A manhã começou errada. Laura sentiu isso antes mesmo de abrir os olhos. Beatriz tossia no quarto ao lado — não uma tosse normal de criança, mas uma tosse seca, insistente, dolorida. Lucas levantou assustado e correu até a irmã. — Laura! A voz dele tremia. Laura saiu correndo, o coração disparado. Encontrou Beatriz sentada na cama, empalidecida, os olhos fundos, febre escorrendo pela pele. — Bia? — Tô… tonta. — a menina murmurou, segurando a cabeça. Laura colocou a mão na testa dela. Estava queimando. — Meu Deus… Lucas ficou pálido. — Ela não tava assim ontem. — Eu sei. Beatriz tentou levantar, mas quase caiu. Laura a segurou no colo, sentindo o corpo da menina fraco demais. — A gente precisa ir pro hospital — disse Laura, a voz trêmula. Gabriel ouviu a comoção e correu

