Capítulo LV

1226 Palavras
Celleney Peny. Basicamente naquele dia, eu e a Cora ficamos nesse enorme palácio sozinhas, com outros milhares de trabalhadores, mas sozinhas. Vocês entenderam. No jantar estivemos apenas eu, ela, a Lyra que chegou bem quando o sol estava se pondo junto da Christine. E eu penso que elas tiveram um dia tão bom, que decidiram não me atacar hoje, o que foi ótimo. Onde estavam os três pedaços de m*l caminho? Eu não faço a mínima ideia, mas eu não os via até agora, que é o horário do pequeno-almoço, e supostamente hoje tem algum evento, em algum sítio. O Henrik não está aqui, ao que tudo aparenta, portanto, não tenho certeza se ele estará no evento, ou não. Mas o Charles e o Virgil estão. Neste momento eu estou no quarto, fazendo uma trança embutida nos meus cabelos, já vestida para esse tão aclamado evento. Não irei mentir eu estou ansiosa e curiosa para ver como são os outros lugares daqui, e ver como eles supostamente se diverte. - Celleney! - eu ouço a voz da Cora no quarto. - Estou aqui. - eu respondo-a e vejo ela entrar na casa de banho através do espelho. - Que trança linda. - ela elogia, e ultimamente estou duvidando das suas opiniões, ela acha tudo lindo. Brincadeira, eu realmente caprichei na trança. O vestido em tom rosa que estou a usar, felizmente, tem alguns quilos a menos que os outros, e isso me deixou contente também. - Obrigada. - eu agradeço-a. - Eu trouxe o seu relógio, ele está pronto, espero que goste. - ela diz, me mostrando um lindo relógio de bolso, nada fora do comum, porém a construção dele é surpreendente. Ele é de ouro, e é atrativo aos olhos. - Meu Deus, obrigada Corinha! - eu digo indo até ela e a abraçando. - Eu espero que seja do seu agrado. - ela fala rindo e ruboriza. - Claro que é, muito obrigada. - eu agradeço-lhe pegando nele. - Por nada. - ela diz ainda sorrindo. - A carruagem já está pronta, devemos ir. - ela avisa. - Tudo bem. - eu respondo-a e termino de ajeitar o meu cabelo, assim que voltar preciso lavá-lo. Em pouco tempo estávamos na carruagem, aparentemente cada um vai numa carruagem separada, eu vim com a Cora obviamente, a Lyra com a sua dama de companhia e a Christine também. Provavelmente é uma regra de segurança. Bem diferente, normalmente, ao menos na minha família, era algo implementado para voos, aqui é implementado em carruagens. Questiono-me o que pode acontecer aqui? Tudo parece tão pacífico por aqui, que não me parece que alguém vá sabotar a carruagem deles para nada, ou nem sequer ousariam. Eles parecem ser imensamente adorados, talvez invejados, porque estão numa posição que deve atrair esses olhares constantemente, mas não penso que a ponto de os atacarem. Fui o caminho inteiro conversando com a Cora, observando os inúmeros lugares bonitos desse lugar. Os meus olhos perderam-se novamente em cada coisa que via, tudo parece ter saído literalmente de um livro, um Universo completamente diferente e extremamente bonito, os lugares são surreais de bonitos, a arquitetura dos locais, é fascinante, iguais a infraestruturas que nós vamos visitar ou são feitas de museus. Eu fiquei estupefacta, parece que cada vez que saio daqui, levo um choque de realidade abrupto. - Onde é aqui? - eu questiono para a Cora, vendo que entramos onde com certeza irá decorrer o evento. Algumas das faces que vi ontem estão aqui, e com os seus trajes arcaicos e elegantes preenchendo esse espaço, lindo, perfeito para uns piqueniques pelo que estou vendo. - A cidade de Équoria, mais especificamente onde decorrem os mais badalados eventos, de Eldravia. - ela diz sorrindo. - É um dos meus lugares favoritos. - ela conclui e eu sorrio apreciando o movimento. - E que evento terá aqui, mesmo? - eu a questiono curiosa. - É mesmo, nós não dissemos para você! - ela exclama. - Hoje é o Derby Dourado de Eldravia, basicamente uma competição de corrida dos melhores cavalos por aqui, decorrem normalmente apostas, socializar, e tem várias coisas… legais, para se fazer e se divertir. - ela diz, e eu sorrio. Ela realmente gostou dessa palavra. - Parece bacana. - eu falo. - Bacana… - ela balbucia, e eu sorrio. - É o mesmo que legal, pois não? - ela questiona intrigada. - É sim. - eu digo e ela sorri como quem acrescentou uma palavra ao seu vocabulário. A carruagem para, e instantes seguintes o guarda abre, e eu deixo a Cora sair adiante e logo em seguida eu saio. Esse lugar é de tirar o fôlego, realmente. Enquanto admiro o paisagismo do lugar eu sigo a Cora, que se junta a Christine e a Lyra que chegaram um pouco antes de nós. - Você não deve se alinhar ao nosso lado, e sim dois passos atrás. - a Lyra fala com desdém, que veio repentinamente, e eu suponho que seja pelos olhares que se estenderam. - Como desejar, princesa. - eu falo, me afastando e aproximando-me de onde a Karen está, sem problema algum. Com certeza não tenho vontade alguma de andar próxima dela. A Christine faz cara de paisagem, enquanto uma das mulheres que ela me apresentou ontem se aproximam e elas se saúdam, enquanto eu fico observando o espaço, atónita com o quão diferente as coisas realmente são. - Senhorita Mille, que ótimo vê-lá. - a princesa Rosalind diz e eu sorrio, fazendo uma curta vénia. - Como está? - eu questiono-a e por alguma razão parece que a minha questão pegou-lhe desprevenida, mas mesmo assim ela manteve um sorriso no rosto. - Muito bem, obrigada. - ela responde e eu assinto. Ela volta a falar com a duquesa e eu aprecio o lugar. O hipódromo aqui, é uma maravilha que só, eu acho que realmente irei me divertir por aqui. Eu estava passeando o meu olhar pelo lugar quando vi a Helena e mais um grupo de moças olhando fixa e sugestivamente para um lugar específico, que curiosa eu olhei também e vi o Henrik. Ele está aqui. E está… Celleney Peny, já chega. Chega! - Tudo bem, senhorita? Parece ofegante. - a Karen me questiona e eu fecho os olhos sentindo um calor inexplicável repentinamente. Isso ainda vai me deixar doida. - Eu estou, é só o vestido que está apertado. - eu minto. - A competição irá iniciar brevemente, gostaria de ir ao seu lugar? - ela me questiona, enquanto seguimos as três na frente. - Eu gostaria de conhecer esse lugar, podemos andar um pouco? - eu questiono-a vendo também o arquiduque por aqui, e por mais que ele tenha me oferecido um belo colar de safiras azuis e um monte de buquês, eu não estou afim de conversar com ele. Ou, com nenhum deles. Eu estou tentando conhecer o lugar, para ser mais fácil para mim, identificar onde essa floresta está, ou ao menos como me direcionar até ela. Se eu simplesmente fui parar lá, talvez, tenha… alguma resposta, alguma coisa, não? Eu estou ficando lunática. - Claro, como desejar. - ela responde e distanciámo-nos delas e a Karen prossegue me apresentando o lugar, e tem uns petisquinhos aqui, pessoas fazendo piqueniques… Um paisagismo surreal. Eu consigo me distrair com isso, até essa competição começar.
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