O Piquenique

1091 Palavras
Sentamos em um gramado de uma praça que tinha perto da casa do nosso pai, e começamos a comer, tudo estava delicioso, e de repente eu o vi. Sorri e fui correndo até ele. - Mike! - Falei ao me aproximar do garoto. - Chloe! - Sorriu e me abraçou. - Oi, Chloe. - Disse a mãe do garoto. - Oi, tia. - Sorri. - Com quem você está? - O garoto perguntou. - Com o meu pai, a May, a tia Cath e um amigo, que é sobrinho dela. - Que amigo? - Perguntou. - O London. Vem cá. - Peguei na mão dele e fomos correndo até onde minha família estava. - Olha só quem eu encontrei. Tia Cath, London, esse é o Mike, e Mike, esses são a tia Cath e o London, eles são vizinhos do meu pai. - Oi. - Disse o menino. Papai perguntou se o garoto e sua mãe queriam participar do nosso piquenique, mas educadamente, ele recusou. O menino voltou para onde estava sua mãe, e eu comi rapidamente, pois estava louca para terminar para ir brincar com ele, e assim que terminei de comer, pedi permissão para meu pai para ir brincar com meu amigo e ele autorizou. Falei para May e London, que assim que eles terminassem era para irem brincar com a gente, e sai correndo até onde estava o meu amigo. - Terminei de comer. Vamos brincar? - Do quê? - De pega - pega. - Encostei no ombro dele. - Está com você. Sai correndo e o garoto começou a correr atrás de mim, e eu ri enquanto ele tentava me pegar, quem disse que os meninos são mais rápidos, hein? Pouco depois, May e London vieram até a gente. - Podemos brincar com vocês? - London perguntou. - Claro! - Falei. - Cansei. - Mike disse indo em direção a um banco, e se pondo a sentar. Eu, hein! A gente m*l tinha começado a brincar e ele já estava cansado? Olhei para o meu amigo, e ele estava sentado cabisbaixo, não parecia estar muito bem, será que estava doente? Nunca tinha o visto assim, parecia triste, ou chateado, ou aborrecido, mas com o quê? Espero que não seja comigo, e acho que não, pois não havíamos brigado, nem nada. Deixei May e London brincando e fui até o menino. Me sentei ao lado dele, e logo perguntei: - O que houve? - Nada. - Então por que não vem brincar com a gente? - Já disse que estou cansado. - Nem me olhou. - Está bravo comigo? Fiz algo? - Não! - Sua boca dizia uma coisa, mas sua cara dizia outra. - Então vem brincar. - Não quero, Chloe, e você não precisa mais de mim, você já tem outro melhor amigo. - Do que você está falando? - Perguntei sem entender. - Desse tal de London. - Revirou os olhos. - Quem disse que ele é meu melhor amigo? - Ah… - Deu de ombros. - Você veio fazer piquenique com ele... - Ele é meu amigo, na verdade… - Me olhou rapidamente. - Eu queria que ele fosse meu irmão, porque adoraria que a tia Cath se casasse com meu pai. E você… Você sim é o meu melhor amigo. - Mesmo? - Mesmo! Sempre foi e sempre será. - Sorri e arranquei um sorriso tímido do garoto. - Você também é a minha melhor amiga. E… Eu não queria que você tivesse outro melhor amigo. - Falou meio tímido. - Bobo… Isso nunca vai acontecer, não importa quantos amigos eu tenha, você sempre será o meu melhor amigo. Ele sorriu timidamente e eu dei um beijo no rosto dele, fazendo as maçãs do seu rosto ficarem vermelhas, parecendo dois tomates. Me levantei, estiquei a mão na direção dele, e perguntei: - Vem brincar? - Ok, eu vou. Pegou na minha mão e fomos correndo até onde estavam May e London. Ficamos um tempo brincando com eles, enquanto papai e tia Cath trocavam altos papos, às vezes eu olhava para os dois, e eles conversavam e trocavam sorrisos, o que fazia eu sorrir também. Acho que papai gostava da tia Cath e ela dele, só faltava os dois perceberem isso. Após brincarmos um pouco de pega - pega e esconde - esconde, Mike resolveu pegar sua bola e ficamos brincando com ela, até que a bola rolou para longe, e eu fui buscar. Sai correndo atrás da bola, a peguei e quando me virei levei um tremendo susto. Eu havia visto um dos amigos da mamãe, que haviam me machucado, paralisei ao vê-lo. E de repente o homem me viu, eu tentei sair correndo, mas ele foi mais rápido que eu e me pegou pelo braço. - Ai! Tá me machucando. - Falei. - E vou machucar muito mais se você abrir essa boca. Veio com quem? - Fiquei em silêncio. - RESPONDE! Veio com quem? - Com o meu pai. - Comecei a chorar. - Ok. Você nunca me viu, você nem me conhece, entendeu? Acenei a cabeça positivamente, sem parar de chorar. - Ótimo! Boa menina! Qualquer dia eu passo na sua casa pra gente brincar mais, já estou com saudade. Ele saiu, e eu comecei a tremer de nervosismo e medo, nisso senti um líquido quente escorrer pelas minhas pernas. - Chloe! Por que a demora? O que houve? - Era a voz do Mike. Me virei aos prantos, e o vi. - Você está bem? Sem dizer nada, eu apenas o abracei, e ele me devolveu o abraço. - O que houve? - Perguntou assim que eu desfiz o abraço. - Por que está chorando? - Não consegui nem responder. - Você fez xixi na roupa? Olhei para baixo, notando que meu shorts estava todo molhado. d***a! Eu estava em local público, todo mundo ia ver, e iam rir de mim e me chamar de bebê, de mijona… - Hã… Eu… Eu estava procurando o banheiro, mas não achei. - Menti. - Hey, já sei! - Tirou o moletom, que estava amarrado em sua cintura, e amarrou na minha. - Deu uma disfarçada. - Sorriu. - Obrigada, você é o melhor. - O abracei. Mike era demais, estava sempre me ajudando, nem sei como ele pôde pensar que eu teria outro melhor amigo além dele. Mas acho que eu não poderia continuar brincando desse jeito, papai sempre diz que não podemos ficar com a roupa íntima molhada porque podemos ficar doentes. Ah, d***a, será que terei que ir embora?
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