Um Dia De Diversão Parte 2

1009 Palavras
- Se divertiram hoje? - Papai perguntou ao nos colocar para dormir. - Muito! - Respondi. - Demais! - Falou minha irmã. - Que bom, meus amores. - Nos deu um beijo na cabeça. - Papai, eu adoro a tia Cath. - Falei. - Vocês bem que podiam namorar, né? E daí ela podia vir morar aqui e podia ser nossa nova mamãe, e poderíamos vir morar com vocês. O juiz não diz que as filhas devem ficar com as mães? Então… Ficaríamos, mas com a nossa nova mãe e com você. - Oh, meu amor… - Acariciou meu rosto. - Não é tão simples assim. E a Cath e eu somos apenas amigos. - Claro, ninguém nasce namorando, né papai? Primeiro tem que ser amigos pra depois namorar. Hoje eu sou amiga do Mike, mas um dia, vou ser namorada dele, se ele quiser, é claro, tipo quando eu tiver uns… - Pensei um pouco. - 13 anos. - Como é, mocinha? 13? Mas nem pensar, talvez quando você tiver uns 43 anos, isso se eu deixar. - Falou, fazendo a gente rir. - Mas você está certa, é de uma boa amizade que nasce um grande amor, mas… posso saber de onde você tirou essas coisas? - Ué, observando… Todo mundo que namora é porque antes eram amigos, e acabaram virando namorados. - Você está muito espertinha, mocinha. - Me deu um beijo na testa. - Mas chega desse assunto. Que livro querem hoje? - Escolhe você, papai. - Disse May. Papai foi até a nossa estante de livros e olhou todos, um por um, até que disse: - Já sei, esse eu acho que ainda não li. - Se sentou no meio de nossas camas. - O nome do livro é ‘’Não me toca, seu boboca’’. ‘’O meu nome de verdade é Rita, mas só me chamam de Ritoca, eu tenho uma história para contar, foi algo que me aconteceu. Meio difícil de entender, muito difícil de falar…’’ Eu não queria continuar ouvindo a história, pois quando papai começou a ler, meu coração bateu forte e eu já imaginei do que se tratava o livro. Então, fingi que estava dormindo para ver se papai parava de ler. Segundos depois, ele parou. Senti ele me dar um beijo na testa e ouvi seus passos se afastarem. Abri os olhos e vi que papai não estava mais no quarto. Olhei para o lado e notei que May já estava dormindo. Fiquei um pouco pensativa sobre a história, papai era tão diferente da mamãe, ele me ensinava que certas coisas eram erradas, mas mamãe fazia tudo aquilo que ele dizia que não podia, o que me deixava confusa, eu acreditava no meu pai, sabia que ele que estava certo, mas não entendia o porquê de mamãe fazer essas coisas. (...) No dia seguinte, assim que acordei, vi que May não estava mais na cama. Em seguida, ouvi risos, fui vagarosamente até a sala, e vi papai fazendo cócegas na minha irmã, que ria sem parar, sorri ao vê-los. - Oi, meu amor. - Disse papai ao notar a minha presença. - Te acordamos? Neguei com a cabeça. - Está com fome? Estávamos te esperando para comer. Acenei positivamente com a cabeça. Papai nos preparou um delicioso café da manhã e comemos os três juntos. Na parte da manhã, como o dia estava chuvoso, ficamos em casa, May e eu brincamos bastante com papai. Ele dizia que trabalhava muito, era escritor de livros, trabalhava em casa, mas papai falava que quando estava com a gente, gostava de nos dar atenção total, e eu adorava ficar cada minuto com ele. Pela tarde, a chuva já havia parado, então papai resolveu sair com a gente. - Papai, podemos chamar a tia Cath e o London para ir com a gente? - Perguntei. - Vamos ver se eles podem. Fomos até a casa da tia Cath, e ela logo abriu a porta. - Oi, minhas princesas. - Ela disse com um enorme sorriso. Em seguida, se dirigiu para o papai. - Oi Carter. - Oi. - Ele falou meio tímido. - Você e o London querem sair com a gente? - May perguntou. - Vamos ao cinema e depois vamos tomar sorvete. - Eu ouvi ‘’sorvete’’? - London apareceu sei lá de onde. - Podemos ir, tia? Por favor. - Juntou as mãos em um ato de súplica. A mulher olhou para o papai, que lhe sorriu meio acanhado e depois voltou a olhar para o menino. - Vamos, sim. - Se virou para nós. - Esperam a gente trocar de roupa? - Claro, ainda temos uma hora até o horário do filme. - Disse papai. Tia Cath nos convidou para entrar para que aguardássemos em sua casa. Entramos e ficamos na sala esperando. A casa dela era muito linda, eu não entendia muito de decoração, mas havia gostado bastante da decoração da casa. London ficou pronto primeiro, e foi para a sala, onde estávamos. - E a sua tia? - May perguntou. - Está terminando de se arrumar. Ficamos brincando até a tia Cath aparecer, o que aconteceu minutos depois, e… - Você está linda! - Disse papai parecendo hipnotizado. - Obrigada! - Ela respondeu timidamente. - Mas não vamos a uma festa, é só um cinema. - Eu sei, mas quis me arrumar um pouco mais hoje. - Ela disse meio sem graça. - Fez um bom trabalho. - Papai falou esquecendo da nossa presença. Os dois ficaram se olhando por alguns segundos, esquecendo completamente que estávamos alí. De repente, acho que Cath lembrou desse detalhe e disse: - Vamos? - Hã, claro, vamos. - Disse papai sem tirar os olhos da mulher. Fomos ao shopping, que tinha perto da casa do papai. Primeiro fomos ao cinema e vimos um filme super fofo de cachorrinhos e gatinhos, era super legal, demos altas risadas. Depois fomos à praça de alimentação que tinha no shopping e tomamos sorvete, que estava delicioso, por sinal. Os dias com papai eram os melhores.
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