O silêncio que dominava o apartamento de Marco Santini era tão denso que quase dava para ouvir o pulsar acelerado de seu próprio coração. O ambiente refletia seu estado de espírito: sombrio, carregado, como se as paredes fossem cúmplices silenciosas de sua fúria contida. Ao entrar, ele atirou a mochila em um canto qualquer da sala e, com passos pesados, seguiu até a mesa onde havia deixado o celular. Os olhos de Marco pousaram sobre o aparelho com um brilho sombrio. A tela, marcada por chamadas perdidas, o acusava sem pudor. Eram muitas ligações de Daniel, dezenas delas — o que não era surpresa, considerando o caos que tinha se instalado na escola mais cedo. Mas, logo abaixo, seu peito pareceu se contrair quando viu o nome de Eva. Com um movimento hesitante, ele desbloqueou a tela. As me

