Finde Na Casa Do Papai

938 Palavras
Quando chegamos em casa, todas as mulheres estavam reunidas e algumas choravam muito, também tinha alguns policiais, acho que haviam descoberto sobre a morte da Sammy, tomara que também tivessem descoberto que mamãe que a matou, assim ela iria presa, pagaria por seu crime e por tudo de m*l que nos fez, e a gente estaria livres. - O que aconteceu? - May perguntou. - A Samantha está morta, a encontrei nos fundos da casa atrás de uns arbustos. - Disse uma mulher. - O quê? - May começou a chorar. - A Sammy morreu? - May me abraçou aos prantos. Eu fiquei sem reação, não sabia o que dizer para a minha irmã, e mesmo já sabendo de tudo, comecei a chorar, e um filme da Sammy sendo morta passou pela minha cabeça. Sem as demais perceberem, olhei com ódio para mamãe, que me olhou de uma forma intimidadora, fazendo eu ficar com medo. Os policiais nos perguntaram se tínhamos visto ou escutado algo, May falou que não, e eu… Bom, eu tinha visto tudo, eu sabia de toda a verdade, mas não podia dizer isso, então menti que não tinha visto e nem ouvido nada, e por sorte os policiais acreditaram. ‘’Obrigada por tudo, Sammy.’’ - Pensei. Mais tarde, mamãe combinou um local com papai para ele nos buscar, ela não queria que ele soubesse onde estávamos morando. No horário marcado, mamãe nos levou até uma praça. Geralmente, a gente ia para todos os lados sozinhas, mas como mamãe não queria que papai soubesse disso, acabou nos levando. - Papai! - Gritei ao vê-lo. Sai correndo e o abracei. Maytê fez o mesmo. - Como vocês estão, meus amores? - A Sammy morreu. - Disse minha irmã. - Sinto muito, minha princesa. Como foi isso? - Encontraram ela morta. - Disse May tristemente. - Oh, meu amor… - Deu um beijo no rosto da minha irmãzinha. - Estão entregues, estou indo. - Disse mamãe ao acender um de seus cigarros. Papai nos levou em uma pracinha e brincamos bastante, depois quando começou a escurecer, ele nos levou em uma lancheria, comemos um lanche gostoso e depois fomos pra casa. - E a Cath? - Perguntei. - Não sei, deve estar na casa dela. - Respondeu papai. - Querem vê-la? - Sim! - Dissemos May e eu em uníssono. Fomos até a casa da Cath, que ficava no prédio do papai. Toquei a campainha e ela logo abriu a porta. - Oi, Carter. Oi, minhas princesas. Como estão? - Bem! Estávamos com saudade. - Falei. - E o London? - Minha irmã perguntou. - Ele está? - Não, meu bem, ele está na casa dele. - Respondeu Cath. Papai disse que iríamos fazer uma sessão de cinemas (que ele ainda não havia nos comentado) e convidou Cath para participar conosco, e imediatamente ela aceitou, fazendo May e eu vibrarmos de alegria, eu adorava estar com ela, pois ela era tão boazinha, assim como Sammy era. A mulher disse que terminaria de arrumar umas coisas e que logo já iria à casa de papai. Voltei pra casa com May e papai e escolhemos um filme para vermos e preparamos a pipoca. Assim que a pipoca ficou pronta, a campainha tocou, era Cath. Papai colocou o filme e vimos todos juntos, como uma família de verdade, eu adorava esses momentos em que estávamos todos juntos, era tão legal, e eu sentia como se Cath fosse minha mãe. Eu queria que fosse. Quando o filme acabou, ficamos brincando um pouco, papai e Cath brincaram com a gente, eles eram super divertidos. - Acho que já vou indo, está tarde. - Disse Cath. - Por quê? - Perguntei. - Você mora aqui no prédio, não precisa pegar ônibus, nem nada. - Mas vocês precisam descansar. - Então ajuda o papai a nos colocar para dormir. - Pediu May. - Carter, tudo bem por você? - Ela perguntou. - Hã… Claro… Claro que sim… - Legal! - Ela disse ao sorrir, e arrancando um sorriso bobo do papai. Fomos para o nosso quarto e deitamos em nossa cama. Papai ficou do lado da May e Cath ficou do meu lado. De repente ela começou a cantar, tinha uma voz de anjo, cantava tão bem. Pouco depois acabamos dormindo. (...) Nessa noite tive pesadelo, sonhei com diversos homens que me machucavam, eles se aproximavam de mim, e eu chorava e gritava, e de repente eles ficaram com caras de Capeta´s, fiquei com muito medo. Mas em seguida, eles desapareceram, olhei para todos os lados e não os vi, mas de repente diversas mãos começaram a me tocar por todo o meu corpo, eu ia para trás e tentava fugir, mas elas continuavam a me tocar. E nisso eu acordei bastante assustada e gritando, meio desorientada, sem saber onde estava, mas logo reconheci o quarto. - Querida, querida… - Papai entrou rapidamente no quarto, estava ofegante. - O que houve? Por que gritou? - Tive pesadelo. - Falei, ainda assustada. - Pesadelo? De novo? Esses dias você também teve pesadelo. Está tudo bem? - Aham. - Falei ao acenar a cabeça. - Ok, então. Quer que eu fique aqui com você? Acenei a cabeça de forma positiva. - Papai. - Falei ao sentir a cama molhada. - Eu… Hã… Desculpa. - Tirei o cobertor para ele ver. - Oh, meu amor… - Acariciou meu rosto. - Está tudo bem. Vamos trocar essa roupa, vou pegar outro pijama pra você. Troquei de roupa e depois papai deitou comigo, dormiu o resto da noite ao meu lado, não tive mais pesadelos nessa noite.
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