cap 02 o dono do morro

1048 Palavras
Cinthia Tomei um banho bem cedo, fiz toda a minha higiene e lavei o cabelo logo de manhã, porque não queria ter trabalho à noite. Depois de alguns minutos finalizei meus cachos. Escolhi um short jeans preto com uma blusa rosa, já que hoje não vou trabalhar. Mamãe estava na cozinha tomando café. Me sentei à mesa até que recebi uma mensagem da Vivi. WhatsApp Vivi: Eu sei que hoje tu não vai vir trabalhar, mas passa aqui no salão, preciso te contar uma coisa. Você: Vou só tomar café aqui, chata. Saí do w******p quando minha mãe falou comigo. Helena: Tô sabendo que vai ter baile hoje. Cinthia: As meninas tão querendo me arrastar pra lá. Helena: Ué, e por que você não vai se divertir, filha? Cinthia: A senhora sabe que festa não é muito a minha praia. Helena: Também não gosto desse tipo de baile, sei bem o que rola por lá, mas pode ser uma boa distração pra você. Cinthia: Se eu não for, elas me carregam de qualquer jeito. Então é melhor eu ir mesmo, né? Terminei o café, beijei a testa da minha mãe e saí indo pro salão. (. . .) Cheguei no salão e logo ouvi de longe o barulho da moto do Chefin. Ele é chato às vezes, mas tenho um carinho enorme por esse noiado. Chefin: Fala tu, minha baixinha. Cinthia: E aí, o****o. Chefin: Vai ter baile hoje. Tu vai colar lá com a Vivi e as meninas, né? Cinthia: Tenho que ir, né? Elas já me ameaçaram se eu não for — principalmente a tua namorada. Chefin: Ultimamente aquela ali anda muito estressada. Cinthia: Ela sempre foi assim. Chefin: Vim trazer uns mimos pra ela. Viviane: Tão falando de mim? Cinthia: Imagina, gata. Chefin: Tá aqui, amor — teus chocolates, salgadinhos e a Coca. Viviane: Sabe que eu te amo, né? Cinthia: Quanto mel, viu. Viviane: Fala assim porque não tem namorado. Chefin: Tô indo nessa, mô. Depois a gente se fala. Te amo. Viviane: Te amo também. Tchau. Chefin: Fé pra tu, maninha. Cinthia: Tchau, chato. Ele saiu na maior velocidade. Lavínia e Anita não estavam no salão, só eu e a Vivi. Cinthia: E aí, criatura, por que me mandou tanta mensagem? Hoje é minha folga, sabia? Viviane: Eu sei, mas eu precisava te contar uma coisa. Cinthia: O que foi? Tu tá até pálida. Viviane: Amiga... acho que tô grávida. Cinthia: Como assim grávida? Tu não tá tomando o anticoncepcional? Viviane: Tava... mas parei uns dias pra ver se minha menstruação descia. Não veio nada, e ainda tô enjoando e com os p****s doloridos. Cinthia: Então a gente tem que fazer o teste, amiga. Pra saber se você tá grávida mesmo. Viviane: Vou só fechar o salão e a gente corre na farmácia. Cinthia: Tá. Fomos na farmácia, compramos o teste e agora estamos na casa dela. Vivi se trancou no banheiro, já faz um tempo, e não responde. Cinthia: Amiga, tu tá viva aí? Viviane: Meu Deus... Ela destrancou a porta e me mostrou o teste dentro do copinho. Viviane: Não consigo olhar, vê pra mim. Cinthia: São dois tracinhos... deu positivo. Viviane: Então... eu tô grávida. Ela me abraçou chorando. Cinthia: Calma, Vivi. Respira. Gravidez não é bicho de sete cabeças. Você vai gerar um serzinho dentro da sua barriga, a partir de agora. Não precisa se preocupar — tu é independente, tem o salão, tua casa, e o Chefin vai te apoiar. Pode ter certeza. Viviane: Eu sei, amiga... mas eu não sei se tô preparada pra ser mãe. Cinthia: Tenho certeza que vai ser uma mãe maravilhosa. Eu te amo demais, e vou tá contigo em tudo. Pode contar comigo pra sempre. Viviane: Obrigada, amiga. Amo você. Cinthia: E quando você vai contar pro Chefin, pra Lavínia e pra Anita? Viviane: Na hora certa. Primeiro quero ir no médico, começar o pré-natal, fazer ultrassom... saber se meu bebê tá saudável. Cinthia: Tu vai ser uma mãe incrível. Agora limpa esse rostinho lindo e bora se arrumar, porque daqui a pouco tem baile. Viviane: Pensei que você não ia. Cinthia: Vocês me ameaçando, né? Tive que ceder. (. . .) Eu já tinha chegado no baile com as meninas — e já tava superlotado. Anita logo sumiu atrás de um ficante, enquanto Lavínia ficou comigo e com a Vivi. Fomos direto pedir algo pra beber: três caipirinhas de maracujá. A Vivi, que ainda não queria contar sobre a gravidez, planejava fazer uma surpresa pro Chefin. Eu me arrumei com um conjunto branco: um top tomara que caia estruturado, com recorte em formato de coração no b***o e uma a******a em V no centro, deixando parte do abdômen à mostra. A parte de baixo era uma minissaia justa, também branca, que complementava o visual de forma elegante e sensual. Meu look tava sexy, ousado e cheio de personalidade — exatamente do jeito que eu gosto. Poucos minutos depois, minha irmã chegou acompanhada do Tz. Mas algo me incomodava... eu sentia um olhar pesado vindo lá de cima do baile, e não conseguia identificar de quem era. Não demorou muito pro Chefin aparecer com uns amigos dele, vindo em nossa direção no bar. Eles acabaram convidando a gente pra subir pra área VIP. Assim que cheguei lá, procurei um lugar e me sentei — de frente justamente pro dono do morro. Ele não parava de me encarar. Eu nem conhecia esse cara direito. Pra completar, Amanda estava sentada no colo dele, mas mesmo assim o tal do Urso não desviava os olhos de mim. A gente nunca trocou uma palavra sequer, então não fazia sentido aquele olhar fixo, intenso... direto em mim. Anita me chamou pra dançar e eu aproveitei pra sair da área VIP. Fomos pro meio da pista, onde o DJ soltava uns funks pesados. Fazia tempo que eu não dançava tanto — rebolei, me soltei, aproveitei cada batida. Depois pedi outro drink, voltei pra pista e continuei dançando com a Anita. Quando o cansaço bateu, decidi ir pro bar de novo. Peguei o celular e postei uma foto minha de mais cedo. Guardei o celular na bolsinha e permaneci sentada, saboreando meu drink. Foi então que meus olhos se perderam nos dele... O dono do morro. O temido Urso.
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