Seis Macarons - parte 2

2965 Palavras
Edward sugeriu que fôssemos ao Universal Studios. Ele contou que nasceu em NYC, e que viveu lá até os seus quinze anos. Não costumava ir muito à LA, por isso, pediu para visitar os estúdios. Charlie ficou encantando o passeio inteiro. Em determinado momento, um fótografo do local nos parou, perguntando se não estávamos interessados em uma foto capturada por ele. Ou umas. Ele disse: "A família não gostaria de uma foto em uma câmera profissional? Vamos lá, vocês precisam guardar esses momentos. Eles são especiais." Eu fiquei sem reação, mas Ed lidou com a situação com muita normalidade. "Talvez, em uma outra vez. Minha mulher e meu filho não gostam muito de fotos." O fotógrafo riu com o jeito de Edward, e foi embora. Eu o encarei, como só uma mulher consegue fazer, e ele me respondeu: "Você não queria que eu contasse a história da nossa vida para um fotógrafo, queria?". Eu assenti e ri, involuntariamente. Depois do Universal, fomos jantar em um lugar escolhido por Ed. Não contestei por gostar do local, mas foi engraçado. Eu o encarei, sem parar, enquanto ele decidia o prato. Seus olhos dançavam pelo cardápio. -O que foi? -ele disse ao notar, sorrindo. -Nada. Trocamos de papel, não? -Pois é. Estamos em meu país, baby. O especialista hoje sou eu. -Já moro aqui tempo suficiente. Já conheço bem os restaurantes daqui, senhor especialista. -Por favor, Ali. Admita que isso é muito melhor que aquelas comidas francesas terríveis. -Claro que não. Não mesmo. -enfatizei, rindo. -Então, não quer me ajudar a escolher? Sou indeciso. -ele riu e resmungou. -Tudo bem? Você está um pouco... Não sei. -Nada demais.Voltar aos Estados Unidos depois de tanto tempo é estranho. Estou lembrando do velho Bobby Austin e nossas aventuras pelo Brooklyn. Ele foi como um verdadeiro pai. -Você nunca me contou essa história. -falei, curiosa por este outro lado de Ed. -Acho que ainda há muitas coisas que eu ainda não lhe contei. -ele disse, misterioso. Nós jantamos, conversamos, rimos um pouco, além de interagir muito com o Charlie, que estava começando a se acostumar com o novo integrante da família. No carro, fomos em um certo silêncio. Fui no banco traseiro, com Charles em meu colo. Quando Ed parou na calçada do prédio, magicamente, ele saiu de sua posição e abriu a porta para que eu saísse. Uma grande mudança. -Nossa. Para quem dizia que não era um cavalheiro... -sorri, saindo com Charlie em meus braços. -Pegou no sono, pequeno Charlie. -ele comentou, acariciando os cabelos dele. -Você pode me ajudar, Ed? Não quero acordá-lo, e ainda tem todos esses seus presentes do Universal. Umas quatro ou cinco sacolas. E minha bolsa. -Claro que sim. -Edward respondeu, pegando as sacolas no banco do carro. Ao chegarmos, coloquei meu fiho em sua cama. Ed deixou os presentes ao lado, no chão. Nós voltamos para sala, sentamos e conversamos um pouco sobre o dia, Charlie, e um pouco sobre nossas infâncias. Decidimos que deveríamos nos conhecer um pouco mais, já que estaríamos, involuntariamente ou não, ligados um ao outro para sempre. Quando o relógio já marcava onze, peguei o meu celular que estava na bolsa. Na tela, onze chamadas perdidas de Bud. -Eu fiquei muito triste no fim do ano passado. Ver a cidade onde nasci e cresci, ser atacada de forma tão c***l. Foram muitas mortes. Foi simplesmente h******l. -Sim, eu também fiquei muito assustada. Eu m*l cheguei aqui e, de repente, aviões, prédios caindo... -Foi um choque. Fico pensando no que Bobby pensaria sobre isso. -Sim... Olha, onze chamadas perdidas do Bud. Acha que eu deva retornar? -mostrei meu celular, apreensiva. -Não acho. Não hoje, pelo menos. Muito menos agora. -Ed disse, aproximando-se de mim ainda mais em meu sofá azul-ouro. Segundos depois, os nossos lábios estavam conectados de forma brutal. Nossos corpos, entrelaçados uns aos outros. Edward carregou-me em seus braços até o quarto, mas não durou muito. Estávamos em um clímax incomum, desde o nosso primeiro encontro. Havia alguma coisa a mais que eu não sabia explicar. Alguém batia na porta do quarto, momentos depois. Ed abriu os olhos, lamentando. -Alguém mais tem a chave daqui? -ele perguntou, curioso. Ed levantou-se e finalmente abriu a porta. Bud estava do outro lado. Segundos após disso, meu ex-marido não precisou pensar muito para tirar suas óbvias conclusões. O resultado disso foi o começo de uma briga hostil. Edward não esperava aquele primeiro soco. Alfred era mais forte. O nariz de Ed já sangrava. -É esse o cara que você andou transando, Alison? -ele riu, enquanto Edward ainda estava caído. -O que você quer aqui? -perguntei com raiva, colocando minha blusa rapidamente. -Como assim? Você esqueceu que esse apartamento é meu? Ed investiu contra ele em seguida. Os dois pareciam m***r um ao outro, quando Bud começou a enforcá-lo. Levantei da cama, desesperada. O rosto de Ed estava em chamas. Eu gritei. Corri até eles, sem saber o que fazer. Bud ria descontroladamente, e tudo parecia estar em câmera lenta. Ele arrastou Edward, jogando a sua cabeça contra a parede diversas vezes, como um ping-pong. Os olhos deles, gradativamente, fecharam-se. Agarrei Bud pelos ombros, mas foi inútil. No fim, Ed acabou solto, desacordado. -Você é pior do que eu pensava, Ali. -ele disse, com o rosto machucado. -Eu a deixei permanecer aqui, pelo nosso filho. E, quando eu volto pela primeira vez, você está com o seu amante. -Ele não é o meu amante, Bud. Eu o chamei pelo Charlie. -respondi, sentada no chão, chorando, com a cabeça de Ed em meu colo. -Claro. -falou, rindo. -O seu filho está chorando no quarto enquanto vocês transavam um pouco, entendi. Desculpe pela interrupção. -Vai embora daqui! -gritei, irritada. O choro de Charlie havia aumentado e agora alguém batia na porta da sala. -Escute aqui, sua v***a. -Alfred me pegou pelo pescoço. -Você e o seu filho irão sair daqui até amanhã, entendeu? Eu quero vocês fora daqui. Ele me deu um t**a bem forte com suas mãos nada delicadas. Empurrou-me na cama, tirando minha roupa à força. Um e*****o se iniciava quando Niall e Kevin chegaram ao quarto. Ele retiraram Bud de mim, com pontapés, socos e xingamentos. Corri para Charlie, que estava deitado no chão, chorando por ter caído de sua cama. Peguei-o no colo, enquanto Alfred passava pelo corredor em direção à sala. Antes de sair, gritou, prometendo um retorno. Kevin carregou Ed até o carro. Niall dirigia enquanto eu estava no banco do carona, com Charlie no colo, tentando mantê-lo acordado. Quando chegamos ao hospital, Edward foi encaminhado diretamente para a emergência. Ele acordou quase duas horas depois. Charles ficou com Niall para que eu fosse sozinha ao quarto 05. -Você está bem? Ele foi embora? Ele te machucou? -eu m*l havia chegado, e ele já mostrava toda sua ansiedade e preocupação. -Eu faço as perguntas, cher! -peguei em suas mãos geladas. -Podemos deixar o francês para outra hora? Estou fragilizado. Culpa do seu ex-marido, aquele armário lutador de UFC. -nós rimos juntos, e ele sentiu dor. -Devemos deixar as piadas para outra hora também. Estes pontos ainda estão frágeis. -Tem razão. Pode se sentar na beira da cama? . -Quê? Por quê? -Nos livros e filmes, sempre tem uma cena assim. Eu sempre imaginei que isso fosse acontecer comigo, mas em uma coisa mais interessante, como um acidente de carro bem sinistro. Sei lá, seria romântico de sua parte, não acha? -ele sorriu disfarçadamente. -Edward... Você não está facilitando. Aquilo ontem, você sabe. Foi um grande erro. Estamos confundindo as coisas. -Eu não. Ali, tudo é diferente agora. Não sou como antes. Em partes, claro. -Não entendo... -disse, sentando-me à beira da cama. Nossos dedos se beijavam. -Preste bem atenção, eu não vou repetir isso. Talvez, outro dia. Mas, isso é difícil. Ali, eu não sei o que está acontecendo. Eu só... -ele mordeu os lábios. Percebi que segurava suas lágrimas. -Eu desistiria de tudo por você. Eu sei que tenho uma família, e eu amo os meus filhos. Todos eles. E amo você. Mas... -Ed... -meu coração acelerou, emocionada. -Se você me pedir, Ali, eu desisto. Eu desisto de tudo, eu fico com você. Eu sei que não tenho muitas coisas ao meu favor que façam você me querer. Estou completamente indefeso, Ali. Mas... Eu acho que eu nunca fiz isso. Quando estamos juntos, eu sinto meu coração acelerar, como se fosse um adolescente. Não sei bem o que dizer, mas, meu coração está aberto, Ali. Só para você, ele está aberto, batendo. Você pode senti-lo? Pode ouvi-lo? Minhas mãos flutuaram até o seu peito esquerdo. O coração de Edward batia como nunca. Sorri, quando a primeira lágrima caiu. O dia seguinte não foi nada fácil. Às cinco da tarde, minhas malas já estavam prontas. Niall me ajudou, como sempre. Edward foi liberado pela manhã. Foi ao hotel, também aprontar suas coisas. Nós viajaríamos, mas com destinos diferentes. Charlie e eu iríamos para casa de minha mãe, em Londres. Ed, para sua família no Canadá. Mas não era uma despedida. O voo seria às sete da noite. -Eu sempre serei grata por tudo. Você foi o meu anjo nessa cidade, Niall. Sentirei sua falta. -nós nos abraçamos, com grande ternura. -Também vou sentir sua falta. Eu sei que não é muito tempo, mas eu já te amo tanto, Ali. Não esqueça de mim. -Te amo muito. Eu prometo voltar aqui. E você precisa visitar Londres, também. Eu ainda não sei onde iremos morar, mas... -Você tem certeza que está fazendo a coisa certa, não é? -Claro que sim. Se você estivesse comigo naquele quarto de hospital ontem, também teria certeza. -Então, eu fico tranquilo e feliz por você. -Niall sorriu, feliz. -Não deixe o Charlie esquecer de mim. -Você é o padrinho, esqueceu? -Ai de você se arrumar um padrinho inglês para o Charlie! -ele brincou, e nos abraçamos novamente. -Felicidades a você e ao Kevin. Peça obrigado a ele por ontem. Vocês foram incríveis. -Ainda bem que ele iria dormir aqui ontem. Nós evitamos o pior. -É... -engoli em seco, lembrando com grande desgosto. -Esqueça tudo isso. Seja feliz, Ali. Seja feliz. -Você também, seja muito feliz. -Ah, Ali. -Niall me chamou quando eu já havia me virado. -Kevin pediu desculpas pela sua porta. -ele piscou, e nós sorrimos. Pouco mais de onze horas depois, chegamos. LA e Londres possuem uma diferença de oito horas de fuso horário. Por esse motivo, quando pousamos, o relógio já marcava pouco mais de duas da tarde. Mamãe resolveu deixar os problemas para depois. De volta para minha antiga casa, Charlie encantou-se com sua avó, e vice-versa. Ela nos recebeu com um delicioso almoço, como ela sempre fez. Deixei-a curtir o neto enquanto contactava minhas antigas amigas da cidade, inclusive Amy e algumas outras do Kingsway Hall Hotel, meu antigo emprego. Dias depois, nós finalmente marcamos o reencontro. Apenas duas delas estavam disponíveis: Cecily e Amy. Ficaram loucamente encantadas com Charlie. Mais tarde, minha mãe saiu com o neto para que pudéssemos conversar mais à vontade. Amy, como sempre, estava muito falante e procurou saber de todos os detalhes de minha louca história de vida. Cecily também estava animada com minha volta. -E então, depois que o Bud me contou tudo, automaticamente pensei em Edward. Vocês sabem, ele foi o único que eu estava saindo naquela época antes de casar. Eu fiz questão de deixá-lo m*l, porque era exatamente isso o que ele fazia com as pessoas. Só dei o troco por todas as mulheres que Ed quebrou o coração. -Menina, quando eu crescer, quero ser igual a você. Costuma arrasar sempre assim? -Cecily, de apenas dezenove anos, brincou. -Que nada, Cec. Isso partiu um pouco meu coração também. E, veja minha situação agora. -Mas, o Edward não foi o único cara que você ficou naquela época. Você transou com um cara francês. Não lembra? -Como assim? Eu não lembro disso, Amy. -meus olhos se arregalaram, assustada. -Você voltou do seu encontro com o Edward, daquele seu restaurante favorito. Estava furiosa. -Galvin La Chapelle. -respondi, sem me lembrar sobre o que aconteceu depois do jantar. -Você me ligou dizendo que precisava sair. Que o Ed era um grande i****a, algo assim. E então, nós fomos para um bar. -Eu lembro. Você estava com um salto enorme. -Cecily comentou. -Nós bebemos muito, você acabou saindo com um cara bonito. Era francês, então nós não entendíamos o que vocês conversavam. Mas, nós seguimos vocês, para ter certeza que você estava bem. Sei lá, não queria me sentir culpada depois. -Seguimos você até um hotel. Tudo pareceu bem, então... Nós acabamos indo para casa. Mas você não lembrou de absolutamente nada no dia seguinte. Acho que você não dormiu lá, porque você disse que tinha dormido em casa mesmo. -Eu não lembrava mais disso... Eu, eu me lembro de estar num carro e ser deixada em casa. -Bem, mas você transou mais do que uma vez com o Ed, não foi? Tem mais chances do Charlie ser filho dele. -Mas, e se não for? Meu Deus, estou perdida. -falei, levantando do sofá, em nervos. -Calma, Ali. Olha, esquece isso... -Era o Abélard, meninas. O cara francês que o Ed fechou negócio. Foi com ele que eu transei. No dia em que eu fui trabalhar para o Ed, ele me encarava de um jeito diferente. Mas, nós não ficamos sozinhos nem um minuto, por isso ele não pôde fazer grande coisa. Quando nos cumprimentamos, ele sussurrou no meu ouvido... Dormiu bem, senhorita? -É, Ali. Você realmente não pode beber. -Amy disse, rindo. -E se ele for o pai do Charlie? -pensei, horrorizada. -Bem, ele não é um bilionário? -Cecily perguntou. -Isso é sério, Cec. Eu vou estragar tudo com o Ed, se for realmente isso. -Mas vocês dois não tinham nada, Ali. Ele estava traindo a mulher, e você ainda não conhecia esse tal de Abélard. -Ele vai me odiar para o resto da vida. -tornei a sentar, com as mãos trêmulas. -Pegue uma água para Ali, Cec. Rápido. -Amy disse, abraçando-me confortavelmente. Estávamos as três em silêncio, perplexas, enquanto eu bebericava do meu copo com água quando a campainha tocou. Uma mensagem chegou em meu celular logo em seguida. Que tal abrir a porta? Ed. As meninas pediram para que eu me acalmasse. Cecily limpava o meu rosto quando Amy foi atender a porta. Ed entrou, com uma pequena caixa em sua mão direita. Na mão esquerda, um envelope branco. Em seus lábios, um sorriso inesquecível. Eu o abracei, feliz por sua volta. O meu presente era uma caixa de macarons franceses. Seis deles em cores diferentes. -Ed... Eu nem sei o que dizer. Eu amo isso. -Eu sei. Acho que isso é a única coisa francesa que eu gosto, Ali. Além de você, claro. -Isso é bem melhor que um buquê de rosas. -comentei, e as meninas riram. -E você é melhor que tudo isso. -ele disse, selando nossos lábios. -Nossa, você não contou que ele era romântico assim, Ali. -Amy brincou, falando demais, como sempre. -Ah, eu não sou. Na verdade, nem eu estou me entendendo, meninas. -É o amor, Ed. Ele faz isso. -Deve ser. -ele disse, e suspirou e seguida. -Meninas, eu e Ali podemos conversar um pouco a sós? -Claro que sim. -Cecily respondeu, imediata. Amy também concordou. Elas subiram para o meu quarto. Edward e eu sentamos no sofá. Olhei para as suas mãos, agora, sem uma aliança. Senti um aperto no coração, e decidi reunir coragem para contar de uma vez o que havia acontecido. -Ed, eu preciso contar uma coisa. -Não, eu disse que queria conversar. Eu falo primeiro. -ele sorriu. -Mas, é importante. -O meu é mais, aposto. Bem, como notou, não tenho mais uma aliança. Ainda não me separei no papel, lógico, mas, acabou. Podemos ficar juntos, Ali. Ter a nossa família. E eu já resolvi, mais ou menos, sobre os meus filhos. Ele beijou-me, mais uma vez. Eu tentava pensar positivo, mas, enquanto nos beijávamos, uma cena criada pela minha imaginação se passava. Abélard e eu, em uma cama. -Okay, agora, eu tenho outra coisa para dizer. Espero que não fique brava comigo. -Ed interrompeu o nosso beijo, dando o seu envelope branco em minhas mãos. Eu o abri. -Quando cheguei, fiquei desconfiado em relação a sua palavra. Sabe, eu ainda não tinha notado que te amava, e, me desculpa Ali... Você sabe, eu pensei que, como você traiu o Bud comigo, poderia ter feito isso com outro cara. Eu fiz um exame de DNA, por segurança. Para saber se eu era realmente o pai. -Positivo. -eu disse, sorrindo, com lágrimas nos olhos ao ler a conclusão do resultado. -Sim. Eu também fiquei muito feliz, e... -Ed, você é o pai. -falei, deixando as lágrimas caírem. -Sim, amor, o que aconteceu? -ele perguntou, confuso. Eu o abracei, feliz. Gritei e o beijei, e sorri. Apesar de tudo, no final, as coisas ficaram estranhamente bem encaixadas. A vida continua sendo uma d***a, de fato. Mas agora, eu tenho uma nova família. Sinto-me amada. Isso ajuda muito na hora em que tenho que me levantar, todos os dias, para enfrentar todos os problemas da vida. O passado, eu deixei para trás. Não completamente, é claro. Edward ainda tem mais dois filhos, e ainda precisa visitá-los, vez ou outra. É estranho, mas, a minha vida, que é totalmente irrelevante para o resto do universo, agora faz todo o sentido. Não é grande coisa para o resto do mundo, mas, eu estou feliz. Acho que posso dizer que encontrei o meu pequeno lugar não tão importante no Espaço. Um dia, todos nós encontramos, mesmo sem querer. É, talvez a vida não seja uma d***a para sempre. E isso não é uma referência à morte.
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