Capítulo XLVIII

1285 Palavras
Celleney Peny. - Se cansou de fazer o que fez desde o seu primeiro dia aqui, Celleney? - eu estava distraída nas minhas memórias quando a voz da Lyra soa, e vejo-me obrigada a suspirar pedindo por paciência porque sei que vou precisar. - Eu gostaria de saber o que foi que eu fiz desde o primeiro dia que cheguei aqui, a não ser ouvir as humilhações de vocês. - eu falo, me levantando do balouço, vendo que a minha taça está vazia. Quanto tempo eu fiquei aqui? Quando eu terminei ele que eu não notei? - Além de inconveniente e m*l-educada, manipula tudo e todos ao seu favor. - ela afirma se aproximando de mim e eu franzo o cenho a encarando, já farta dela. - Quem eu manipulei, Lyra? - eu questiono-a. - Está a tentar manipular tudo e todos a sua volta. - ela diz. - Está a tentar seduzir os meus irmãos, mentiu simplesmente para continuar nesse palácio, e participar de um baile do qual uma plebeia como você jamais devia ter participado, e ainda fingiu que não queria participar, mas m*l chegou e obteve o que queria, que está aproveitando cada segundo possível para seduzir cada nobre aqui presente. - ela fala e eu simplesmente olho para ela, que está montando toda uma ficção na cabeça dela. - A Cora. - ela diz e eu suspiro fundo. - Eu não quero que se aproxime da minha irmã, não quero que a influencie com os seus maneirismos plebeianos. - ela fala e eu me aproximo dela, guardando a minha vontade de enfiar a palma da minha mão no rosto dela. - Escuta aqui garota, você está me tirando tanto a minha paciência que vontade não me falta de mostrar os meus maneirismos plebeianos. - eu falo para ela que arregala minimamente os olhos assustada ou até surpresa. Com certeza estava à espera que eu a ignorasse novamente. Não está habituada que a respondam de volta, não, princesa Lyra? - Eu estou aqui porque a sua tia me obrigou. - eu digo-lhe. - Se conhece os seus irmãos um bocado, devia ter entendido o que eu entendi no pouco tempo em que cá estive, saberia que eles não são manipuláveis. - eu falo. - E ao contrário de você, a Cora foi e está sendo simplesmente empática comigo. - eu lhe digo. - Você não é ninguém para me ditar alguma coisa. - eu afirmo e a sua boca forma um “O” quando ela franze o cenho indignada. - Eu sou a princesa da terra em que você está pisando, do palácio em que você está hospedada, e não só me deve respeito, como deve se atentar a forma que se dirige a mim. - ela exige, e ela não sabe com certeza com quem ela está falando. Literalmente. - Se tiver alguma reclamação quanto a minha estadia aqui, vá falar com o seu irmão e não me atente, Lyra. - eu falo exausta dela, me segurando para realmente não rasgar a minha língua com ela. - O que as duas estão a fazer aqui? - a voz do Virgil soa atrás de nós, fazendo com que nós nos virássemos para ele. - Eu estava apenas avisando a Celleney que devemos nos despedir dos convidados, meu primo. - olha como ela é toda querida. - Pois então, regressem. - o Virgil diz e eu reviro os meus olhos e a mesma assente saindo daqui. - Veio para cá apenas para nos chamar? - eu questiono para o mesmo que permaneceu aqui, me encarando. - Porque mais eu viria? - ele questiona, me encarando enquanto eu caminho na direção dele. - Provavelmente para ficar perto de mim, já que o fez e continua aqui. - eu falo e ele sorri. - Não acha que está sendo demasiado convencida, priminha? - ele questiona e eu sorrio caminhando com ele para fora dali. - Não tanto quanto você. - eu digo-lhe. - Cansou do baile? - ele questiona depois de um tempo, enquanto eu reparo nos nobres já se despedindo pelo imenso jardim. - Cansei antes mesmo de participar nele, mas não é como se você fosse entender. - eu o respondo. - Oh, hoje está mais agressiva que o comum. - ele diz todo irónico. - Você ainda não me viu sendo agressiva priminho. - eu o respondo exausta. - Isso é porque não entrei com você na apresentação? - ele questiona e eu levanto o meu olhar até ao dele. - Isso é porque você não me deixa em paz e acha que eu me importo com você. - eu falo e o seu sorriso diminui um pouco enquanto eu paro para o encarar. - Me erra, Virgil, ao menos por hoje. - eu falo e o deixo ali parado e embasbacado. Talvez eu tenha tomado mais vinho que o devido? Talvez… Mas eu não estou mais com paciência para ele e nem para a Lyra, e para falar a verdade, por enquanto com ninguém. Pensar em como vou sair daqui, está me dando um medo e uma dor de cabeça danada, e nenhum deles está ajudando e sim me atrapalhando. Todos eles! Tudo isso! Um século tão arcaico quanto esse devia ser mais simples de resolver as coisas, mas aparentemente não, elas são mais complicadas. Caminho em direção à entrada onde vejo a duquesa, o Henrik, o Charles a Lyra e a Cora, sendo reverenciados por todos os que se despedem daqui com um sorriso enorme. Eu não irei mentir, isso foi completamente diferente do que achei que seria, esse baile foi surreal, diferente, porém, nem tão pouco aborrecida quanto achei que seria. Eu me aproximo da Cora que despede aos demais, e o Virgil me acompanha, levantando o sorriso para as pessoas que fazem a reverência e eu limitei-me em fazer o mesmo. - Nobre senhorita Mille, foi um enorme prazer finalmente poder conhecê-la, espero ter a honra de estar na sua presença em breve, novamente. - o arquiduque fala para mim, e os olhos do Henrik, da duquesa, do Charles, da Lyra e do Virgil que estavam despedindo outra pessoa vêm na nossa direção. Eu me seguro para não rir, e disfarço a vontade em apenas um sorriso. Olha o senhor palavras estranhas, vulgo arquiduque ficou mesmo encantado por mim. Que engraçado. Ele assente e continua se despedindo. - Ele realmente gostou de você. - a Cora sussurra sorrindo ao meu ouvido e eu riu. Que besteira. As pessoas vão se despedindo, quando o Leopoldo aparece, e eu só notei pelo pequeno som de animação que a Lyra soltou, porque a esse ponto de tão exausta que eu estou, não estou prestando atenção em quem estou despedindo e nem sequer sei porque razão eu tenho de estar aqui ainda. Mal levei os meus olhos até ele, a sua mão alcançou a minha, e ele levou até os seus lábios. Com os seus olhos nos meus ainda, não vou mentir o meu rosto está queimando. - Foi um prazer enorme, conhecê-la, nobre senhorita. - ele diz e eu sorrio, e ele assente, indo para a Cora e eu fiquei meio atordoada. Como podem todos eles serem tão bonitos, mesmo sendo dessa era dos tiranossauros? Que loucura! - Você terá vários pretendentes! - a Cora exclama animada e eu me limito em sorrir, e continuo com essa palhaçada que parece que é a minha sina por estar morando de favor, por aqui. Todo o local vai se esvaziando, até finalmente os milhares de pessoas terem ido embora, e eu suspiro aliviada, por finalmente puder fazer o que preciso fazer e tirar esses tecidos e ferros todos de cima de mim.
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