastian, você ficou louco? — Você está úmida, querida! Você também me quer! E você é a minha mulher, porra... Eu desejo a minha mulher, o quê pode haver de errado nisso? — Sebastian, por favor, me deixe em paz! Chega! Você já me machucou demais por hoje. — ela implora. Ainda assim me posiciono entre as suas pernas. — Relaxe querida, fica mais fácil depois de alguns minutos, lembra? — Sebastian, além de me bater, agora vai me violentar? A encaro tentando entender que jogo perverso é esse que ela está fazendo, sempre tivemos as nossas diferenças, mas elas nunca chegaram na nossa cama, mas a julgar pelos seus olhos úmidos, Camilla está com medo de mim. Me levanto, me sentindo completamente perdido. — Me perdoe, mais uma vez, Camilla! Eu nunca mais a tocarei, exceto se você me pedir! Eu realmente sou um monstro, mas não esse tipo de monstro! Nunca vou te obrigar a ter relação comigo. Pedirei para trazerem o seu jantar no quarto, não irei te acompanhar, preciso sair um pouco, para esfriar a cabeça. Quando fechei a porta atrás de mim, tive duas certezas. Camilla havia mudado. Não só ela, eu também mudei. Há dois anos, eu jamais pensaria em machucar, assustar, intimidar ou até mesmo forçá-la a me querer. Ainda assim, não me sinto pronto para deixá-la ir.
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