O sinal do intervalo ecoou pelos corredores do colégio com a mesma familiaridade de sempre, mas, naquele dia, o ambiente estava diferente. Algo pairava no ar – uma tensão silenciosa, quase elétrica. Yang saiu da sala com passos largos, ao lado de Diego, discutindo animadamente, mas não por qualquer bobagem do dia a dia. Estavam em desacordo sobre algo aparentemente banal, mas carregado de simbolismo: onde se sentariam. "Já falei que a nossa mesa é ali, perto da janela", insistiu Yang, apontando para o canto que ocupavam desde o início do ano. "Mas Marco, Daniel e eu sempre sentamos do outro lado. Faz mais sentido irmos pra lá", retrucou Diego, cruzando os braços, firme. O embate de vontades chamou atenção. Alguns alunos pararam para observar de longe. Aquele não era um bate-boca qualque

