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Casada com o Dom

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Sinopse

Ela nunca pediu para ser parte da máfia.

Mas quando seu pai perdeu uma aposta com o clã mais poderoso da cidade, Isabella foi entregue como moeda de troca: noiva do herdeiro mafioso, Alessandro Romano.

Frio. Perigoso. Implacável.

Ele não queria uma esposa — queria posse.

Ela não queria um marido — queria liberdade.

Forçados a dividir o mesmo teto, o choque entre eles é explosivo: ódio, segredos e uma tensão proibida que só cresce a cada olhar, a cada toque roubado.

Mas quanto mais Isabella descobre sobre o homem por trás da máscara de Don… mais perigoso se torna o jogo.

Porque Alessandro não é apenas seu inimigo.

Ele pode ser também sua perdição.

Amor ou destruição: qual deles vencerá quando o coração da máfia estiver em jogo?

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Capítulo 1 – Propriedade
O estrondo da porta sendo arrombada ecoou pela mansão como um tiro. Sophia Bennett ergueu os olhos do livro que fingia ler havia mais de uma hora. As páginas de Orgulho e Preconceito tremulavam entre seus dedos gelados, mas as palavras poderiam muito bem estar em chinês. A cada página virada sem atenção, a ansiedade só crescia em seu peito como uma fera faminta, roendo suas entranhas. Ela já sabia que a tranquilidade daquela tarde de terça-feira era falsa. Sabia que não duraria. Por semanas, observara o pai definhar, perdendo peso, perdendo o sono, perdendo a sanidade. Os olhos dele haviam adquirido uma qualidade assombrada, como de animal acuado. Por semanas, escutara as discussões abafadas atrás da porta do escritório — gritos sussurrados, números desesperados, as ligações que terminavam com o telefone sendo desligado com violência que fazia os quadros nas paredes tremerem. E quando as vozes graves e ásperas invadiram o corredor como uma nuvem tóxica, teve certeza: o momento havia chegado. Da janela do seu quarto no segundo andar, Sophia podia ver os jardins impecáveis que sua mãe tanto amava — as roseiras inglesas organizadas em fileiras perfeitas, o lago ornamental com os cisnes brancos que deslizavam pela superfície como fantasmas elegantes, o gazebo vitoriano onde ela costumava ler nas tardes douradas de verão. Tudo parecia absurdamente normal, pacífico até, para um dia que mudaria sua vida para sempre. Não precisava descer para ver o rosto pálido de Richard Bennett, seu pai. Nem ouvir os soluços histéricos de Catherine, sua mãe, tentando abafar o desespero no lenço de renda que sempre carregava. Ela já sabia. As dívidas de Richard tinham vencido, e com elas, a p******o ilusória que o sobrenome Bennett havia oferecido por mais de dois séculos. — Por favor! Mais uma semana! — a voz do pai quebrou, carregada de um desespero que fez o estômago de Sophia se revirar. — Eu consigo o dinheiro, eu juro que consigo! Minha empresa está se recuperando, só preciso de mais alguns dias! Uma risada seca, carregada de desprezo, ecoou da sala principal. Sophia estremeceu involuntariamente. Era uma voz de comando absoluto. Uma voz que não pedia, não implorava, não negociava. Uma voz que simplesmente tomava o que queria. — O tempo acabou, Bennett. — A declaração soou definitiva como uma sentença de morte, pronunciada com a frieza de quem havia executado muitas outras. Sophia descobrira a verdade meses antes, numa noite quando a insônia a levou até a cozinha em busca de leite morno. Ao passar pelo escritório, flagrou o pai rodeado de papéis espalhados como pétalas de uma flor morta, lágrimas escorrendo pelo rosto outrora orgulhoso. Lembrava com clareza doentia das letras vermelhas rabiscadas nos contratos como sangue seco, das ameaças veladas escritas em italiano elegante, dos nomes que gelaram seu sangue jovem. Famiglia Romano. A máfia italiana que dominava metade dos negócios "legais" da cidade — e todos os ilegais. O último lugar onde seu pai deveria ter buscado ajuda. O último lugar onde qualquer homem sensato buscaria dinheiro. Mas Richard Bennett nunca havia sido sensato quando se tratava de apostas, e suas perdas haviam se tornado um buraco n***o que engolia fortunas inteiras. — Onde está a Sophia? — a voz da mãe soou aguda, rasgando o ar como vidro partido. — Por favor, ela não tem nada a ver com isso! Ela é apenas uma criança! O estômago de Sophia despencou como se estivesse num elevador em queda livre. Vinte e dois anos, e sua mãe ainda a chamava de criança. Mas sabia que não era mais. Não depois de descobrir os segredos sombrios que corroíam sua família por dentro. Claro. Ela sempre soube que esse momento chegaria. Durante as semanas de angústia silenciosa, uma voz sombria sussurrava em sua mente que seu pai havia feito algo irreversível. Algo que a envolveria, quisesse ou não. Ela se levantou devagar, sentindo cada músculo protestar contra o movimento. O vestido floral que havia escolhido pela manhã — quando ainda acreditava ingenuamente que seria apenas mais um dia normal — agora parecia uma fantasia infantil c***l. Cada passo até a porta pesava como chumbo derretido. O coração martelava contra as costelas com uma força que a deixava sem ar. Sabia que não poderia se esconder. Era parte do jogo agora, uma peça no tabuleiro que seu pai havia colocado em movimento. O corredor que ligava seu quarto à escadaria principal nunca havia parecido tão longo, tão sombrio. As paredes cobertas de retratos de ancestrais Bennett pareciam julgá-la com olhos pintados há décadas, como se soubessem que ela seria a primeira da linhagem a ser vendida como gado no mercado. Cada degrau da escadaria de mármore importado ecoou como um tambor fúnebre. A escada que ela havia descido milhares de vezes — correndo para o Natal, caminhando elegantemente para bailes de debutante, saltitando na infância despreocupada — agora parecia um caminho direto para o patíbulo. Quando alcançou o hall de entrada, a cena a atingiu como um soco no estômago: três homens vestidos de preto, imóveis como estátuas de cemitério, ladeavam o espaço com aquela quietude mortal de quem estava acostumado à violência. Tinham a postura relaxada de predadores confiantes — mãos soltas ao lado do corpo, mas prontas para se moverem em um piscar de olhos. O pai estava de joelhos no mármore gelado — o mesmo que ele havia importado da Itália com tanto orgulho anos antes, quando ainda acreditava que seria rico para sempre. A mãe se encolhia ao lado, agarrando o rosário de pérolas com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos como osso. As lágrimas escorriam pelo rosto perfeitamente maquiado, criando trilhas escuras de rímel que a faziam parecer uma boneca quebrada. Então ela o viu. Um homem emergiu da sombra como uma aparição saída de um pesadelo elegante. Alto, imponente, com ombros largos que preenchiam o terno feito sob medida como se tivesse nascido para usar seda italiana. O cabelo n***o penteado para trás com precisão militar deixava à mostra um rosto que poderia ter sido esculpido por Michelangelo — se Michelangelo tivesse decidido criar demônios em vez de anjos. Aquele homem era bonito da forma mais perigosa possível. O tipo de beleza que fazia mulheres sábias cometerem loucuras e santas se entregarem ao pecado. Maxilar definido, lábios esculpidos em uma linha que prometia tanto prazer quanto dor. Mas eram os olhos — tão escuros que quase não havia distinção entre íris e pupila — que a prenderam como correntes invisíveis. Um predador avaliando a presa, calculando exatamente onde atacar primeiro. Ele a estudou dos pés à cabeça com uma i********e obscena que fez a pele dela se arrepiar. Como se já soubesse como ela seria sem roupa. Como se já fosse dono de cada centímetro do seu corpo, cada suspiro, cada batimento do coração. — Sophia Bennett. — A voz grave arrastou seu nome como uma carícia venenosa, cada sílaba impregnada de poder e promessas sombrias que ela não ousava interpretar. — Finalmente nos conhecemos. A voz dele era um contraditório fascinante — educada, refinada, obviamente cara, mas com uma aspereza subjacente que prometia violência sem hesitação. Sotaque italiano sutil mas inconfundível, o tipo que vinha de educação na Europa misturada com sangue siciliano. Ela engoliu em seco, a boca de repente parecendo lixa. — Você é o herdeiro. Não era uma pergunta. Ela havia visto fotos dele nos jornais sociais de Boston — sempre nas páginas de gala, nunca na seção criminal, obviamente. Lorenzo Romano, o empresário de sucesso, o filantropo generoso, o solteiro mais cobiçado da Nova Inglaterra. A fachada perfeita para esconder o monstro que realmente era. O canto dos lábios dele se curvou em algo que não chegava nem perto de ser um sorriso. — Lorenzo Romano. — A apresentação soou como uma sentença de morte sendo pronunciada em tribunal. — Um prazer conhecê-la finalmente, principessa. Nada naquela expressão glacial indicava prazer. Apenas frieza calculada e algo que parecia perigosamente próximo ao tédio, como se destruir vidas fosse apenas mais um item tedioso na agenda dele. — Sophia, me perdoa... — a voz do pai se quebrou. — Eu nunca pensei que chegaria a isso... Sophia não desviou os olhos do homem à sua frente. — Quanto? — perguntou, firme. — Quanto ele deve? Lorenzo inclinou a cabeça, estudando-a. — Dois milhões e meio. Com juros e taxas de cobrança. O chão pareceu desaparecer. Nem vendendo tudo haveria dinheiro suficiente. — Mas você já sabia, não sabia? — Lorenzo avançou. — É por isso que chegamos a um acordo alternativo. — Que acordo? Ele parou diante dela, tão perto que sentiu o perfume caro — especiarias, couro e algo perigosamente masculino. — Você, principessa. — A palavra deslizou como veneno. — Você é o pagamento. O silêncio foi ensurdecedor. Sophia ergueu o queixo, deixando o ódio transbordar. — Vá para o inferno. Lorenzo se moveu rápido, agarrando seu queixo com firmeza calculada. — Três dias. — A voz roçou sua pele. — Em três dias, você será minha esposa. Vai usar meu sobrenome, dividir minha cama, me obedecer em tudo. — E se eu me recusar? O sorriso foi aterrador. — Então você assiste seu pai morrer lentamente. E sua mãe ficar viúva antes dos cinquenta. Ele soltou o queixo com uma carícia que quase pareceu afetuosa. — Mas você não vai se recusar, principessa. Você tem honra demais. E inteligência suficiente para saber quando está derrotada. Lorenzo ajeitou os punhos da camisa e se virou para a porta. — Três semanas. Use esse tempo com sabedoria. Aprenda sobre sua nova família. Sobre mim. Na soleira, Sophia gritou: — Por que eu? Por que não apenas m***r meu pai? Lorenzo parou, virando lentamente. Havia algo sombrio em seus olhos. — Porque eu vi sua foto. — O sorriso foi c***l. — E descobri que tenho um gosto muito específico para esposas. Ele saiu, levando o ar do ambiente. O som dos carros se afastando encheu o silêncio. A mãe soluçava. O pai não ousava levantar a cabeça. O telefone tocou. Sophia atendeu sem pensar. — Residência Bennett. — Principessa. A voz dele. Como se não tivesse saído há minutos. — Esqueci de mencionar uma coisa — Lorenzo continuou. — A partir de agora, você é minha. Não sai sozinha, não fala com outros homens, não tenta fugir. Tenho olhos em toda parte. Não me teste. A linha caiu. Sophia caminhou até a janela. Três carros pretos estavam estacionados em frente à mansão. Homens armados, imóveis como sentinelas. Guardas. Ou carcereiros. A realidade caiu sobre ela como peso esmagador. Não era mais livre. Era propriedade de Lorenzo Romano. Em três semanas, seria esposa de um dos homens mais perigosos da costa leste. A dúvida que a consumia não era se sobreviveria ao casamento. Era se sobreviveria ao homem.

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