3 - Gritos e gemidos

1362 Palavras
Sebastian — Chefe, tivemos algumas perdas. Interceptaram nossa carga. — Marco, o sub capo, entrou no escritório com uma expressão sombria. — Quanto? — perguntei, mantendo a voz controlada. — Calculamos que conseguimos salvar apenas 25%. Eu sinto muito. — Você sente muito, Marco? É só o que tem para me dizer? — repliquei com irritação, minha paciência se esgotando. — Senhor... — ele hesitou, buscando as palavras certas. — Me diga o que deu errado. — Eu exigia respostas. — Acho que temos um infiltrado na equipe — ele confessou, escolhendo as palavras com cuidado. — Quem? — perguntei, franzindo a testa. — Desde que Camilla... morreu... ou melhor, desde que voltou, as coisas têm saído do controle. Perdemos nosso contato na polícia, e sem ele, fica difícil manter as operações seguras. — As minhas decisões são um erro, Marco? — Minha voz estava carregada de uma ameaça silenciosa. — Me desculpe, chefe — Marco respondeu, baixando o olhar, consciente da linha tênue que estava prestes a cruzar. — Me deixe sozinho. — Ordenei, irritado. Marco saiu, fechando a porta atrás de si, mas deixando minha mente em uma espiral perigosa. Desde que Camilla fugiu de casa, começamos a ter prejuízos milionários. Ela conhecia todos os detalhes das minhas operações. Eu matei o meu homem de confiança na polícia quando ele falhou em me avisar sobre a operação que resultou na suposta morte de Camilla. E se tudo isso fosse parte de um plano diabólico dela? — DESGRAÇADA! — gritei, a raiva fervendo dentro de mim. Eu precisava de respostas. Peguei o telefone e liguei rapidamente. — Marco, marque um encontro com o Delegado Rocha. Preciso falar com ele. Em um bar próximo da Mansão Ricci... — Interessante escolha de lugar, Delegado Rocha! — comentei, ao vê-lo sentado, bebendo tranquilamente. — Gosto da música — ele respondeu com um sorriso irônico. — Não vou discordar, mas vamos direto ao ponto. Você sabe que não te chamei aqui só para tomar whisky e ouvir uma boa música. — Cruzei os braços, mantendo o olhar fixo no delegado. — Sem dúvida, Marco me disse que eu devia escutar você. E eu devo minha vida ao Marco, por isso estou aqui — ele disse, inclinando-se para frente. — Certo, vou direto ao assunto. Alguém da minha equipe está passando informações para a polícia. Quero saber quem é. — Ah, Sebastian, você está me pedindo para segurar a tua mão enquanto comete um assassinato. Eu não posso fazer isso — o delegado respondeu, tentando parecer firme. — Delegado Rocha, a tua fama te precede. Não banque o inocente. Minha equipe é grande. Prefere que eu jogue roleta russa com um por um? Eu começaria pelo seu grande amigo, Marco. Agora é sua vez de salvar a vida dele. Você tem 24 horas para me dar um nome. — Não me ameace, Ricci! Ou eu te coloco atrás das grades antes que você se sente à mesa do jantar com sua adorável esposa ressuscitada! — Ele estava jogando pesado, mas eu não iria recuar. — Um nome, é só o que eu peço — reforcei, levantando-me e deixando-o com suas próprias escolhas. De volta à Mansão Ricci... Cheguei em casa com a mente a mil, a adrenalina correndo em minhas veias. Se o que eu estava pensando fosse verdade, eu não sabia se teria coragem para fazer o que precisava ser feito. — O jantar está pronto, senhor! — Rachel, minha empregada de confiança, avisou assim que entrei no hall. — Peça para que minha esposa se junte a mim esta noite, por favor, Rachel. — Sim, senhor. Servi-me de uma dose dupla de whisky enquanto aguardava. Quando Camilla apareceu, fiquei paralisado. Ela estava deslumbrante, vestida com um vestido de renda creme, sandálias delicadas, e o colar de pérolas que eu havia lhe dado no dia do nosso casamento. Parecia outra mulher, tão elegante e serena que me tirou o fôlego. Levantei-me e desci as escadas para encontrá-la, puxando sua cadeira para que se sentasse. O breve contato com sua pele fez meu corpo reagir instantaneamente; seu perfume doce e floral me intoxicava. Eu prometi que não a tocaria, e cumpriria minha promessa. — Rachel, abra o vinho favorito da Camilla, por gentileza. — Estamos comemorando algo em especial, Sebastian? — ela perguntou, com um toque de provocação na voz. — Minha memória anda meio confusa ultimamente. — Não, meu amor. Quero apenas desfrutar deste jantar com uma mulher linda. Você está belíssima hoje. — As palavras saíram com mais sinceridade do que eu pretendia. — Só hoje? — Ela sorriu timidamente. — Gosto desse seu novo estilo, mais... clean, como vocês mulheres dizem. — Pelo jeito, você entende bem do universo feminino... — Ela riu, e por um instante, parecia realmente feliz. — Gosto do seu sorriso — comentei, sem conseguir desviar o olhar. Camilla tomou um bom gole de vinho, e suas bochechas coraram, realçando ainda mais sua beleza. Comemos em silêncio, trocando olhares tímidos, como se estivéssemos nos redescobrindo após tanto tempo separados. — Esse vinho é muito forte — ela disse, fazendo uma careta após terminar a garrafa praticamente sozinha. — Acho que vou precisar encerrar a noite mais cedo. Camilla tentou se levantar, mas o álcool parecia tê-la deixado tonta. — Espera, querida, eu te ajudo — falei, pegando-a no colo e a carregando até o quarto. — Um banho vai te fazer bem... — tirei seus sapatos, mas ela resistiu quando tentei tirar o vestido. — Tudo bem, mocinha, vai para o banho com vestido e tudo! — disse, rindo, enquanto ligava o chuveiro. Ela me puxou para a água com ela, ainda com as roupas. Seu riso espontâneo me desarmou, e ela tentou me beijar, mas eu hesitei, ainda confuso com as próprias emoções. — Tem certeza que você quer? Se eu começar, não sei se vou conseguir parar. — Eu não quero que pare — sua voz era suave e carregada de desejo, me deixando hipnotizado. Desliguei o chuveiro e, com dificuldade, tirei nossas roupas, secando-a enquanto deixava beijos por toda sua pele. Quando chegamos à cama, a preparei com cuidado, espalhando beijos pela sua pele, e finalmente me posicionei entre suas pernas, mergulhando minha língua em sua i********e. Ela se contorceu, gemendo baixinho, e eu sabia que estava completamente entregue. O desejo que me consumia era insuportável; queria estar dentro dela novamente, sem esperar mais um segundo. Podia prolongar as preliminares em outra ocasião, mas agora, o calor entre nós era avassalador. Encarei seu rosto, seus olhos brilhando de desejo e luxúria. Sem hesitar, capturei sua boca em um beijo faminto no exato momento em que a penetrei. Camilla gritou, e eu fiquei imóvel por um instante, observando sua expressão contorcida pelo prazer e pela surpresa. Seus olhos estavam marejados, o corpo tenso, mas aos poucos a senti relaxar, e seus gemidos suaves começaram a preencher o ar, melodiosos e entregues. Comecei a me mover devagar, aumentando a intensidade a cada investida, entrando cada vez mais fundo em sua i********e estreita. Seus gemidos se tornaram mais altos, e os movimentos de seu corpo acompanharam o ritmo das minhas estocadas. Minha mão deslizou para o seu c******s, acariciando-o enquanto continuava a possuí-la, arrancando dela gemidos mais altos e desesperados. Camilla se arqueou debaixo de mim, o corpo estremecendo enquanto ela se entregava completamente. Seus gritos de prazer ecoaram pelo quarto, e seu clímax chegou arrebatador, deixando-a vulnerável e linda, uma visão que me levou à beira do meu próprio prazer. Sem me conter, jorrei abundantemente dentro dela. Saí de cima dela, ainda ofegante, quando meu celular começou a tocar. Tateei no escuro, era o Delegado Rocha. Já volto, querida. sussurrei, vestindo um roupão e indo para o escritório. — Delegado Rocha. Tem novidade? — Sim. Não precisei pensar muito para te dar o nome do infiltrado. Mas você vai precisar pensar muito sobre o que vai fazer. — Fale logo, homem! — Camilla. É ela quem está te traindo, sua esposa recém ressuscitada. Desliguei o telefone, congelado, e levantei os olhos para a porta. Ela estava ali, parada no batente, vestida apenas com o roupão, sorrindo para mim.
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