Cinthia
Tomei um banho bem cedo, fiz toda a minha higiene e lavei o cabelo logo de manhã, porque não queria ter trabalho à noite.
Depois de alguns minutos finalizei meus cachos.
Escolhi um short jeans preto com uma blusa rosa, já que hoje não vou trabalhar. Mamãe estava na cozinha tomando café. Me sentei à mesa até que recebi uma mensagem da Vivi.
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Vivi: Eu sei que hoje tu não vai vir trabalhar, mas passa aqui no salão, preciso te contar uma coisa.
Você: Vou só tomar café aqui, chata.
Saí do w******p quando minha mãe falou comigo.
Helena: Tô sabendo que vai ter baile hoje.
Cinthia: As meninas tão querendo me arrastar pra lá.
Helena: Ué, e por que você não vai se divertir, filha?
Cinthia: A senhora sabe que festa não é muito a minha praia.
Helena: Também não gosto desse tipo de baile, sei bem o que rola por lá, mas pode ser uma boa distração pra você.
Cinthia: Se eu não for, elas me carregam de qualquer jeito. Então é melhor eu ir mesmo, né?
Terminei o café, beijei a testa da minha mãe e saí indo pro salão.
(. . .)
Cheguei no salão e logo ouvi de longe o barulho da moto do Chefin. Ele é chato às vezes, mas tenho um carinho enorme por esse noiado.
Chefin: Fala tu, minha baixinha.
Cinthia: E aí, o****o.
Chefin: Vai ter baile hoje. Tu vai colar lá com a Vivi e as meninas, né?
Cinthia: Tenho que ir, né? Elas já me ameaçaram se eu não for — principalmente a tua namorada.
Chefin: Ultimamente aquela ali anda muito estressada.
Cinthia: Ela sempre foi assim.
Chefin: Vim trazer uns mimos pra ela.
Viviane: Tão falando de mim?
Cinthia: Imagina, gata.
Chefin: Tá aqui, amor — teus chocolates, salgadinhos e a Coca.
Viviane: Sabe que eu te amo, né?
Cinthia: Quanto mel, viu.
Viviane: Fala assim porque não tem namorado.
Chefin: Tô indo nessa, mô. Depois a gente se fala. Te amo.
Viviane: Te amo também. Tchau.
Chefin: Fé pra tu, maninha.
Cinthia: Tchau, chato.
Ele saiu na maior velocidade. Lavínia e Anita não estavam no salão, só eu e a Vivi.
Cinthia: E aí, criatura, por que me mandou tanta mensagem? Hoje é minha folga, sabia?
Viviane: Eu sei, mas eu precisava te contar uma coisa.
Cinthia: O que foi? Tu tá até pálida.
Viviane: Amiga... acho que tô grávida.
Cinthia: Como assim grávida? Tu não tá tomando o anticoncepcional?
Viviane: Tava... mas parei uns dias pra ver se minha menstruação descia. Não veio nada, e ainda tô enjoando e com os p****s doloridos.
Cinthia: Então a gente tem que fazer o teste, amiga. Pra saber se você tá grávida mesmo.
Viviane: Vou só fechar o salão e a gente corre na farmácia.
Cinthia: Tá.
Fomos na farmácia, compramos o teste e agora estamos na casa dela. Vivi se trancou no banheiro, já faz um tempo, e não responde.
Cinthia: Amiga, tu tá viva aí?
Viviane: Meu Deus...
Ela destrancou a porta e me mostrou o teste dentro do copinho.
Viviane: Não consigo olhar, vê pra mim.
Cinthia: São dois tracinhos... deu positivo.
Viviane: Então... eu tô grávida.
Ela me abraçou chorando.
Cinthia: Calma, Vivi. Respira. Gravidez não é bicho de sete cabeças. Você vai gerar um serzinho dentro da sua barriga, a partir de agora. Não precisa se preocupar — tu é independente, tem o salão, tua casa, e o Chefin vai te apoiar. Pode ter certeza.
Viviane: Eu sei, amiga... mas eu não sei se tô preparada pra ser mãe.
Cinthia: Tenho certeza que vai ser uma mãe maravilhosa. Eu te amo demais, e vou tá contigo em tudo. Pode contar comigo pra sempre.
Viviane: Obrigada, amiga. Amo você.
Cinthia: E quando você vai contar pro Chefin, pra Lavínia e pra Anita?
Viviane: Na hora certa. Primeiro quero ir no médico, começar o pré-natal, fazer ultrassom... saber se meu bebê tá saudável.
Cinthia: Tu vai ser uma mãe incrível. Agora limpa esse rostinho lindo e bora se arrumar, porque daqui a pouco tem baile.
Viviane: Pensei que você não ia.
Cinthia: Vocês me ameaçando, né? Tive que ceder.
(. . .)
Eu já tinha chegado no baile com as meninas — e já tava superlotado. Anita logo sumiu atrás de um ficante, enquanto Lavínia ficou comigo e com a Vivi.
Fomos direto pedir algo pra beber: três caipirinhas de maracujá. A Vivi, que ainda não queria contar sobre a gravidez, planejava fazer uma surpresa pro Chefin.
Eu me arrumei com um conjunto branco: um top tomara que caia estruturado, com recorte em formato de coração no b***o e uma a******a em V no centro, deixando parte do abdômen à mostra. A parte de baixo era uma minissaia justa, também branca, que complementava o visual de forma elegante e sensual.
Meu look tava sexy, ousado e cheio de personalidade — exatamente do jeito que eu gosto.
Poucos minutos depois, minha irmã chegou acompanhada do Tz.
Mas algo me incomodava... eu sentia um olhar pesado vindo lá de cima do baile, e não conseguia identificar de quem era.
Não demorou muito pro Chefin aparecer com uns amigos dele, vindo em nossa direção no bar. Eles acabaram convidando a gente pra subir pra área VIP.
Assim que cheguei lá, procurei um lugar e me sentei — de frente justamente pro dono do morro.
Ele não parava de me encarar. Eu nem conhecia esse cara direito.
Pra completar, Amanda estava sentada no colo dele, mas mesmo assim o tal do Urso não desviava os olhos de mim.
A gente nunca trocou uma palavra sequer, então não fazia sentido aquele olhar fixo, intenso... direto em mim.
Anita me chamou pra dançar e eu aproveitei pra sair da área VIP.
Fomos pro meio da pista, onde o DJ soltava uns funks pesados.
Fazia tempo que eu não dançava tanto — rebolei, me soltei, aproveitei cada batida.
Depois pedi outro drink, voltei pra pista e continuei dançando com a Anita.
Quando o cansaço bateu, decidi ir pro bar de novo. Peguei o celular e postei uma foto minha de mais cedo.
Guardei o celular na bolsinha e permaneci sentada, saboreando meu drink.
Foi então que meus olhos se perderam nos dele...
O dono do morro.
O temido Urso.