Capitulo LII

1879 Palavras
Celleney Peny. Cheguei a sala de desjejum e foi aí que a realização do que aconteceu essa madrugada me faz lembrar que eu simplesmente, chorei igual uma condenada para o Henrik. Eu estava cansada e ainda estou, mas é como se a minha memória voltasse depois de um tempo de ressaca e agora eu tomasse a consciência dos meus atos. O que normalmente acontecia comigo. "O que é isso Saul? - questiono ao mordomo daqui da mansão, após sair grogue do quarto, e ver ele com um jornal e um IPad na mão, próximo ao escritório do meu avô.” O seu olhar nessas horas era de quem dizia: “Aja paciência.” Mas ele me ama. “Senhorita Celleney, teve ideia do quanto a procurei? - ele questiona, e as memórias de eu pulando o murro, e correndo até ao final da estrada para subir na moto do Alex, irmão da Alice minha amiga, para ir para uma… festinha.” “Por isso os meus braços estão doendo… - eu comento, me lembrando que foi um trabalho t****r a árvore, para alcançar a parte do murro sem p******o elétrica.” Outra longa história. “Escutou a minha questão? - ele questiona-me inconformado e eu dou umas batidas no ombro dele.” “Sim, eu não contei nada para você porque você é um boca solta, e ia me dedurar para o meu avô. - ele parece o informante do senhor Peny agora, antes ele era bem mais legal.” “Ah… - ele fala sarcástico e eu o observo ainda meio sonolenta. - Dessa vez eu não fui boca solta, a senhorita meteu-se no que não devia e sem mesmo eu precisar falar o seu avô, vai saber o que fez.” “Do que está falando Saul? Eu não fiz nada. - eu falo confusa, mas com o coração acelerando cada vez mais.” “Então foi parar nas notícias justamente por não fazer nada, ainda por cima ilegal, pois não? - ele questiona todo irónico virando o IPad para mim, e a lembrança vem tão forte quanto um raio batendo na cabeça de alguém.” “Eu não sabia que tinha gente dedo duro filmando, Saul. - eu falo vendo vídeos meus, simplesmente… fazendo… rali.” “Por que você está entrando no escritório dele com tudo isso? Qual é a necessidade de você também ser um fofoqueiro, Saul? - eu o questiono indignada.” “Se eu não mostrar, uma hora ou outra, o senhor Peny ficará sabendo das avarias inconsequentes que a sua neta anda fazendo. - ele diz e eu suspiro fundo, eu preciso de um remédio para dores de cabeça.” “Por favor não mostre nada, Saul! - eu choramingo para ele que me encara suspirando fundo. - O vovô não usa redes sociais, se você não contar, ele não ficará sabendo. - eu peço e ele revira os olhos.” “Eu preciso entregá-lo o jornal, e a notícia está aqui também. - ele conta e eu suspiro, pegando no jornal e retirando a página onde esses fofoqueiros me colocaram. - Problema resolvido, dê-me isso também. - eu falo pegando o IPad de volta também e ele apenas me encara repensando toda a sua vida.” Enfatizo, ele me ama mesmo assim. “Você está me fazendo ter mais cabelos brancos do que devia. - ele reclama e eu sorrio saindo dali, precisando urgente de um analgésico. “Você está envelhecendo certinho, não seja dramático, Saul. - eu falo saindo de lá para a cozinha, enquanto ele abanou a cabeça e pediu licença para entrar no escritório do meu avô, que com certeza pensa que eu estava dormindo.” Eu tinha chegado há uma hora atrás. Fui para a cozinha. “Oh, bom dia, Celleney, descansou bem, querida? - a governanta daqui da mansão que é a única que está na cozinha inclusive questiona bem humorada como sempre enquanto eu amasso a folha do jornal e jogo no lixo.” “Bom dia e não! - eu a respondo e a mesma sorri. - Pode me dar um analgésico, por favor? - eu a peço, enquanto vou me servindo um copo de água.” “Ah… nunca mais. - eu balbucio pegando na minha cabeça que está explodindo.” “Não estava na mansão, não é? - ela questiona já sabendo da resposta e eu simplesmente faço-me de desentendida tomando o analgésico, pronta para ir dormir agora, quando o rugir do meu avô, espantou a minha alma” “Celleney Peny Mille! - eu estou ferrada.” “d***a! - eu falo sentindo até a minha melanina sumir com a minha alma e até a governanta ficou paralisada.” Acabou que os meus primos chegaram já abrindo a boca de trombone deles para o meu avô, íamos tomar pequeno-almoço todos juntos, e obviamente não só recuperei a memória perdida da ressaca como levei a baeta de uma bronca palestrante, com eles metendo mais lenha na fogueira, para variar. Mas todos estavam habituados a mim, todos! Aqui ninguém é habituado a mim, eu não conheço ninguém e eles não me conhecem. E eu simplesmente desabei na frente do Henrik, o que ele vai fazer comigo agora? Ele não me deixará ficar aqui, por nada, não é? Ele irá se casar, a Lyra irá se casar, aparentemente, pelo que entendi a duquesa não mora aqui, e veio apenas por causa de tudo isso, não terá por que eu cá ficar. Nem sentido fará se eu cá ficar, eu vou ser escorraçada daqui, e para onde eu irei? Com o que sobreviverei? Eu praticamente não dormi a noite inteira procurando arranjar o que eu achava que estava errado no relógio, mas nada! Absolutamente nada funcionou. Eu estou completamente ferrada e frustrada. Encontro todos, exceto a duquesa na mesa, os três pedaços de m*l caminho que estavam em pé, viraram os seus olhares para mim assim que me viram entrar, e imediatamente o meu rosto aqueceu, enquanto a Cora e a Lyra estavam já sentadas. Já estava embaraçoso, até eu simplesmente ter retrospetos do que aconteceu essa madrugada, a forma que as mãos atraentes e os braços fortes e veiados do Henrik circundaram e pegaram seguraram a minha cintura, como ele me carregou e ainda me deixou aninhada nele. Rapidamente as minhas pernas foram perdendo gradativamente forças nas pernas e eu vejo-me obrigada a retirar o meu olhar deles, para a Cora, que sorri, me observando. - Bom dia! - eu saúdo, entrando na sala. - Bom dia! - eles respondem, com exceção da Lyra. Ela realmente está me detestando, mas tudo bem, eu também já não estou tentando ser apreciada por ela. - O seu cabelo está lindo! - a Cora elogia, enquanto vou me sentar ao seu lado e sorrio. - Muito obrigada, o seu também. - eu falo e ela sorri, enquanto eu procuro sentar-me sem que nenhum ferro me espete. - Está melhor, Celleney? - o Charles questiona-me fazendo com que eu levante o meu olhar para ele, e encontro ele com um sorriso empático me fazendo sorrir. Não, Charles, eu estou m*l. - Eu estou. - eu o respondo e ele observa-me cautelosamente assentindo, como se não acreditasse completamente em mim. - Obrigada. - eu falo. - O que aconteceu priminha, sentiu-se m*l? - o Virgil questiona-me e eu reviro os olhos com o seu sarcasmo. - Para de chama-lá assim. - a Lyra diz, e o Virgil sorri, pegando um bolinho que estava aqui. - Está com ciúmes, priminha? - ela questiona e eu simplesmente suspiro fundo tentando acalmar a tempestade dentro de mim. - Eu tenho espaço para todos vocês. - ele diz, e eu só o ignoro. No mesmo instante a duquesa entra, com um semblante alegre. A conversa hoje aqui fluiu de forma surreal, que hoje eu literalmente fiquei sobrando, até instantes. Um moço, com a voz de quem estava falando com o Henrik mais cedo. O chanceler ou isso. Ele está com outras pessoas atrás deles, com inúmeros, inúmeros e imensos buquês de flores, e uma pequena caixa. O sorriso da duquesa se estendeu e o da Lyra também. Já a face dos três aqui, ficou séria no mesmo instante, juro que essa é a cara que os meus primos ficavam, e isso me faz sorrir. - Olha o que o príncipe Leopoldo mandou para você, Lyra! - a Cora exclama se levantando curiosa, e a Lyra ruboriza animada e eu continuo comendo observando. - Sente-se, Cora. - a Christine diz para a Cora que a contragosto se senta. - O que tem na caixa? Traga-a para mim. - a Lyra diz curiosa e inquieta, e o olhar do chanceler sai do dela para mim, e o seu rosto ruboriza. - O que foi? - eu o questiono. - Lamento princesa, o remetente desses presentes foi o arquiduque Sebastian Augustus von Castellanos, para a jovem nobre, Celleney Peny Mille. - ele m*l terminou de falar e eu me engasguei com a comida, que comecei a tossir literalmente. - Quê?! - a Lyra questiona fula da vida, enquanto eu alcanço o copo de água engasgada. - Oh! - o i****a do Virgil exclama rindo. - Tão rápido priminha? - ele questiona e eu me limito em lançar o meu olhar de cala a boca, para ele. - Agora não é horário para abrir prendas de pretendentes. - a duquesa fala, com certeza por conta da Lyra que ficou a personificação da cor vermelha. - Claro que é, entregue a caixa para senhorita Celleney. - o Henrik fala, e eu levo o meu olhar para ele, querendo entender o que ele está fazendo. A irmã dele está com os olhos quase saindo raios lazer e ele está insistindo. - Não é necessário. - eu falo com lágrimas nos meus olhos por conta do engasgo. - Por favor abra, estamos todos curiosos para saber o que o arquiduque mandou. - a Cora diz curiosa e eu sorrio sem graça olhando para a Lyra. - Vá que dê uma ideia para o Henrik. - o Virgil diz e o meu coração falha um batimento. - Por favor, o que o arquiduque saberia de presentes? - a Lyra comenta amargurada. - Obrigada. - eu agradeço ao chanceler que deixa a caixa na minha frente e eu suspiro fundo, abrindo a caixa, e me surpreendo com a peça, dentro dela. - Estupendo! - a Cora exclama se levantando. É simplesmente um colar de safiras azuis, lindérrimo e pungente, os quilates das pedras não foram poupados. - Nem sequer de diamantes é. - a Lyra comenta, mas pelo olhar da Christine, ela também gostou. - Eu adoro safiras e são da minha cor favorita. - eu comento, e vejo ela ficando ainda mais vermelha. - Oh, então ele acertou. - o Virgil comenta. - Eu acho que depois da reunião devíamos fazer uma visitinha ao arquiduque no clube. - ele comenta, enquanto o chanceler retira a caixa. - Leve os presentes para os aposentos da senhorita Celleney. - a duquesa diz e o mesmo assente, fazendo a reverência e se retirando com os outros em seguida. E toda uma tensão tomou à mesa, que eu fingi nem notar e continuei comendo.
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