Pequeno aviso: Eu tive que revisar os capítulos que foram postados para que eu pudesse continuar, por que eu não estava conseguindo me inspirar da forma que estava. Peço mil desculpas para quem já leu.
Pequenas mudanças (Para quem não quiser reler):
1. O vulgo do Castiel mudou de Cachorrão para Rato.
2. Castiel não foi para a casa da Jéssica depois do dorama, ele DORMIU na casa da ELISA.
3. Maria não namora o Víctor ela é solteira e gosta de frequentar a igreja.
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Elisa on:
Aquela noite foi perfeita, Gabriel parecia ser o homem dos meus sonhos, ele era lindo, educado, carinhoso e o principal… Só estava morando aqui no morro por causa da faculdade de pedagogia e pelo fato dele ter se voluntariado para ajudar com a turma do primeiro ano na escolinha daqui do morro. O que significava que eu não precisava me preocupar em ficar olhando para a cara dele caso não desse certo.
Estamos ficando a uma semana e eu me sentia realizada a cada vez que nos beijamos, ele era extremamente paciente e respeitava os meus limites. Mas por algum motivo eu me sentia estranha toda vez que estávamos sozinhos, era como se eu tivesse com os pés presos em algum lugar, que me impediam de caminhar na sua direção e me entregar por completo.
Ele ainda não me conhecia por completo e em somente uma semana eu posso jurar que qualquer uma relação são flores, eu não sabe que eu sou viciada em Dorama, que eu choro quando me sinto pressionada a alguma coisa, que eu coloco Filipe Ret nas alturas enquanto arrumo a casa e dançando com a vassoura mesmo estando completamente fora do ritmo.
Ele não sabe que eu sou mandona e completamente mimada quando se trata de não fazer o que eu quero, que eu amo cozinha para pessoas que comem muito... Como o Rato, que come o meu macarrão mesmo estando papado, sem sal, sem tempero ou sem qualquer outra coisa que o deixe gostoso... Ele simplesmente come.
Mas por que eu tô pensando nele agora? Deixa para lá!
Meu objetivo sempre foi ter a primeira vez com alguém que fosse extremamente importante para mim e é por saber que era algo que eu nunca iria esquecer por toda a minha vida, que eu aguardo por quase vinte e um anos o dia em que vai aparecer a pessoa certa, eu não estou esperando a pessoa perfeita ou o príncipe encantado, só alguém que se importe comigo e me ame tanto quanto eu sei que o amo.
— Pensando na vida? - Coloco a mão no peito com o susto que tomei e olhei para Rato que estava inclinado para frente e com os cotovelos apoiado na minha janela, com um daqueles seus sorrisos um pouco amarelado, mas que faz o meu peito se aquecer.
— Nada demais! — Dei com os ombros desviando o meu dele, enquanto ele pulava a minha janela e se deitava ao meu lado olhando para o teto, olhei para o mesmo que respirava como se estivesse corrido uma maratona — Veio almoçar?
— Na verdade eu tô fugindo do Coroa, mas aceito o convite — Ele diz passando a mão na barriga e eu dou risada negando com a cabeça — Como ta com o engomadinho?
— Para de chamar ele assim. - Dei risada do mesmo fazendo uma expressão repreensiva e ele faz uma careta
— Para de chamar ele assim. - Ele repete afinando a voz em um tom enjoada enquanto aumenta ainda mais a sua careta, eu dou um tapa em seu ombro.
— Eu não falo assim! - Aponto para o mesmo que ameaçou morder o meu dedo mas eu o recolhi na mesma olha com uma careta incrédula.
— Eu to ligado, essa é minha voz de mulher — Ele se apoia nos cotovelos enquanto olhava para mim — Super sexy — Diz jogando o cabelo imaginário para o lado e eu dou uma gargalhada.
— Eu juro que não sei por que sou amiga. - Digo encostando as costas na parede e o mesmo põe sua cabeça no meu colo, tirei o seu chapéu, fazendo o mesmo cair sobre a cama e levei meus dedos até o seu cabelo, começando a fazer carinho.
— Por que você me ama?! - Perguntou como se fosse o óbvio me fazendo rir e começou a mexer no celular, sem sair daquela posição e sem que eu pare de mexer com os dedos em seu cabelo.
Era difícil de aceitar que eu me sentia mais eu mesma quando estava com Rato do que ao lado de qualquer outra pessoa, mas era compreensível pelo fato dele ser o meu melhor amigo a mais de 15 anos e viver quebrando todas as barreiras que faço ao tentar me afastar se alguém.
Logo minha mãe bateu na porta e eu praticamente gritei um entra, fazendo com que ela abrisse a porta de imediato e encarasse o Castiel que acabou cochilando com o celular na mão enquanto eu fazia cafuné no seu cabelo.
— Eu ainda vou infartar com esse menino entrando aqui em casa feito um bandido. - Ela coloca a mão no peito fazendo drama e eu me levanto da cama com cuidado para não acordar o dorminhoco, liguei o ventilador para que ele pudesse ficar em um ambiente mais fresco enquanto tirava o seu cochilo.
— Drama é com a Tia Vitória, não combina muito com a senhora. - Disse rindo da sua careta e ela deu com os ombros - Admite que se você pudesse adotaria ele como filho.
— Filho e afilhado não tem muita diferença, ele vive aqui desde que era moleque e almoça quase todos os dias - Diz olhando para Rato que dormia tranquilamente em minha cama com um sorriso carinhoso nos lábios - Mas adoraria ter ele de genro.
— De novo com isso? - Perguntei rindo e ela afirmou com a cabeça, como se não fosse nada demais a minha mãe ficar anunciando por aí que eu e o meu melhor amigo, que eu conheço desde que nasci pudessemos ser algo além de melhores amigos - Sem chances mãe, o Castiel e eu não nos vemos dessa forma.
— Se você diz - Dúvida fazendo com que eu olhe para ela incrédula, mas ela apenas abriu um sorriso sapeca e me olhou por cima dos ombros - O Almoço já está pronto, mas como o Castiel tá dormi...
Na mesma hora ele se levantou da cama e saiu do quarto sem dizer uma palavra sequer, fazendo com que eu e minhas nos entreolhassemos com a expressão de surpresa no rosto de cada uma, mas logo começamos a rir. Não demorou muito para que eu e minha mãe chegássemos à cozinha, onde Rato já estava se servindo com um enorme prato de feijoada.
Nos sentamos e logo meu pai chegou na cozinha rindo de alguma coisa enquanto encarava o celular, mas seu sorriso desaparece quase de imediato dando lugar para uma careta assim que ver o Rato, que estava tranquilamente comendo a sua comida e fascinado o suficiente no seu prato para presta atenção no homem mais velho.
— Que eu saiba Rato come chumbinho, quer que eu pegue? - Diz se sentando ao mesmo tempo que leva um olhar de repreensão de minha mãe e eu mordo os lábios prendendo a risada.
— E que eu saiba você deveria tá ajudando na laje, quer que eu avise ao meu pai que você tá aqui? - Ele retrucou erguendo uma de suas sobrancelhas, como se desafiasse ao meu pai a fazer qualquer gracinha, meu pai engoliu em seco e deu um sorriso desfaçado sem mostrar os dentes.
— Pega mais feijão, tá bestano é? - É tudo o que ele fala antes de começar a se fazer servir e eu dou risada tanto do sorriso vitorioso do Rato como da cara de decepcionado do meu pai ao saber que tomou de um a zero para um homem que tem metade da sua idade.
O almoço estava indo tranquilo, meu pai e Rato não paravam de jogar indiretas um para o outro e se olharem torto, minha mãe brigava com JP por está agindo como se tivesse 20 anos e também brigava com o Rato por ficar provocando o padrinho. Enquanto eu só ficava observando e rindo.
— Ah, pai - O chamei fazendo com que ele parasse de explicar para Rato sobre algo relacionado a boca e olhasse para mim. - Vou sair com o Gabriel hoje, pode ser?
— Aquele engomadinho? - Perguntou com uma careta indecifrável me fazendo revirar os olhos e olhar para o Rato que estava tentando esconder o rizo- Tá saindo demais com ele não?
— Deixa a menina viver, João. - Minha mãe exclama e eu afirmo com a cabeça como se concordasse, fazendo com que Castiel que não tinha nenhum direito de opinar negasse com a cabeça.
— Foi vivendo que a senhora engravidou dela - Guilherme falou entrando na cozinha fazendo todos os olharem se voltarem para ele. — Eu tô mentindo? — Perguntou como se fosse o óbvio e fez um toque de mão com Rato, fazendo com que eu olhasse os dois com os olhos cerrados enquanto negava com a cabeça suavemente demonstrando a minha decepção e frustração.
Minha mãe e meu pai começaram uma discussão que parecia infinita, sendo filha de um casal que se agarrou assim que se conheceram e que nem sabia o nome um do outro eu esperava um pouquinho mais de liberdade..
Não que eles me prendam, longe disso, posso dormir onde e quando quiser desde que eu avise, pega o dinheiro que eu quiser na carteira de meu pai desde que eu internet e ter o meu melhor amigo no meu quarto sempre que eu quiser.
A mas você tem avisa tudo o que faz? SIM! Ainda não tenho minha própria casa e nem meu próprio dinheiro, então não acho nada mais justo.
Quando os dois finalmente pararam de discutir, eles concordaram em me deixar sair se o Guilherme concordasse em ir comigo.
Mas como meu irmão é chato e ama me irritar, disse que não estava com vontade de sair hoje e que se dependesse dele eu não iria pôr os pés para fora desta casa.
— Vai Pigmeu, eu faço qualquer coisa. - Disse quase choramingo e ele suspira olhando olhando para mim e tirando a sua atenção do jogo no celular.
— Primeira coisa: Quero que você pare de ocupar tanto o tempo do Rato.
Segunda coisa: Vamos voltar para casa quando eu quiser, entendeu?! — Ele responde com a sobrancelha erguida e eu franzi o cenho olhando para o mesmo, a segunda eu já sabia, mas por qual motivo envolver uma pessoa que não tem nada haver nisso?
— O que o Rato tem haver com isso? - Perguntei em um tom desconfiado e ele deu com os ombros.
— É coisa de homem. Vai pegar ou largar? - Pergunta sério e eu afirmo com a cabeça segurando a risada.
— Ele vem 18:00, esteja pronto e por favor, mantenha sua boca fechada - Digo apontando o dedo para o mesmo que finge fechar um zíper na sua boca e jogar a chave pela janela, eu continuo olhando para ele desconfiada por alguns segundos antes de decidir confiar no meu irmão.
Sair do quarto do meu irmão e fui para o meu, onde o Folgado do meu melhor amigo se encontrava deitado na minha cama mexendo no celular com um seus sorriso cativante, eu me deitei ao lado dele e mandei uma mensagem para o Gabriel falando que estava tudo certo para hoje, fui respondida por um "Estou contando as horas" que fez um sorriso bobo aparecer no meu rosto e meu coração acelerar
— Ta gostando mesmo do engomadinho? - Perguntou-me fazendo olhar para ele, seus olhos me encaravam
— Na verdade eu não sei. - Disse me deitando no seu ombro e ele respira fundo começando a fazer cafuné no meu cabelo, sem parar de rolar os vídeos no seu feed.
— Fala a verdade, tá emocionadona. - Ele diz me fazendo rir e dá um tapinha na sua barriga, me viro para o mesmo apoiada nos meus braços e ele olhou para mim curioso.
— Você já gostou de alguém? - Perguntei fazendo o mesmo me encarar sério por alguns segundos. - Me responde. - Perguntei fazendo cosquinha na sua costela e ele riu.
— Já - Respondeu me olhando com um sorriso ladino e por um segundo minha mente viaja, fazendo com que eu pense que poderia ter sido eu. - Sabe a Roberta?
— A sem dente? - Fiz uma careta o fazendo gargalhar e negar com a cabeça.
— A cria do da padaria - Respondeu e eu senti o meu coração se apertar, imaginar os dois juntos me fazia sentir uma coisa que eu não sabia explicar, mas parecia a mesma coisa de quando alguém tomava de você algo que você gostava muito. - Eu era afinzão da amiga dela. - Ele diz olhando nos meus olhos e mordeu a boca como se esperasse ansioso com uma resposta, coisa que fez o meu coração parar de bater por alguns segundos. Mas eu me concentrei em saber que amiga poderia ser e me dei conta que ela era amiga de quase todo o morro.
— Cite, nomes. - Disse olhando para o mesmo com a sobrancelha erguida e ele negou com a cabeça rindo. - Vamos - Comecei a fazer cosquinha nele que ria sem parar, nem parecia um vapor tirado a machão nessas horas, ele segurou meu braço e eu uma tentativa de me soltar eu quase cair da cama, mas ele me puxou para si tão forte que fez minhas costas bater com a parede e eu ficar deitada de frente a ele.
Ele me encarava com aqueles olhos castanhos escuro e o barulho do mesmo engolindo em seco fez com que eu olhasse para sua boca, ele desceu sua mão que estavam nas minhas costas devagar indo até a minha cintura e apertou a mesma, fazendo com que eu soltasse um pequeno gemido de surpresa e meus pelos do corpo todo se arrepiasse.
— Elisa... - Disse enquanto encarava a minha boca e voltou a atenção para meu rosto fazendo com que o meu coração saltasse e eu soltasse um ar que nem sabia que estava perdendo. - É melhor você se arrumar.
Ele diz tirando a mão da minha cintura e se senta na cama, enquanto eu continuo no mesmo lugar ainda tentando analisar, aquele Elisa era a resposta da minha pergunta? Ou ele estava me tirando dos pensamentos para que eu pudesse me arrumar? Olhei para Castiel que agora estava em pé.
— Já vai? - Perguntei me sentando na cama enquanto o encarava.
— Vou trampar. - Ele respondeu me dando um beijo na testa e vai em direção a janela. - Avisa pra sua mãe que tudo o que ela faz é uma delícia.
Ele fala me olhando de cima a baixo e dá uma piscadinha me fazendo rir, pular pela minha janela para o lado de fora e o perco de vista segundos depois. Eu respirei fundo e me levantei indo ao guarda roupa para escolher uma roupa. Optei por um vestido rosa fraco estilo princesinha e uma sandália de couro com fivela, coloquei uma lingerie de renda. Sei que era frescura, mas eu amava usar as lingerie em conjunto.
Não demorou muito para que eu já estivesse pronta e Pigmeu aparecesse na minha porta com calça jeans, uma camisa preta longa e em seus pés estava um sapato de marca branco. A campainha tocou e eu senti o meu estômago se remexer quando imaginei o Gabriel todo arrumado do outro lado da porta. Saí do quarto e caminhei até a sala rapidamente, pegando a minha bolsa que por algum motivo estava na sala. Me despedir dos meus pais e corri até a porta, abrindo a mesma e dando um largo sorriso.
— Meu Deus… - Ele diz parecendo surpreso enquanto me olhava de cima a baixo. - Como pode ficar ainda mais linda do que já é?
— Não exagere - Digo rindo para o mesmo que também dá risada e vira a sua atenção para o meu irmão, que estava com os braços cruzados e uma cara de tédio. - Meu pai só deixou eu ir se eu trouxesse ele.
— Então ele vai ser meu convidado de honra. - Disse com um sorriso para o meu irmão, fazendo com que o mais novo revirasse os olhos.
— Eu sou TeamRato, parceiro. - Ele diz me fazendo arregalar os olhos e sai andando com os braços cruzados, fazendo com que Gabriel fique sem graça. - E dá pra adiantar? Eu não tenho o dia todo.