Marco encostou o carro em frente ao prédio de Eva e virou-se para ela com um sorriso travesso nos lábios. O Porsche preto cintilava sob a luz dourada do fim de tarde, como uma promessa silenciosa de tudo que ele podia oferecer — poder, desejo, e o tipo de proteção que assustava e seduzia ao mesmo tempo. "Vai dormir aqui ou na minha casa?" perguntou ele, com a voz grave, os olhos fixos nela de forma intensa. Eva não era ingênua. Sabia muito bem o que aquela pergunta significava. Dormir em sua própria casa significava conforto e rotina. Dormir na casa de Marco significava entrar no mundo dele de forma definitiva. Um mundo que incluía mais do que apenas lençóis de cetim e cafés da manhã gourmet. Incluía o quarto do andar de cima. O quarto que ela já conhecia. O quarto onde Marco revelava nã

