Capítulo 47
Perpetua narrando
Eu olho para ele e ele me encara bem sério, se eu abrisse a boca para falar a verdade ele me mataria e se ele soubesse a verdade e eu mentisse, ele me mataria.
— Ele matou meu ex marido e pegou as minhas filhas, ele deve saber que estou no morro com você.
— É mais um motivo para eu te m***r.
— Ou não – eu olho para ele.
— E porque não seria? Se você pode me atrair o inimigo?
— Você quer m***r ele não quer Carioca? – eu pergunto para ele e Carioca me encara ainda com a arma sobre a minha cabeça. – Ele é seu inimigo e ele tem as minhas filhas, você me deu a sua palavra que em ajudaria.
— Você só me trouxe problemas garota.
— Eu te trouxe ele vivo – eu respondo – é melhor você saber a verdade do que acreditar que ele estava morto não é mesmo? – Carioca me olha com um olhar julgador – a gente pode chegar nele juntos.
— Você tá de s*******m.
— Não – eu olho para ele – ele está atrás de mim porque sabe que sei muito sobre os negócios fora do Brasil do primo dele – eu continuo mentindo sem saber se ele estava acreditando ou se ele sabia que eu estava mentindo, mas eu continuo, de uma forma ou outra eu corria risco de morrer mesmo – Então, ele vai querer proteger e vai querer me m***r, ele está com as minhas filhas porque sabe que eu iria atrás e você está comigo. Você pode me usar para atrair ele, você o mata e eu pego as minhas filhas. – ele continua em silêncio – você acha justo minhas filhas se criarem sem mim?
Ele tira a arma da minha cabeça e abre a lixeira saindo de dentro, eu fico de pé dentor dela e ele me encara.
— Se eu me arrepender disso, eu te mato – ele fala.
— Você me ameaça o tempo todo, desde que eu cheguei no seu morro, você só sabe me ameaçar.
— É para você ficar esperta – ele me estende a mão e eu saio de dentro da lixeira.
— O seu povo de dentro do morro, tem medo de você, eles teme você por medo e não por respeito.
— Agora você quer me ensinar a comandar o meu morro? – ele fala rindo e me encarando.
— Não, eu não quero te ensinar a nada, quem sou eu para te ensinar alguma coisa? – eu olho para ele – eu só estou fazendo um comentário.
— No momento você não quer fazer comentários – ele fala – sobe na moto e vamos.
Eu subo na sua garupa e ele me entrega o capacete e eu seguro forte na cintura dele e quase caio quando ele passa a mil pela entrada do morro, ele me deixa na frente da casa dele e sai com a moto disparada, eu tiro o capacete.
— Ei – uma mulher com os cabelos lisos e ruivo a pele bronzeada me chama – quem é você? O que faz na casa do Carioca? – eu a encaro e ela para na minha frente.
— Perpetua – eu respondo
— Perpetua e de onde você saiu? Tão – ela me olha de cima a baixo – você não faz o tipo dele, eu faço.
— Ué e porque eu estou na casa dele e você não?
— Meu nome é Ursula e o Carioca é meu homem – ela me encara.
— Eu repito, porque eu estou na casa dele e você não? – eu pergunto para ela que ainda tenta me afrontar – Olha, Ursula, eu tenho mais o que fazer – eu me viro e ela segura em meu braço – não segura em meu braço – eu olho para ela.
— Se afasta dele, ele é meu homem – ela fala e eu abro um sorriso soltando meu braço.
— Eu posso ser mais baixa que você, mas não quer arrumar briga comigo – eu falo entrando para dentro da casa.
Só o que me falta arrumar briga por causa do Carioca aqui dentro do morro, eu me jogo no sofá e fico pensando sobre o fato de Kaique está vivo, eu estava perdida e ferrada completamente.
Eu já estou achando que o meu destino, é acabar morta pelas mãos de um ou do outro.
Capítulo 48
Carioca narrando
Eu entro na boca e Medeiros está sentado, ele me encara.
— Kaique está vivo.
— Como você sabe? – ele pergunta
— Eu peguei a Perpetua, a policia estava atrás dela e eu escutei junto dela que Kaique queria pegar ela viva.
— Queria pegar ela viva?
— Ela veio com papo todo estranho, Perpetua está mentindo.
— Mas e a ficha dela?
— Armada, a ficha dela é armada – eu falo – essa garota está mentindo , ela tem outro proposito de está aqui.
— Então, o Tenorio mentiu?
— Eu não sei – eu olho para Medeiros – Lisandra descobriu algo?
— A mesma coisa que ela fala para todo mundo, quer encontrar as filhas e as filhas e que fez um acordo com você – eu reviro os olhos.
— Não não é isso – eu falo – essa garota está mentindo e eu te digo, quando eu conheci a Brenda e a Heloise eu não desconfiei de nada, mas ela, a Perpetua eu tenho um pé atrás com ela.
— Calma – Medeiros fala – se você ficar ameaçando ela o tempo todo, ela vai recuar e se ela tiver mentindo, ela vai continuar mentindo e se ela tiver mentindo ela mente muito bem, porque a história dela bate o tempo todo e principalmente com as informações.
— E se ela tiver com Kaique?
— Ele estaria procurando ela porque? Ela estaria fugindo dele porque? – Medeiros pergunta – se ela é envolvida com ele, então ela está fugindo por medo.
— m***a – eu olho para ele – e se eu mudar o meu comportamento com ela?
— Como assim? Vai virar best friendis dela? – ele começa a rir
— Não, e se eu tratar ela melhorar? Dizer que vou atrás da filha dela? Ela me fez um acordo, tentou fazer, eu uso ela para atrair o Kaique, eu mato ele e ela pega as filhas.
— Então fecha com ela – ele fala – fehca com ela cara, mostra que você confia nela, que confia no que ela te diz, que vai fazer um plano em cima disso, quem sabe você não consegue descobrir a verdade?
Eu olho para Medeiros pensando em tudo que ele me disse e fico encucado com as coisas que estou na minha cabeça.
Quem era Perpetua de verdade?
Eu saio para fora da boca e vejo Tenorio fumando e eu vou em direção a ele.
— Você – eu falo
— O que foi? – ele levanta rápido
— Eu quero informação sobre a minha filha.
— Eu estou indo atrás – ele fala – eu até já coletei algumas informações.
— E qual seria elas? – eu pergunto para ele.
— Umas imagens da câmera de segurança de Antonio com a recém nascida dois dias depois dele te enviar a mão dela.
— Cadê essas imagens?
— Ali dentro da casa – ele fala apontando
— Entra – eu falo apontando a arma para ele.
A gente entra dentro da casa onde ele está com Hy, ele abre o computador e me mostra as imagens.
— Está vendo aqui – ele fala apontando – as imagens são de dois dias, ele está com a menina nos braços.
Eu olho para as imagens reconhecendo Vitoria, o meu coração se aperta e ao mesmo tempo se alegra com a esperança dela está viva, eu respiro fundo.
— Você tem 40 dias para me dar o paradeiro dela, se não eu te mato – eu saio da casa sem pensar duas vezes.
Eu saio desnorteado e andando pelo morro sem rumo, as pessoas me encaram com a arma na mão e eu só queria gritar o mais alto possível, nesses anos todo eu passei acreditando que a minha filha estava morta mas não, ela pode está viva.
Eu passo na boca e Jão me encara.
— Suspende a venda disso
— Você vai levar tudo?
— Tudo – eu falo pegando todo o ** que ele tinha.
— Carioca – ele fala
— Cala a p***a da tua boca Jão – ele assente quando aponto a arma para ele.
Eu vou em direção a minha casa e subo para o quarto onde era o quarto da Vitoria, pego aquele ** todo e jogo em cima de uma cama de solteiro que tinha, eu olho para tood aquele quarto e lembro de quando eu via ela dormindo aqui, eu enrolo umas notas que tinha no bolso e começo a cheirar.