Lúcifer
Já procuramos o morro todo e não encontramos a Luna em lugar nenhum. Nem o filho da p**a do pai dela deu as caras — depois daquilo, ele fugiu! Nem a mãe dela conseguimos achar.
MT: Os homens já estão cansados, mano. Tá bom, já chega — ela não tá aqui.
Faísca: Viram o carro do Flavin saindo do morro às 10:30 da manhã. Certeza que ele levou ela!
Lúcifer: Eu vou matar esse filho da p**a!
MT: Depois a gente continua, irmão. Vamos almoçar — faz 5 horas que estamos procurando ela sem parar e já passou da hora.
Lúcifer: Eu vou achar ela primeiro! Essa hora eles não devem estar muito longe!
Faísca: Irmão, vai só cansar os homens. Deixa eles almoçarem pelo menos.
Lúcifer: Que se f**a, vou sozinho então. — saio de lá, monto na minha moto e desço o morro.
Eu não vou parar de procurar ela, não tenho dúvida que ela ainda está aqui no Rio.
Falei com os manos da barreira e eles disseram que viram ele passar por lá, com pressa.
Procurei por pistas a tarde inteira, mas sem sucesso!
Voltei para casa para tomar um banho e ver se consigo invadir as câmeras de segurança de trânsito da cidade.
Entro em casa e o pessoal está sentado no sofá, tenso, mas quando me vêem, ficam com olhar de alívio.
Carla: Aonde você estava? Eu estava preocupada! — me abraça.
Faísca: Achei ela? — n**o com a cabeça, cansado.
Lúcifer: Vou subir para tomar um banho. — beijo a cabeça da minha mãe e saio, indo para o meu quarto na casa dela. Mando mensagem para o Denis, o hacker que sempre me ajuda nessas coisas, e ele diz que já está vindo.
Chegando lá, vou rápido para o banheiro, tiro a roupa e ligo o chuveiro — deixo as lágrimas caírem. Nunca chorei antes por nada, nunca senti tanto medo assim como estou sentindo agora. Eu não posso deixar eles levarem ela para tão longe!
Termino o banho, saio do banheiro vestindo uma cueca e um short. Me sento na cama enxugando o cabelo e pego o notebook, mas alguém bate na porta e me atrapalha.
Lúcifer: Entra!
Carla: Como você tá, filho? — entra com um sanduíche e um suco em uma bandeja.
Lúcifer: Tô bem. — volto a olhar para o computador.
Carla: Estava chorando, filho? — me olha preocupada — Vem cá, conta para a mãe o que você está sentindo... — depois de colocar a bandeja na mesinha, deito no colo dela, que começa a mexer no meu cabelo.
Lúcifer: Eu não posso deixar eles levarem ela para longe, mãe... Eu não consigo mais ficar sem ela.
Carla: Meu bebê está apaixonado. — sorri.
Lúcifer: Não estou. Só não quero ficar longe dela. Ela é... — meu celular começa a tocar e corro para ver quem é, me surpreendo e atendo rapidamente. Na mesma hora, o Denis entra no quarto. — Rastreia esse número rápido!
Ligação ativa
Luna: Eu fui sequestrada! — cochicha.
Lúcifer: Eu sei! — sorrio — Aonde você tá?
Luna: Não sei, era uma estrada de terra e ao redor só tinha mato. Ele me trouxe para uma casa que estava no meio do mato.
Lúcifer: Aonde ele tá agora?
Luna: Foi pedir comida para mim — eu não iria comer a comida sebosa que ele fez! — ri.
Lúcifer: É um sequestro ou é um hotel aí?
Luna: Xiú, ele tá voltando!
Escuto um barulho como se ela estivesse escondendo o celular debaixo de alguma coisa.
Flavin: Tava falando com quem? — escuto a voz dele do outro lado da linha.
Luna: Tava falando sozinha, por quê? Já comprou o meu lanche?
Flavin: Tá muito folgada em! Toma! — escuto um barulho.
Luna: Eu falei que não queria com picles!
Flavin: Vai comer assim agora.
Luna: Eu não quero comer isso! — fala enjoada.
Flavin: Fica com fome então.
Luna: Não vou não! O seu é de que?
Flavin: Frango.
Luna: Me dê o seu então. — faz birra.
Flavin: Que menina chata do c*****o! Eu tenho pena do Lúcifer por ter que ficar com você! — não aguento e rio. — Escutou isso?
Luna: É a minha barriga roncando! — fala alta e brava.
Flavin: Toma! — fala bravo.
Luna: Agora sai, não gosto de comer com ninguém me olhando! — escuto passos, alguém resmungando e uma porta batendo.
Lúcifer: Tu é enjoada pra c****e em! — rio.
Luna: Tenho que ser, acha que o nome princesinha vem por quê? E eu tenho que fazer ele se arrepender de me sequestrar!
Lúcifer: Você vai se matar!
Denis: Consegui!
Lúcifer: Conseguimos rastrear você! Tô indo aí, fica tranquila. — ela concorda de boca cheia e eu desligo.
Ligação encerrada
Carla: Acho que por ela, ela fica logo bem. — ri — Já vi pessoa desesperada em sequestro, mas essa tá achando que tá em casa.
Lúcifer: É o jeito dela. — rio e levanto — Manda pra mim a localização.
Peguei uma roupa, entrei no banheiro, me vista, coloco um tênis e desço depois de passar perfume.
Lúcifer: Achei ela, vamos logo! — falo e os meninos levantam, me seguindo.
Falo no rádinho chamando mais dois homens e nos encontramos na saída do morro — cada um com suas armas, pois não sabíamos o que encontraríamos lá.
Chegamos ao local, entramos devagar sem fazer barulho. Na frente da casa tinha dois caras, cada um com fuzil na mão. Atirei neles com silenciadores e entramos devagar na casa — tinha mais dois homens sentados no sofá da sala conversando.
"...mina gostosa do c*****o, quando o MG acabar com ela vai ser a minha vez. Vamos ver se ela é isso tudo mesmo." — fala com malícia. Escuto um grito da Luna.
Lúcifer: Vai, vai! — eles atacam os caras e eu corro em direção aos gritos, abro uma porta de uma vez e vejo um homem encima dela, as roupas dela rasgadas mostrando os p****s. Vejo o olhar de desespero dela e dou vários tiros no homem, que cai para o lado.
Os caras vêm correndo até a porta e ficam olhando para ela, que está em choque.
Lúcifer: OLHEM PARA O OUTRO LADO c*****o! — tiro a minha blusa e entrego a ela, que se veste.
Peguei ela e fomos para o carro. Ela estava em choque e chorando muito — eu só fazia carinho na cabeça dela, tentando acalmá-la.
Chegando em casa, levei ela para o quarto e coloquei no banheiro, onde tomou um banho. Esperei ela com uma cueca e uma blusa minha; ela se veste e deita na cama.
Lúcifer: Tá tudo bem agora, meu amor. — ela respira fundo e chora.
Trago ela para mim, beijo a testa dela e faço carinho na cabeça. Depois de um bom tempo, ela dorme — eu fico olhando para ela e logo durmo também.