Sebastian
— Chefe, tivemos algumas perdas. Interceptaram nossa carga. — Marco, o sub capo, entrou no escritório com uma expressão sombria.
— Quanto? — perguntei, mantendo a voz controlada.
— Calculamos que conseguimos salvar apenas 25%. Eu sinto muito.
— Você sente muito, Marco? É só o que tem para me dizer? — repliquei com irritação, minha paciência se esgotando.
— Senhor... — ele hesitou, buscando as palavras certas.
— Me diga o que deu errado. — Eu exigia respostas.
— Acho que temos um infiltrado na equipe — ele confessou, escolhendo as palavras com cuidado.
— Quem? — perguntei, franzindo a testa.
— Desde que Camilla... morreu... ou melhor, desde que voltou, as coisas têm saído do controle. Perdemos nosso contato na polícia, e sem ele, fica difícil manter as operações seguras.
— As minhas decisões são um erro, Marco? — Minha voz estava carregada de uma ameaça silenciosa.
— Me desculpe, chefe — Marco respondeu, baixando o olhar, consciente da linha tênue que estava prestes a cruzar.
— Me deixe sozinho. — Ordenei, irritado.
Marco saiu, fechando a porta atrás de si, mas deixando minha mente em uma espiral perigosa. Desde que Camilla fugiu de casa, começamos a ter prejuízos milionários. Ela conhecia todos os detalhes das minhas operações. Eu matei o meu homem de confiança na polícia quando ele falhou em me avisar sobre a operação que resultou na suposta morte de Camilla. E se tudo isso fosse parte de um plano diabólico dela?
— DESGRAÇADA! — gritei, a raiva fervendo dentro de mim.
Eu precisava de respostas. Peguei o telefone e liguei rapidamente.
— Marco, marque um encontro com o Delegado Rocha. Preciso falar com ele.
Em um bar próximo da Mansão Ricci...
— Interessante escolha de lugar, Delegado Rocha! — comentei, ao vê-lo sentado, bebendo tranquilamente.
— Gosto da música — ele respondeu com um sorriso irônico.
— Não vou discordar, mas vamos direto ao ponto. Você sabe que não te chamei aqui só para tomar whisky e ouvir uma boa música. — Cruzei os braços, mantendo o olhar fixo no delegado.
— Sem dúvida, Marco me disse que eu devia escutar você. E eu devo minha vida ao Marco, por isso estou aqui — ele disse, inclinando-se para frente.
— Certo, vou direto ao assunto. Alguém da minha equipe está passando informações para a polícia. Quero saber quem é.
— Ah, Sebastian, você está me pedindo para segurar a tua mão enquanto comete um assassinato. Eu não posso fazer isso — o delegado respondeu, tentando parecer firme.
— Delegado Rocha, a tua fama te precede. Não banque o inocente. Minha equipe é grande. Prefere que eu jogue roleta russa com um por um? Eu começaria pelo seu grande amigo, Marco. Agora é sua vez de salvar a vida dele. Você tem 24 horas para me dar um nome.
— Não me ameace, Ricci! Ou eu te coloco atrás das grades antes que você se sente à mesa do jantar com sua adorável esposa ressuscitada! — Ele estava jogando pesado, mas eu não iria recuar.
— Um nome, é só o que eu peço — reforcei, levantando-me e deixando-o com suas próprias escolhas.
De volta à Mansão Ricci...
Cheguei em casa com a mente a mil, a adrenalina correndo em minhas veias. Se o que eu estava pensando fosse verdade, eu não sabia se teria coragem para fazer o que precisava ser feito.
— O jantar está pronto, senhor! — Rachel, minha empregada de confiança, avisou assim que entrei no hall.
— Peça para que minha esposa se junte a mim esta noite, por favor, Rachel.
— Sim, senhor.
Servi-me de uma dose dupla de whisky enquanto aguardava. Quando Camilla apareceu, fiquei paralisado. Ela estava deslumbrante, vestida com um vestido de renda creme, sandálias delicadas, e o colar de pérolas que eu havia lhe dado no dia do nosso casamento. Parecia outra mulher, tão elegante e serena que me tirou o fôlego.
Levantei-me e desci as escadas para encontrá-la, puxando sua cadeira para que se sentasse. O breve contato com sua pele fez meu corpo reagir instantaneamente; seu perfume doce e floral me intoxicava. Eu prometi que não a tocaria, e cumpriria minha promessa.
— Rachel, abra o vinho favorito da Camilla, por gentileza.
— Estamos comemorando algo em especial, Sebastian? — ela perguntou, com um toque de provocação na voz. — Minha memória anda meio confusa ultimamente.
— Não, meu amor. Quero apenas desfrutar deste jantar com uma mulher linda. Você está belíssima hoje. — As palavras saíram com mais sinceridade do que eu pretendia.
— Só hoje? — Ela sorriu timidamente.
— Gosto desse seu novo estilo, mais... clean, como vocês mulheres dizem.
— Pelo jeito, você entende bem do universo feminino... — Ela riu, e por um instante, parecia realmente feliz.
— Gosto do seu sorriso — comentei, sem conseguir desviar o olhar.
Camilla tomou um bom gole de vinho, e suas bochechas coraram, realçando ainda mais sua beleza. Comemos em silêncio, trocando olhares tímidos, como se estivéssemos nos redescobrindo após tanto tempo separados.
— Esse vinho é muito forte — ela disse, fazendo uma careta após terminar a garrafa praticamente sozinha. — Acho que vou precisar encerrar a noite mais cedo.
Camilla tentou se levantar, mas o álcool parecia tê-la deixado tonta.
— Espera, querida, eu te ajudo — falei, pegando-a no colo e a carregando até o quarto.
— Um banho vai te fazer bem... — tirei seus sapatos, mas ela resistiu quando tentei tirar o vestido.
— Tudo bem, mocinha, vai para o banho com vestido e tudo! — disse, rindo, enquanto ligava o chuveiro.
Ela me puxou para a água com ela, ainda com as roupas. Seu riso espontâneo me desarmou, e ela tentou me beijar, mas eu hesitei, ainda confuso com as próprias emoções.
— Tem certeza que você quer? Se eu começar, não sei se vou conseguir parar.
— Eu não quero que pare — sua voz era suave e carregada de desejo, me deixando hipnotizado.
Desliguei o chuveiro e, com dificuldade, tirei nossas roupas, secando-a enquanto deixava beijos por toda sua pele. Quando chegamos à cama, a preparei com cuidado, espalhando beijos pela sua pele, e finalmente me posicionei entre suas pernas, mergulhando minha língua em sua i********e. Ela se contorceu, gemendo baixinho, e eu sabia que estava completamente entregue.
O desejo que me consumia era insuportável; queria estar dentro dela novamente, sem esperar mais um segundo. Podia prolongar as preliminares em outra ocasião, mas agora, o calor entre nós era avassalador. Encarei seu rosto, seus olhos brilhando de desejo e luxúria. Sem hesitar, capturei sua boca em um beijo faminto no exato momento em que a penetrei.
Camilla gritou, e eu fiquei imóvel por um instante, observando sua expressão contorcida pelo prazer e pela surpresa. Seus olhos estavam marejados, o corpo tenso, mas aos poucos a senti relaxar, e seus gemidos suaves começaram a preencher o ar, melodiosos e entregues.
Comecei a me mover devagar, aumentando a intensidade a cada investida, entrando cada vez mais fundo em sua i********e estreita. Seus gemidos se tornaram mais altos, e os movimentos de seu corpo acompanharam o ritmo das minhas estocadas. Minha mão deslizou para o seu c******s, acariciando-o enquanto continuava a possuí-la, arrancando dela gemidos mais altos e desesperados.
Camilla se arqueou debaixo de mim, o corpo estremecendo enquanto ela se entregava completamente. Seus gritos de prazer ecoaram pelo quarto, e seu clímax chegou arrebatador, deixando-a vulnerável e linda, uma visão que me levou à beira do meu próprio prazer. Sem me conter, jorrei abundantemente dentro dela.
Saí de cima dela, ainda ofegante, quando meu celular começou a tocar. Tateei no escuro, era o Delegado Rocha.
Já volto, querida. sussurrei, vestindo um roupão e indo para o escritório.
— Delegado Rocha. Tem novidade?
— Sim. Não precisei pensar muito para te dar o nome do infiltrado. Mas você vai precisar pensar muito sobre o que vai fazer.
— Fale logo, homem!
— Camilla. É ela quem está te traindo, sua esposa recém ressuscitada.
Desliguei o telefone, congelado, e levantei os olhos para a porta. Ela estava ali, parada no batente, vestida apenas com o roupão, sorrindo para mim.